Políticas públicas e formação de professores sob a perspectiva da racionalidade comunicativa: da ingerência tecnocrata à construção da autonomia profissional

Autores

  • Amadeu Moura Bego Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”

DOI:

https://doi.org/10.25053/edufor.v1i2.1864

Palavras-chave:

Políticas públicas em educação, Formação de professores, Racionalidade comunicativa, Autonomia escolar, Autonomia docente

Resumo

A partir dos conceitos de racionalidade comunicativa e de ação educativa, o presente trabalho apresenta uma discussão crítica acerca da exacerbada ingerência tecnocrata nas unidades escolares de Educação Básica em nosso país, o que tem culminado em sua desinstitucionalização e também na perda da autonomia do trabalho do professor. Apresentam-se as potencialidades da racionalidade comunicativa como meio possível para a restauração do espaço público e do resgate tanto da autonomia profissional docente como da autonomia institucional das unidades escolares, a fim de que, para além de meras executoras de projetos hegemônicos concebidos por especialistas externos, possam conceber e desenvolver seu trabalho escolar buscando a consonância entre as Diretrizes e Bases da Educação Nacional, as demandas regionais e as decisões coletivas da comunidade.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

ADRIÃO, T.; CAMARGO, R. B. A gestão democrática na Constituição Federal de 1988. In: OLIVEIRA, R. P.; ADRIÃO, T. (Org.). Gestão, financiamento e direito à educação: análise da Constituição Federal de 1988. 3. ed. São Paulo: Xamã, 2007. p. 63-71.

AMIGUES, R. Trabalho do professor e trabalho de ensino. In: MACHADO, A. R. (Org.). O ensino como trabalho: uma abordagem discursiva. Londrina: UEL, 2004. p. 35-53.

AZANHA, J. M. P. Proposta pedagógica e autonomia da escola. In: AZANHA, J. M. P. (Org.). A escola de cara nova: planejamento. São Paulo: SE/CENP, 2000. p. 18-24.

BRASIL. Constituição de 1988. Constituição da República Federativa do Brasil. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 5 out. 1988.

BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 21 dez. 1996.

FREITAG, B. A questão da moralidade: da razão prática de Kant à ética discursiva de Habermas. Tempo Social, São Paulo, v. 1, n. 2, p. 7-44, 1989.

GARCÍA, C. M. Formação de professores: para uma mudança educativa. Porto: Porto, 1999.

HABERMAS, J. Para o uso pragmático, ético e moral da razão prática. Estudos Avançados, São Paulo, v. 3, n. 7, p. 4-19, 1989.

HABERMAS, J. Técnica e ciência como ideologia. Lisboa: 70, 1968.

HABERMAS, J. Teoría de la acción comunicativa. Madrid: Trotta, 2010.

LONGHI, A. J. A ação educativa na perspectiva da teoria do agir comunicativo de Jürgen Habermas: uma abordagem reflexiva. 2005. 173 f. Tese (Doutorado em Educação) – Faculdade de Educação, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2005.

MONTERO, L. A construção do conhecimento profissional docente. Lisboa: Piaget, 2005.

SANTOS, M. E. G. Elementos constitutivos do trabalho docente em uma escola pública de Educação Básica: prescrições, atividades e ações, 2011. 329 f. Tese (Doutorado em Educação) – Centro de Educação, Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria, 2011.

SAVIANI, D. A nova lei da educação: trajetória, limites e perspectivas. 12. ed. Campinas: Autores Associados, 2011.

SAVIANI, D. História das ideias pedagógicas no Brasil. 3. ed. Campinas: Autores Associados, 2010.

SAVIANI, D. Pedagogia histórico-crítica. 10. ed. Campinas: Autores Associados, 2008.

SCHÖN, D. A. Educando o profissional reflexivo: um novo design para o ensino e a aprendizagem. Porto Alegre: Artmed, 2000.

TERRAZZAN, E. A. Inovação escolar e a pesquisa sobre formação de professores. In: NARDI, R. (Org.). A pesquisa em ensino de ciências no Brasil: alguns recortes. São Paulo: Escrituras, 2007. p. 148-194.

Downloads

Publicado

2016-05-02

Como Citar

BEGO, A. M. Políticas públicas e formação de professores sob a perspectiva da racionalidade comunicativa: da ingerência tecnocrata à construção da autonomia profissional. Educ. Form., [S. l.], v. 1, n. 2, p. 3–24, 2016. DOI: 10.25053/edufor.v1i2.1864. Disponível em: https://revistas.uece.br/index.php/redufor/article/view/98. Acesso em: 24 set. 2021.