As boas novas do hip hop: a negritude encontrada
DOI:
https://doi.org/10.47149/pemo.v8.e15650Palavras-chave:
Hip hop, Negritude, Resistência cultural, Colonialismo, DiásporaResumo
O movimento hip hop é uma das culturas mais acessadas por pessoas majoritariamente negras e periféricas e traz para essas pessoas uma possibilidade outra que não a subalternidade, a morte física e a existencial. Por ter essa essência emancipatória, enquanto movimento cultural, sofre constantemente ataques e perseguições orquestradas, a fim de deslegitimar o poder transformador que exerce na vida de jovens periféricos. Em diálogo com importantes autores como Aimé Césaire, Clóvis Moura e Aníbal Quijano, buscaremos neste trabalho analisar o hip hop como um movimento cultural historicamente diaspórico, que atua positivando existências negras e periféricas a partir da negritude como valor.
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