Contra os canhões: o cinema brasileiro na cena lusíada, do cinema novo às estéticas de guerrilha
DOI:
https://doi.org/10.47149/pemo.v8.e16023Palavras-chave:
Cinema de Guerrilha, Francisco Weyl, Diáspora, Afrolusoamazônico, Resistência.Resumo
O artigo investiga a influência do Cinema Novo brasileiro, especialmente a obra de Glauber Rocha, nas cinematografias de resistência em Portugal. A problemática central é compreender como práticas cinematográficas insurgentes, articuladas entre Brasil, Portugal e África lusófona, se consolidam como instrumentos de contestação cultural, política e social em contextos pós-coloniais e neoliberais. O objetivo é analisar as interações históricas e estéticas entre essas cinematografias, suas metodologias de baixo orçamento, trabalho comunitário e estratégias criativas para contornar limitações estruturais, produzindo narrativas contra-hegemônicas. A metodologia combina pesquisa histórica, análise fílmica, revisão bibliográfica e observação participante em contextos de produção, ensino e exibição, incluindo o papel da Escola Superior de Teatro e Cinema (ESTC) e do Instituto Politécnico de Lisboa como polos de formação e difusão desse cinema.
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