AS BARRAS DE CALCULAR DE NAPIER: Percepções de uma primeira manipulação

Autores

DOI:

https://doi.org/10.30938/bocehm.v6i18.2320

Palavras-chave:

Barras de Calcular; Potencialidades didáticas; Rabdologiae.

Resumo

E

Este artigo apresenta um recorte da pesquisa de mestrado sobre a manipulação das barras de calcular descritas por John Napier no tratado Rabdologiae de 1617. Objetivando a identificação de potencialidades didáticas que venham a construir interfaces entre a história da matemática e o ensino. A forma como desenvolvemos essas potencialidades ocorre dentro de um processo de compreensão histórico-cultural da época em que o tratado foi escrito e como o autor foi influenciado durante todo o processo. Fizemos uma rápida apresentação do tratado e do conteúdo, com destaque para a parte que iremos tratar no artigo. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica, participativa. No tratado, escolhemos um dos instrumentos contidos e as orientações para sua construção e manipulação, para o desenvolvimento das atividades. Essas foram aplicadas aos participantes de um curso de extensão universitária, que foram observados e tiveram suas opiniões e impressões registradas para posterior análise. Das práticas realizadas, descrevemos a aplicação de uma delas, a que faz a apresentação do instrumento, conforme as orientações de John Napier (1550-1617), para sua construção e preenchimento. Apresentamos as impressões desses participantes ao primeiro contato com o instrumento e como eles descreveram a mobilização de conceitos matemáticos. Concluindo que o instrumento possui diversas outras potencialidades didáticas, além da habitualmente utilizada, que é para a realização da operação de multiplicação.

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Biografia do Autor

Eugeniano Brito Martins, Instituto Federal do Ceará - IFCE

http://lattes.cnpq.br/1205266473439659

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Publicado

2019-12-31

Como Citar

MARTINS, E. B.; PEREIRA, A. C. C. AS BARRAS DE CALCULAR DE NAPIER: Percepções de uma primeira manipulação. Boletim Cearense de Educação e História da Matemática, [S. l.], v. 6, n. 18, p. 53–64, 2019. DOI: 10.30938/bocehm.v6i18.2320. Disponível em: https://revistas.uece.br/index.php/BOCEHM/article/view/2320. Acesso em: 3 abr. 2025.

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