Reflexões metodológicas sobre a historiografia do movimento estudantil

Autores

DOI:

https://doi.org/10.25053/redufor.v5i14mai/ago.2750

Palavras-chave:

Movimentos sociais e educação, Crise universitária, Metodologia científica, História da educação

Resumo

Se a metodologia científica tem a tarefa de melhorar a investigação das questões, a análise dos estudos consagrados no campo das Ciências Sociais mostra lacunas que, preenchidas, ampliariam a visão do fenômeno. Existem trabalhos que enfatizam a descrição de enredos, atores e eventos, em detrimento de processos estruturados por um longo período, como as nuances da cultura e dos subjetivismos. O trabalho consistiu em sua revisão com base em publicações sobre o movimento estudantil de 1968 na Colômbia, México e Brasil. A hipótese valida o padrão analítico repetido, mas assume que é possível melhorar o registro do fenômeno. A revisão da literatura científica identifica causas, fatores e elementos envolvidos nos processos. Entre os resultados, variáveis ​​comuns que se interconectam em movimentos políticos: perfil do ator, contextos, dinâmica de eventos, aspectos comunicacionais e impactos institucionais.

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Biografia do Autor

Tânia Gorayeb Sucupira, Universidade Federal do Ceará

Mestrado em Educação pela Universidade Federal do Ceará (2014-2015), Pós-Graduação Lato Sensu, em nível de Especialização, em Gestão Escolar e Coordenação Pedagógica (2010-2011), pela Faculdade Kurius, Graduação em Pedagogia pela Universidade Federal do Ceará (2003-2008). 

Francisco Javier García Delgado, Universidad de Huelva

Profesor Titular de Historia II y Geografía, Universidad de Huelva, Andalucia, Espanha.

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Publicado

2020-03-07

Como Citar

SUCUPIRA, T. G.; DELGADO, F. J. G. Reflexões metodológicas sobre a historiografia do movimento estudantil. Educ. Form., [S. l.], v. 5, n. 14, p. 216–239, 2020. DOI: 10.25053/redufor.v5i14mai/ago.2750. Disponível em: https://revistas.uece.br/index.php/redufor/article/view/2750. Acesso em: 27 nov. 2021.