Escrevivendo as diversas faces do racismo: uma cartografia com docentes negros de biologia
DOI:
https://doi.org/10.47149/pemo.v8.e16031Palabras clave:
Cartografia, Docentes negros(as), Educação das Relações Étnico-Raciais, Escrevivência(s), Educação Básica, Ensino de Biologia, Formação Antirracista, Lei 10.639/2003.Resumen
O objetivo deste trabalho foi mapear escrevivências de docentes negros de biologia e seus sentidos em torno do racismo no Brasil. Esta pesquisa possui natureza qualitativa, inspirada na perspectiva cartográfica de Deleuze e Guattari, associada às escrevivências de Conceição Evaristo. A pesquisa se caracterizou por encontros virtuais no Google Meet, com debates iniciados a partir de questões mobilizadoras apresentadas aos participantes. O diário de bordo foi também utilizado como um instrumento de produção de dados. Dentre os principais mapeamentos, destacam-se: questionamentos em torno da autodeclaração, as dores dos docentes ao narrar as diversas faces do racismo, as questões de gênero que atravessam os docentes negros, bem como a necessidade de ampliar o debate étnico-racial na formação docente. Estes mapeamentos apontam para a necessidade de ampliação das pesquisas em torno da formação docente e da implementação dos dispositivos legais nas escolas, visando desenvolver o letramento racial a partir da escola básica.
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