Educação ambiental e cidadania em ambiente prisional

resultados de um estudo com reclusos em Portugal.

Autores

DOI:

https://doi.org/10.25053/redufor.v6i3.4180

Palavras-chave:

Educação a Distância, Cidadania e Educação, Educação Ambiental, Educação na Prisão, Dinâmica de Grupo

Resumo

Inspirado no Conselho da Europa que defende que a população carcerária tenha acesso a programas de educação e formação, integrado no modelo pedagógico adaptado por Moreira (2017) e testado por Dias-Trindade e Moreira (2019) em estabelecimentos prisionais portugueses e procurando dar resposta à necessidade de atender uma população habitualmente excluída e crescente, este estudo apresenta os resultados de um projeto que explorou, através de um ambiente híbrido de aprendizagem, a relação entre ambiente e cidadania entre os reclusos de um Estabelecimento Prisional na região do Porto (Portugal), no início de 2020. Os resultados, de teor qualitativo, permitiram definir alguns balizadores de imagens mentais e posicionamentos pessoais, fundamentados em metodologias anteriormente testadas por Doménech e colegas (2011) e Moreira e Dias-Trindade (2020). Conclui-se que dinâmicas complementares, desenvolvidas nestes ambientes de aprendizagem podem contribuir tanto na aquisição de conhecimentos, como de competências cidadãs associadas à relação Homem-Natureza.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Biografia do Autor

  • Jesus Manuel Delgado-Mendez, Universidade Federal do Recôncavo da Bahia

    Graduado em Engenharia Agronômica na UFSM-RS/ Brasil (1975), com Mestrado em Política e Planejamento de Recursos em Cornell University-NY/USA (1981), Doutoramento em Conservação Florestal na ESALQ-USP/Brasil (2008) e Pós-Doutorado em Uso de Tecnologias da Informação e Comunicação na Universidade de Coimbra/ Universidade Aberta/ Portugal (2020).

  • Sara Dias-Trindade, Universidade de Coimbra

    Doutora em História - Didática da História e pós-doutora em Tecnologias da Educação e da Comunicação pela Universidade de Coimbra. É docente no Departamento de História, Estudos Europeus, Arqueologia e Artes da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Investigadora no Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX (CEIS20-UC) da Universidade de Coimbra, integrando, atualmente, a equipa de coordenação do referido Centro. É também investigadora colaboradora na Unidade Móvel de Investigação em Estudos do Local (ELO) da Universidade Aberta de Portugal.

  • Jose Antonio Moreira, Universidade Aberta de Portugal

    Doutor em Ciências da Educação pela Universidade de Coimbra e pós-doutor em Tecnologias Educacionais e da Comunicação também pela Universidade de Coimbra. É professor no Departamento de Educação e Ensino a Distância (DEED) da Universidade Aberta (UAb). Atualmente é diretor da Delegação Regional do Porto da UAb e coordenador da Unidade de Desenvolvimento dos Centros Locais de Aprendizagem (UMCLA) da mesma universidade. É coordenador científico da Unidade Móvel de Investigação em Estudos do Local (ELO), investigador integrado no Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX (CEIS20) da Universidade de Coimbra e investigador colaborador no Laboratório de Educação a Distância e eLearning (LE@d) da UAb.

Referências

BARDIN, L. L´analyse de contenu. Paris: PUF, 1977.

BOLÍVAR, A. Justicia social y equidad escolar: una revisión actual. Revista Internacional de Educación para la Justicia Social, Madrid, v. 1, n. 1, p. 9-45, 2012.

CAMPOS, S. M. C. S. Sistemas prisionais europeus. 2015. Dissertação (Mestrado em Direito e Segurança) – Pós-Graduação em Direito, Universidade Nova de Lisboa, Lisboa, 2015.

CONSELHO DA EUROPA. Recomendação (89) de 12 de outubro de 2013. Dispõe sobre as regras das prisões europeias. 2013.

DIAS-TRINDADE, S.; MOREIRA, J. A. Pedagogical scenarios enriched with audiovisual technologies and their impact on the promotion of the learning skills of inmate students in Portugal. Digital Education Review, Barcelona, n. 35, p. 97-110, 2019.

DÍAZ-TORRES, J. M. Exclusión social y educación superior: la respuesta pedagógica. Educação & Formação, Fortaleza, v. 2, n. 6, p. 3-16, 2017.

DOMÉNECH S. J. M.; LÓPEZ, E.; VELASCO, A. E. Manual para obtener la estructura de una red semântica. Ciudad de México, DF: Universidad Nacional Autónoma de México, 2011.

DORES, A. P. Presos são eles; presos estamos nós. Revista Eletrônica da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, v. 4, n. 1, p.13-46, 2018.

GAROFALO, S. J.; GALAGOVSKY, L. R.; ALONSO, M. Redes semánticas poblacionales: un instrumento metodológico para la investigación educativa. Ciência & Educação, Bauru, v. 21, n. 2, p. 361-375, 2015.

KONDRASHOVA, L. V. et al. Desenvolvimento do potencial criativo de futuros professores: estratégia para melhorar a qualidade do ensino superior pedagógico. Educação & Formação, Fortaleza, v. 5, n. 3, p. 1-15, 2020.

MAINARDES, J.; CARVALHO, I. C. M. Autodeclaração de princípios e de procedimentos éticos na pesquisa em Educação. In: ANPED (org.). Ética e pesquisa em educação: subsídios. Rio de Janeiro: ANPEd, 2019. p. 129-132.

MOREIRA, J. A. A pedagogical model to deconstruct moving pictures in virtual learning environments and its impact on the self-concept of postgraduate students. Journal of e-Learning and Knowledge Society, v. 13, n. 1, p. 77-90, 2017.

MOREIRA, J. A. et al. Sistemas prisionais: história e desafios educacionais da era digital. Santo Tirso: Whitebooks, 2016.

MOREIRA, J. A.; DIAS-TRINDADE, S. Online learning environments enriched with audiovisual technologies and its impact on the construction of virtual communities in Higher Education in prison context. Journal of e-Learning and Knowledge Society, v. 16, n. 2, p. 9-16, 2020.

MOREIRA, J. A.; MACHADO, A.; DIAS-TRINDADE, S. Educação a distância no ensino superior em contexto de reclusão enquanto política de formação humana em Portugal. Education Policy Analysis Archives, Arizona, v. 26, n. 118, p. 1-22, 2018.

MURILLO TORRECILLA, F. J.; HERNÁNDEZ CASTILLA, R. Hacia un concepto de justicia social. Revista Iberoamericana sobre Calidad, Eficacia y Cambio en Educación, Madrid, v. 9, n. 4, p. 8-23, 2011.

PAGE, M. A primeira aldeia global: como Portugal mudou o mundo. Alfragide: Casa das Letras, 2018.

SARMIENTO SILVA, C. et al. Hacia una reconceptualización del “modelo de redes semánticas naturales”. Revista Mexicana de Psicología, Ciudad de México, DF, v. 2, p. 165-174, 1992.

SPCE. Carta Ética: instrumento de regulação ético-deontológica. Porto: SPCE, 2014. THERRIEN, J.; AZEVEDO, M. R. C.; LACERDA, C. R. A racionalidade pedagógica nos processos de mediação à produção de sentidos e de aprendizagem aos saberes. Educação & Formação, Fortaleza, v. 2, n. 6, p. 186-199, 2017.

UNESCO. Relatório global sobre aprendizagem e educação de adultos. Brasília, DF: Instituto da Unesco para a Aprendizagem ao Longo da Vida, 2010.

VALDEZ MEDINA, J. L. Las redes semánticas naturales, usos y aplicaciones en Psicología Social. Ciudad de México, DF: Universidad Autónoma del Estado de México, 1998.

WANG, F.; HANNAFIN, M. Design-based research and technology-enhanced learning environments. Educational Technology Research and Development, v. 53, n. 4, p. 5-23, 2005.

WARSCHAWER, M. Technology and Social Inclusion. Rethinking the digital divide. Cambridge: MIT, 2004.

Publicado

2021-06-28

Como Citar

Educação ambiental e cidadania em ambiente prisional: resultados de um estudo com reclusos em Portugal. Educ. Form., [S. l.], v. 6, n. 3, p. e4180, 2021. DOI: 10.25053/redufor.v6i3.4180. Disponível em: https://revistas.uece.br/index.php/redufor/article/view/4180. Acesso em: 16 abr. 2026.