Corpos, palavras e sons afro-queer: por uma poética de subversão interseccional
DOI:
https://doi.org/10.47149/pemo.v8.e15240Palavras-chave:
Linguagens, Afro-queer, InterseccionalidadeResumo
A poética afro-queer emerge como forma de resistência às normas que historicamente marginalizam corpos racializados e dissidentes. Este artigo analisa como artistas negras queer, por meio da música, performance, poesia e palavra falada, subvertem expectativas de gênero, sexualidade e raça, criando espaços de expressão que rompem com a colonialidade e a heteronormatividade. Suas produções revelam como corpo e voz se tornam estratégias políticas para enfrentar silenciamentos e reinscrever identidades plurais. Artistas como Linn da Quebrada e Jota Mombaça exemplificam esse embate ao utilizarem o próprio corpo como dispositivo crítico e transformador. Ao incluir também obras de Mel Duarte e Bia Ferreira, o estudo evidencia a arte afro-queer como ferramenta de libertação e afirmação, ressaltando sua potência na construção de subjetividades múltiplas e na luta contra o racismo estrutural.
Downloads
Referências
BUTLER, Judith. Problemas de gênero: feminismo e subversão da identidade. São Paulo: Editora Vozes, 2003.
COLLINS, Patricia. Pensamento feminista negro: conhecimento, consciência e política de empoderamento. São Paulo: Editora Bazar do Tempo, 2000.
CRENSHAW, Kimberlé. Demarginalizing the intersection of race and sex: a black feminist critique of antidiscrimination doctrine, feminist theory and antiracist politics. The University of Chicago Legal Forum, n. 140, p. 139-167, 1989.
DUARTE, Mel. Querem nos calar: poemas para serem lidos em voz alta. São Paulo: Editora Planeta, 2019.
GONZÁLEZ, Lélia. Por um feminismo afro-latino-americano: ensaios, intervenções e diálogos. Rio de Janeiro: Zahar, 2020.
hooks, bell. E eu não sou uma mulher? Mulheres negras e o feminismo. Tradução: Bhuvi Libânio. Rio de Janeiro: Rosa dos Tempos, 2019.
hooks, bell. O feminismo é para todo mundo: políticas arrebatadoras. Tradução: Ana Luiza Libâneo. Rio de Janeiro: Rosa dos Tempos, 2018.
LINN DA QUEBRADA. Bixa Travesty. Documentário, 2018. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=UUlkaEHFHRw . Acesso em: 16 set. 2024.
MOMBAÇA, Jota. Corpo-colônia. Ação performática realizada na ocasião do seminário “Que pode um Korpo?”, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Brasil, 2013.
MOMBAÇA, Jota. Dor, Dívida, Dilema: O que significa descolonizar. Conferência na Praia do Homem do Leme, Porto, Portugal, 2018.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Priscila Nunes Brazil, Maria Thaís de Oliveira Batista, Belijane Marques Feitosa (Autor)

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Os autores possuem direitos autorais dos seus textos:
A revista "Práticas Educativas, Memórias e Oralidades permite ao/s autor/es os direitos de publicação, no entanto, recomenda um intervalo de cinco anos para o caso de republicação ou referência ao primeiro local de publicação, no caso, o link da Rev. Pemo..
Os nomes e endereços informados nesta revista serão usados exclusivamente para os serviços prestados por esta publicação, não sendo disponibilizados para outras finalidades ou a terceiros.







