A prática copista nas aulas de língua portuguesa foi superada? O que mostram as evidências

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.47149/pemo.v8.e15728

Palabras clave:

Educação, Aula de língua portuguesa., Ensino de língua., Prática copista.

Resumen

O objeto de estudo da aula de Língua Portuguesa (LP) é discutido há, no mínimo, 40 anos. Os PCNs (1998) institucionalizam que o texto deve guiar a aula de LP, registro esse reforçado pela BNCC (2018). Nesse cenário, o objetivo da presente pesquisa foi identificar qual o atual objeto da aula de LP. O aporte teórico traz para o debate as concepções de língua e de ensino de língua, levando em consideração a Linguística Aplicada — focada na elaboração didática do ensino em sala de aula, e a Sociolinguística Educacional. A metodologia consiste em analisar dados retirados de 10 (dez) relatórios de Estágio Supervisionado (Ensino Fundamental) do curso de Letras/Língua Portuguesa da UNESC em 2022/2. Dentre os resultados, aponta-se que objeto da aula de LP mantém-se no ensino classificatório e metalinguístico em torno da gramática tradicional perpetrada majoritariamente pela prática copista.

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Biografía del autor/a

Dienifer Bereznicki, Universidade do Extremo Sul Catarinense

Estudiante de maestría en el Programa de Postgrado en Educación (PPGE/UNESC). Entidad financiadora: Fundación de Apoyo a la Investigación y la Innovación del Estado de Santa Catarina (FAPESC), Circular 61/2024. ORCID 0009-0003-4738-9850

Angela Cristina Di Palma Back, Universidade do Extremo Sul Catarinense

Docente do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE/UNESC). Pesquisadora associada e líder do Grupo de Pesquisa CNPq-LITTERA. Desenvolve pesquisas sobre leitura, aprendizagem e ensino de língua materna e adicional; educação e linguagem; variação linguística e ensino.

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Publicado

2026-01-19

Cómo citar

BEREZNICKI, D.; BACK, A. C. D. P. A prática copista nas aulas de língua portuguesa foi superada? O que mostram as evidências. Práticas Educativas, Memórias e Oralidades, [S. l.], v. 8, p. e15728, 2026. DOI: 10.47149/pemo.v8.e15728. Disponível em: https://revistas.uece.br/index.php/revpemo/article/view/15728. Acesso em: 25 ene. 2026.