Circulação de sentidos da prática como componente curricular na licenciatura em Ciências biológicas

Autores

DOI:

https://doi.org/10.25053/edufor.v2i4.1920

Palavras-chave:

Formação de professores, Linguagem, Currículo

Resumo

Este artigo tem por finalidade compreender a circulação de sentidos sobre a Prática como Componente Curricular num curso de licenciatura em Ciências Biológicas. Para a construção do corpus de análise, realizou-se um levantamento documental e a aplicação de questionários e entrevistas com oito professores desse curso. Como referencial teórico e metodológico, adotou-se a Análise de Discurso francesa, que tem aportes na obra de Michel Pêcheux. Os resultados sinalizam que a circulação de sentido referente à prática como componente curricular não caminha em linha reta, ou seja, a transformação da modalidade escrita desse termo para a modalidade prática no curso de licenciatura em Ciências Biológicas se assenta na tensão entre processos parafrásticos e polissêmicos.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

BARBOSA, A. T. et al. Concepção de alunos e professores sobre a prática como componente curricular no curso de formação de professores de Ciências e Biologia. Enseñanza de las Ciencias, v. extra, p. 270-275, 2013.

BARBOSA, A. T.; PEREIRA, M. G.; ROCHA, G. S. D. C. A prática como componente curricular em disciplinas específicas e pedagógicas em um curso de licenciatura em Ciências Biológicas. In: ENCONTRO REGIONAL SUL DE ENSINO DE BIOLOGIA, 6., 2013, Santo ngelo. Anais... Santo ngelo, 2013.

BARBOSA, A. T.; PEREIRA, M. G.; ROCHA, G. S. D. C. A prática como componente curricular nos projetos pedagógicos de cursos de licenciatura em Ciências Biológicas em uma universidade pública. In: ENCONTRO NACIONAL DE ENSINO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE E DO AMBIENTE, 4., 2014, Niterói. Anais... Niterói: Enec Ciências, 2014.

BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 21 dez. 1996.

BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Parecer CNE/CES nº 15. Solicitação de esclarecimento sobre as Resoluções CNE/CP nº 1/2002 e nº 2/2002. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 13 maio 2005.

BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Parecer CNE/CP nº 28, de 2 de outubro de 2001. Dá nova redação ao Parecer CNE/CP nº 21/2001, que estabelece a duração e a carga horária dos cursos de Formação de Professores da Educação Básica, em nível superior, curso de licenciatura, de graduação plena. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 18 jan. 2002a.

BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação de Professores da Educação Básica, a nível superior, curso de licenciatura, de graduação plena. Parecer CNE/CP nº 9, de 8 de maio de 2001. Diário Oficial da União, Brasília, 17 jan. 2002b.

BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Parecer CNE/CP nº 1, de 18 de fevereiro de 2002. Institui Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação de Professores de Educação Básica, em nível superior, curso de licenciatura, de graduação plena. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 9 abr. 2002c.

BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Parecer CNE/CP nº 1, de 18 de fevereiro de 2002. Institui Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação de Professores de Educação Básica, em nível superior, curso de licenciatura, de graduação plena. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 9 abr. 2002d.

BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Resolução CNE/CEB nº 2, de 1º de julho de 2015. Define as Diretrizes Curriculares Nacionais para a formação inicial em nível superior (cursos de licenciatura, cursos de formação pedagógica para graduados e cursos de segunda licenciatura) e para a formação continuada. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 2 jul. 2015.

BRITO, L. D. A configuração da “prática como componente curricular” nos cursos de licenciatura em Ciências Biológicas das universidades estaduais da Bahia. 2011. 146 f. Tese (Doutorado em Educação) – Faculdade de Educação, Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, 2011.

CASSIANI, S.; GALIETA-NASCIMENTO, T. Um diálogo com as histórias de leituras de futuros professores de Ciência. Pro-Posições, Campinas, v. 17, n. 1, p. 105-116, 2006.

CASSIANI, S.; GIRALDI, P. M.; LINSINGEN, I. É possível propor a formação de leitores nas disciplinas de Ciências Naturais: contribuições da análise de discurso para a educação em ciências. Educação: Teoria e Prática, Rio Claro, v. 22, n. 40, p. 43-61, 2012.

CHAUÍ, M. O que é ideologia? São Paulo: Brasiliense, 1997.

COSTA, F. F. Formação inicial de professores: novas políticas para velhas práticas! In: ANPED SUL, 9., 2012, Caxias do Sul. Anais... Caxias do Sul: UCS, 2012.

DIAS, R. E.; LOPES, A. C. Competências na formação de professores no Brasil: o que (não) há de novo. Educação e Sociedade, Campinas, v. 24, n. 85, p. 1155-1177, 2003.

FERNANDES, C. M. B. A prática como componente curricular: uma possibilidade de inovação ou uma re-semantização retórica na organização curricular dos cursos de formação de professores? In: SEMINÁRIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO DA REGIÃO SUL, 5., 2004, Curitiba. Anais... Curitiba: UFPR, 2004.

FREIRE, P. Ação cultural para a liberdade e outros escritos. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1981.

LOPES, A. C. Política de currículo: recontextualização e hibridismo. Currículo sem Fronteiras, [S.l.], v. 5, n. 2, p. 50-64, 2005.

LOPES, A. C.; MACEDO, E. Teorias de currículo. São Paulo: Cortez, 2011.

MACEDO, E. Currículo: política, cultura e poder. Currículo sem Fronteiras, [S.l.], v. 6, n. 2, p. 98-113, 2006.

ORLANDI, E. P. E. P. Análise de discurso: princípios e procedimentos. 10. ed. Campinas: Pontes, 2012a.

ORLANDI, E. P. Discurso e leitura. 9. ed. Campinas: Cortez, 2012b.

ORLANDI, E. P. Discurso e texto: formulação e circulação dos sentidos. Campinas: Pontes, 2008.

ORLANDI, E. P. Interpretação: autoria, leitura e efeitos do trabalho simbólico. 6. ed. Campinas: Pontes, 2012c.

PÊCHEUX, M. O discurso: estrutura ou acontecimento. 4. ed. Campinas: Pontes, 2006.

SANTOS, G. R.; LISOVSKI, L. A. Prática como Componente Curricular: análise de trabalhos apresentados no período de 2002 a 2010. In: ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS, 8., 2011, Campinas. Anais... Campinas, 2011.

SCHÖN, D. A. Educando o profissional reflexivo: um novo design para o ensino e a aprendizagem. Porto Alegre: Artmed, 2000.

ZEICHNER, K. M. Uma análise crítica sobre a “reflexão” como conceito estruturante na formação docente. Educação e Sociedade, Campinas, v. 29, n. 103, p. 535-554, 2008.

Downloads

Publicado

2017-01-02

Como Citar

BARBOSA, A. T.; CASSIANI, S. Circulação de sentidos da prática como componente curricular na licenciatura em Ciências biológicas. Educ. Form., [S. l.], v. 2, n. 4, p. 52–71, 2017. DOI: 10.25053/edufor.v2i4.1920. Disponível em: https://revistas.uece.br/index.php/redufor/article/view/123. Acesso em: 19 set. 2021.