Adultização e sexualização infantil: relações de gênero, classe e raça

Autores

DOI:

https://doi.org/10.52521/enpe.v6i1.16520

Palavras-chave:

Adultização, Infância, Comunidade, Interseccionalidade

Resumo

Este artigo apresenta um recorte do trabalho de conclusão de curso “Adultização e sexualização da infância: a influência da mídia e o papel da escola”, revisitado sob a ótica interseccional. O objetivo é refletir como as gramáticas sociais influenciam no aumento da adultização e sexualização da infância.  A pesquisa, de abordagem qualitativa e caráter bibliográfico, fundamenta-se em autores como Vygotsky (2010), Pessoa e Santana (2024), Moore (2020) e Saffioti (1997). Os resultados apontam para o empobrecimento cultural das crianças e revelam que a adultização não se restringe ao consumo de mídias, mas é consequência também do meio social em que vivem. Conclui-se que compreender o fenômeno pela perspectiva interseccional amplia o debate, contribuindo para combater o amadurecimento precoce da infância e a sexualização de meninas e meninos em contextos desiguais.

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Biografia do Autor

  • Amabyly Paulina Carvalho Pessoa, Universidade Estadual do Ceará

    Graduanda do Centro de Educação na Universidade Estadual do Ceará (CED/UECE), curso de Pedagogia.

  • Ana Vitória Batista da Silva, Universidade Estadual do Ceará

    Graduanda em Pedagogia pela Universidade Estadual do Ceará e bolsista de Iniciação Científica pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.

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Publicado

2025-10-28

Como Citar

Adultização e sexualização infantil: relações de gênero, classe e raça. (2025). Ensino Em Perspectivas, 6(1), 1-16. https://doi.org/10.52521/enpe.v6i1.16520