A solidão em ‘Zaratustra’ como elemento indicativo para a formação humana

Autores

DOI:

https://doi.org/10.25053/redufor.v4i11.485

Palavras-chave:

Solidão, Formação humana, Além-homem

Resumo

O presente artigo tem como objetivo destacar a solidão como um elemento necessário para a formação humana e colhe nas obras Assim falava Zaratustra e O Anticristo os aspectos formativos da solidão tanto em seu sentido literal como em seu sentido figurado. Em termos metodológicos concentramo-nos numa ideia de interpretação para investigar o sentido e a possível variação no uso do termo solidão por Nietzsche. Tomando o pensador alemão como referencial teórico, diferenciamos o isolamento e o abandono da solidão, sendo que aqueles enfraquecem a vida humana e esta pode tonificá-la. Concluímos, portanto, que a solidão em Zaratustra contém elementos que podem conduzir o ser humano a uma busca do melhor ou do mais elevado de si, em outros termos, ao além-homem. Por fim, a coragem para a vida na solidão emerge como um aspecto necessário da formação humana.

 

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Biografia do Autor

  • Valquiria Vasconcelos da Piedade Souza, PPGE - Universidade Federal de Santa Catarina

    Doutoranda em Filosofia da Educação pala Universidade Federal de Santa Catarina

  • Helder Félix Pereira de Souza, Instituto Federal Catarinense/Brusque

    Doutorado em Ciências Humanas pela Universidade Federal de Santa Catarina. Professor de Folosofia do Instituto Federal Catarinense de Brusque

  • Lúcia Schneider Hardt, Universidade Federal de Santa Catarina

    Doutorado em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2004). Atualmente é professora associada da Universidade Federal de Santa Catarina. 

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Publicado

2019-03-21

Como Citar

A solidão em ‘Zaratustra’ como elemento indicativo para a formação humana. Educ. Form., [S. l.], v. 4, n. 11, p. 41–59, 2019. DOI: 10.25053/redufor.v4i11.485. Disponível em: https://revistas.uece.br/index.php/redufor/article/view/485. Acesso em: 10 abr. 2026.