O processo de constituir-se professor na relação objetividade-subjetividade: significações acerca da mediação social na escolha pela docência

Autores

DOI:

https://doi.org/10.25053/redufor.v4i11.841

Palavras-chave:

Significações., Mediação., Formação docente.

Resumo

Partindo do pensamento de Vigotski (2009) de que a consciência humana se revela nos significados e sentidos produzidos sobre a atividade que se vive, analisam-se nesse artigo significados e sentidos produzidos por professores sobre seu percurso histórico de desenvolvimento, a fim de compreender as mediações que foram determinantes para que esses profissionais tenham se constituído professores da Educação Básica. Participaram da pesquisa 29 professores que atuam nas séries finais do Ensino Fundamental. Para construção das informações, fez-se uso do questionário, e, como procedimento analítico, foi realizada análise textual discursiva no que propõe Moraes (2003). Visando obter maior refinamento das categorias que emergiram das significações produzidas pelos professores, utilizou-se o software australiano Nudist. Os resultados da pesquisa apontaram que o movimento histórico de desenvolvimento desses profissionais tem se constituído na relação objetividade-subjetividade, revelando as contradições existentes na vida cotidiana que determinam e constituem as escolhas dos indivíduos.

 

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

AGUIAR, M. Bolsa-escola: educación para enfrentar la pobreza. Brasília, DF: Unesco, 2002.

CARVALHO, M. C. B. O conhecimento da vida cotidiana; base necessária à prática social. In: CARVALHO, M. C. B.; NETTO, J. P. Cotidiano: conhecimento e crítica. 4. ed. São Paulo: Cortez, 1996. p. 13-63.

FREIRE, P. Educação e mudança. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1979.

HELLER, A. O cotidiano e a História. 4. ed. São Paulo: Paz e Terra, 1992.

LESSA, S.; TONET, I. Introdução à filosofia de Marx. 2. ed. São Paulo: Expressão Popular, 2011.

MARQUES, E. S. A.; CARVALHO, M. V. C. Categorias da psicologia sócio-histórica que explicam a constituição do humano. In: MARQUES, E. S. A.; ARAÚJO, F. A. M.; CARVALHO, M. V. C. (Org.). Pesquisa e produção de conhecimentos em educação mediadas pela psicologia sócio-histórica. Teresina: UFPI, 2015. p. 13-29.

MARX, K. O capital: crítica da economia política. Tomo 1. v. 1. São Paulo: Nova Cultural, 1996.

MORAES, R. Uma tempestade de luz: a compreensão possibilitada pela análise textual discursiva. Ciência e Educação, Porto Alegre, v. 9, n. 2,p. 191-211, 2003.

NETTO, J. P. Para a crítica da vida cotidiana. In: CARVALHO, M. C. B.; NETTO, J. P. Cotidiano: conhecimento e crítica. 4. ed. São Paulo: Cortez, 1996.p. 64-93.

SAVIANI, D. Perspectiva marxiana do problema subjetividade-intersubjetividade. Espaço Pedagógico, Passo Fundo, v. 10, p.

VIGOTSKI, L. S. Teoria e método em Psicologia. São Paulo: Martins Fontes, 1996.

Downloads

Publicado

2019-05-01

Como Citar

SOUSA, E. M. S.; MARQUES, E. de S. A. O processo de constituir-se professor na relação objetividade-subjetividade: significações acerca da mediação social na escolha pela docência. Educação & Formação, [S. l.], v. 4, n. 2, p. 82–96, 2019. DOI: 10.25053/redufor.v4i11.841. Disponível em: https://revistas.uece.br/index.php/redufor/article/view/841. Acesso em: 18 jun. 2021.