Against the cannons: Brazilian cinema in the Lusitanian scene, from new cinema to guerrilla aesthetics

Authors

DOI:

https://doi.org/10.47149/pemo.v8.e16023

Keywords:

Guerrilla Cinema, Francisco Weyl, Diaspora, Afro-Luso-Amazonian, Resistance.

Abstract

This article examines the influence of Brazil’s Cinema Novo, particularly the work of Glauber Rocha, on resistance filmmaking in Portugal, focusing on the “Aesthetics of Guerrilla” developed by contemporary Brazilian filmmakers such as Francisco Weyl. The central issue is to understand how insurgent cinematic practices, articulated across Brazil, Portugal, and the Portuguese-speaking African world, consolidate as tools for cultural, political, and social contestation in postcolonial and neoliberal contexts. The aim is to analyze historical and aesthetic interactions among these cinemas, their low-budget methodologies, community-based work, and creative strategies to overcome structural limitations, producing counter-hegemonic narratives. The methodology combines historical research, film analysis, literature review, and participant observation in production, teaching, and exhibition contexts, highlighting the role of the Lisbon Theatre and Film School (ESTC) and the Lisbon Polytechnic Institute as hubs for training and dissemination.

Downloads

Download data is not yet available.

Author Biographies

Francisco Weyl, Escola Superior de Teatro e Cinema-Instituto Politécnico de Lisboa

Doutorando em Artes (PPGARTES/UFPA/Escola Superior de Teatro e Cinema-Instituto Politécnico de Lisboa), professor de audiovisual, comunicação e estética no Brasil, Portugal e Cabo Verde, poeta, jornalista e documentarista, criador do Festival Internacional de Cinema do Caeté (Ficca).

Paulo Morais-Alexandre, Escola Superior de Teatro e Cinema do Instituto Politécnico de Lisboa

Afiliação institucional: Instituto Politécnico de Lisboa, Escola Superior de Teatro e Cinema; Universidade de Lisboa, Faculdade de Belas-Artes, Centro de Investigação e de Estudos em Belas-Artes (CIEBA). Licenciado em História, variante de História da Arte, pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Mestre em História da Arte pela Universidade Lusíada de Lisboa.  Doutor em Letras, área de História, especialidade de História da Arte, pela Universidade de Coimbra. Exerceu atividade docente na Universidade Católica Portuguesa; na Universidade Moderna; Escola Superior de Artes Decorativas - ESAD da Fundação Ricardo Espírito Santo Silva e no Instituto de Artes Visuais, Design e Marketing – IADE. Professor de nomeação definitiva na Escola Superior de Teatro e Cinema, tendo desempenhado, entre outras, as seguintes funções e cargos: Presidente da Mesa da Assembleia de Representantes, Presidente da Comissão Científica do Departamento de Teatro e Presidente do Conselho Diretivo. Professor convidado na Escola Superior de Educação de Lisboa. Pró-presidente para as Artes do Instituto Politécnico de Lisboa. Investigador Integrado do Centro de Investigação e de Estudos em Belas-Artes – CIEBA da Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa. Autor de várias obras no campo da História e História da Arte, tem artigos publicados em periódicos como a Revista MilitarBoletim da Academia Portuguesa de Ex-LíbrisBrotériaTabardoOlissipo, entre outros, tendo ainda colaborado em História da Arte em Portugal, Edições Alfa; Casas Nobres de Portugal, Difel; “Suplemento” ao Dicionário da História de Portugal, Livraria Editora Figueirinhas; Leituras do Homem, Editora Internacional; Símbolos, Gerações e História, Academia de Letras e Artes. Publicou mais de trinta textos em catálogos de Exposições. Nos últimos dez anos tem sido convidado para jurado do Júri do Instituto do Cinema e Audiovisual, nomeadamente do Fundo Bilateral ICA-CNC - Instituto do Cinema e Audiovisual, IP / Centre National du Cinéma et de l'Image Animée. Pertence à Academia Nacional de Belas Artes (sócio correspondente), Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo (Brasil), Academia de Letras e Artes de Portugal, Academia Falerística de Portugal, Sociedade de Geografia de Lisboa, Royal British Club, entre outras associações e academias. Comendador da Ordem do Ouissam Alaouite (Reino de Marrocos).

 

References

CARVALHO, Ana; DUARTE, Daniel Ribeiro; DINIZ, Renata Otto. A câmera é o cofo – entrevista a Renée Nader Messora e João Salaviza. forumdoc.bh, 2024. Disponível em https://www.forumdoc.org.br/ensaios/a-camera-e-o-cofo-entrevista-a-renee-nader-messora-e-joao-salaviza. Acesso em: 18 fev. 2025.

CUNHA, Paulo. Glauber, o amigo brasileiro. À Pala de Walsh, n. 3, 2019. Disponível em: https://apaladewalsh.com/2019/03/51946/. Acesso em: 18 fev. 2025.

DOGMA Feijoada lança polêmica. Folha de São Paulo, São Paulo, s.n., 17 ago. 2000. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/fsp/acontece/ac1708200002.htm. Acesso em: 7 jul. 2025.

FREIRE, Paulo. Por uma pedagogia da pergunta. Rio de Janeiro: Paz & Terra, 1985.

Leroux, L. Táticas do cinema de guerrilha da baixada para transitar entre o popular e o artístico. Polêm!Ca, v. 17, n. 1, p. 001–023.

LIMA, Frederico Osanam Amorim. A invenção do cinema brasileiro moderno: Apontamentos e trajetórias de pesquisa. IS Working Paper, Porto, 3ª série, n. 4, 2015. Disponível em: https://isociologia.up.pt/sites/default/files/working-papers/wp4_151218100918.pdf. Acesso em: 15 jul. 2025.

LOTT, Tommy L. The invention of race: Black culture and politics of representation. Londres: Blackwell, 1999. p. 139-150.

MADEIRA, Maria João (org.). Paulo Rocha: as folhas da Cinemateca. Lisboa: Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema, 2018.

MENDES, João Maria. Sobre a “escola portuguesa” de cinema. Amadora: Escola Superior de Teatro e Cinema, 2017. Disponível em: https://repositorio.ipl.pt/bitstream/10400.21/7441/1/escola_portuguesa_cinema2.pdf.

MORAIS-ALEXANDRE, Paulo. A Escola de Cinema de Lisboa, uma didática do oprimido. In: PRUDENTE, Celso Luiz; ALMEIDA, Rogério de (org.). Cinema Negro: Educação, Arte, Antropologia. São Paulo: Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, 2021. Disponível em: http://www.livrosabertos.sibi.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/713/634/2379. Acesso em: 20 fev. 2025.

NOGUEIRA, Franco. Salazar. Porto: Livraria Civilização, 1977-1985.

OLIVEIRA, Luís Miguel. A Flor do Buriti. Os krahô, que se lembram das suas vidas (e mortes) passadas. Público, Lisboa, 2024. Disponível em: https://www.publico.pt/2024/03/20/culturaipsilon/critica/flor-buriti-kraho-lembram-vidas-mortes-passadas-2084074. Acesso em: 20 fev. 2025.

OLIVEIRA, Sandro. Antiarte e cinema de guerrilha: genealogias (po)éticas da Belair Filmes. ouvirOUver, [S. l.], v. 20, n. 1, 2024. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/ouvirouver/article/view/68969. Acesso em: 15 jul. 2025.

PRUDENTE, Celso Luiz. A dimensão pedagógica do cinema negro. In: VALENTE, António Costa (coord.). Avanca /Cinema 2018. Avanca: Edições Cine-Clube de Avanca, 2018. p. 311-312.

RODRIGUES, Luís Nuno. Portugal e os Estados Unidos no “ano horrível” de 1961. Janus. Lisboa, 1999-2000. Disponível em: https://www.janusonline.pt/arquivo/1999_2000/1999_2000_1_38.html#dados. Acesso em: 18 fev. 2025.

TORGAL, Luís Reis. Marcello Caetano, Marcelismo e "Estado social": uma interpretação. Coimbra: Imprensa da Universidade, 2013.

WEYL, Francisco; ASP, Danilo Gustavo Silveira; SILVA, Hilton P. FICCA, Afrikateua e cinemateua: contribuições do “cinema de guerrilha” para o cinema negro na Amazônia. In: PRUDENTE, Celso Luiz; ALMEIDA, Rogério de. Cinema Negro: 20 anos de questionamentos e realizações: homenagem ao pensamento de Luiz Felipe de Alencastro.

WEYL, Francisco, SILVA, Hilton Pereira; ARAÚJO, Roseti. Experiências do Cinema de Guerrilha no Quilombo do América. Trama Interdisciplinar, São Paulo, n. 14, v. 1, p.149-162, 2023. Disponível em: http://editorarevistas.mackenzie.br/index.php/tint/article/view/15408/11813. Acesso em 28 mai. 2025.

WEYL, Francisco. Práticas e memórias do cinema de guerrilhas no quilombo do América, em Bragança do Pará. In: BEZERRA, José Denis de Oliveira; STARK, Andrea Carvalho (org.). Peraus das artes cênicas: memórias e performatividades.

WEYL, Francisco. O cinema de guerrilha quilombola na Amazônia. In: COCCIA, Emanuelle. Amazônia Sensível.1 ed. Belém: Unama, 2022. v.1, p.136-151.

WEYL, Francisco. A arte ceramista da comunidade do Torre: saberes ancestrais (Campos Naturais, Tracuateua-PA). In: III SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE LINGUAGENS, SABERES E SOCIOBIODIVERSIDADE NA AMAZÔNIA. 2023a. Anais [...]. Disponível em: https://www.even3.com.br/anais/iii-silssa/617379-a-arte-ceramista-da-comunidade-do-torre--saberes-ancestrais-(campos-naturais-tracuateua-pa)/. Acesso em: 19 jul. 2025.

WEYL, Francisco. I-margens de um Caruana entre Estéticas de Guerrilha. Artérias, v. 5, n. 9, p. 96-11, 2019. Disponível em: https://periodicos. ufpa.br/index.php/ppgartes/article/view/9819. Acesso em: 19 jul. 2024.

WEYL, Francisco. Kynema: ensaios científicos, semióticos, metafísicos, poéticos e políticos sobre arte, cinema e estéticas de guerrilhas. Taboão da Serra: Vicenza Edições Acadêmicas, 2021.

Published

2026-01-03

How to Cite

WEYL, F.; MORAIS-ALEXANDRE, P. Against the cannons: Brazilian cinema in the Lusitanian scene, from new cinema to guerrilla aesthetics. Educational Practices, Memories and Oralities, [S. l.], v. 8, p. e16023, 2026. DOI: 10.47149/pemo.v8.e16023. Disponível em: https://revistas.uece.br/index.php/revpemo/article/view/16023. Acesso em: 7 jan. 2026.

Issue

Section

Dossiê: Culturas e diversidades na dinâmica das relações étnoco-raciais