Domestic work in Brazil: the protagonism of Laudelina de Campos Melo (1904-1991)
DOI:
https://doi.org/10.47149/pemo.v8.e15951Keywords:
Gender, Laudelina de Campos Melo, Domestic Work, Legislation, Interdisciplinarity.Abstract
This article analyzes the central role of Laudelina de Campos Melo in the struggle for the social, legal, and educational recognition of domestic work in Brazil. It seeks to understand how her personal and political trajectory contributed to legal advances and to the development of educational practices focused on citizenship, anti-racism, and the valorization of domestic labor. The study adopts a historical, cultural, and legal approach, based on the analysis of biographies, historical documents, labor legislation, and recent statistical data on domestic work in Brazil. The theoretical framework draws on studies of coloniality, gender, race, and intersectionality, engaging authors such as Aníbal Quijano, Pierre Bourdieu, Chimamanda Ngozi Adichie, and Carlo Ginzburg. The findings reveal that, despite significant normative achievements, including Constitutional Amendment No. 72/2013, persistent structural inequalities reinforce the contemporary relevance of Laudelina de Campos Melo’s political and educational legacy.
Downloads
References
ABREU, Alzira Alves de. Dicionário biográfico: a organização de um saber. Caxambu: ANPOCS, 1998.
ADICHIE, Chimamanda Ngozi. Americanah. New York: HarperCollins, 2013.
ATTIÉ, Alfredo. Regime di Stato e regime di mercato: diritti e doveri nella costruzione della democrazia. In: DE CICCO, Maria Cristina (org.). I doveri nell’era dei diritti. Napoli: Editoriale Scientifica, 2020. p. 74–93.
ATTIÉ, Alfredo; BETTINI, Lúcia Helena Polleti. Solidariedade, cuidado e vulnerabilidade cidadã. In: PEREIRA, Tânia da Silva; OLIVEIRA, Guilherme de; COLTRO, Antônio Carlos Mathias (coord.). Cuidado e solidariedade: prática social e institucional. Indaiatuba, SP: Editora Foco, 2022.
BAILE da Pérola Negra. Manchete, Rio de Janeiro, n. 287, 19 out. 1957. Disponível em: http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=004120&pagfis=20265. Acesso em: 28 jul. 2020.
BETTINI, Lúcia Helena Polleti; SCHWARTZ, Rosana Maria Pires Barbato. Os programas de pós-graduação e a efetividade dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável – ODS. In: SCHWARTZ, Rosana Maria Pires Barbato et al. (org.). Territórios da pesquisa: culturas e interdisciplinaridade. 1. ed. São Paulo: Pomello Digital, 2024.
BETTINI, Lúcia Helena Polleti; SCHWARTZ, Rosana Maria Pires Barbato. 22 e seus desdobramentos territoriais: ainda sobre o território feminino. In: SCHWARTZ, Rosana Maria Pires Barbato et al. (org.). 22 e seus desdobramentos territoriais. 1. ed. São Paulo: Liber Ars, 2022.
BOURDIEU, Pierre. Coisas ditas. São Paulo: Brasiliense, 2004.
BRASIL. Lei nº 10.208, de 23 de março de 2001. Altera dispositivos da legislação trabalhista. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/leis_2001/l10208.htm. Acesso em: 24 jul. 2020.
BRASIL. Lei nº 11.324, de 19 de julho de 2006. Altera dispositivos da legislação trabalhista. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2006/lei/l11324.htm. Acesso em: 24 jul. 2020.
BRASIL. Lei Complementar nº 150, de 1º de junho de 2015. Dispõe sobre o contrato de trabalho doméstico. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp150.htm. Acesso em: 29 jul. 2020.
BRASIL. Lei nº 14.635, de 25 de julho de 2023. Altera dispositivos relativos aos direitos das trabalhadoras domésticas. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2023/lei/l14635.htm. Acesso em: 2 jun. 2025.
BRASIL. Ministério das Mulheres. Trabalhadoras domésticas são quase 6 milhões no país e 64,5% delas recebem menos do que um salário-mínimo. Brasília, 2025. Disponível em: https://www.gov.br/mulheres/pt-br/central-de-conteudos/noticias/2025/junho/trabalhadoras-domesticas-sao-quase-6-milhoes-no-pais-e-64-5-delas-recebem-menos-do-que-um-salario-minimo. Acesso em: 2 jun. 2025.
CONGRESSO nacional das trabalhadoras domésticas começa amanhã. FENATRAD, 21 set. 2016. Disponível em: https://fenatrad.org.br/2016/09/21/congresso-nacional-das-trabalhadoras-domesticas-comeca-amanha/. Acesso em: 28 jul. 2020.
COSTA, Joaze Bernardino. Sindicato das trabalhadoras domésticas no Brasil: teorias da descolonização e saberes subalternos. 2007. Tese (Doutorado em Sociologia) – Universidade de Brasília, Brasília, 2007. Disponível em: https://repositorio.unb.br/handle/10482/2711. Acesso em: 27 jul. 2020.
DIEESE. Trabalho doméstico remunerado no Brasil: um trabalho de cuidados. Boletim Especial – Dia do Trabalhador Doméstico. São Paulo: DIEESE, 27 abr. 2025a.
DIEESE. Trabalhadoras domésticas: dados do 4º trimestre de 2024 da PNAD Contínua. São Paulo: DIEESE, 2025b.
FENATRAD – Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas. Institucional. Disponível em: https://fenatrad.org.br/institucional/. Acesso em: 28 jul. 2020.
FERREIRA, Neil. Nos salões de Campinas, eleita a Pérola Negra. O Cruzeiro, Rio de Janeiro, n. 3.118, maio 1957. Disponível em: http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=003581&pagfis=111957. Acesso em: 28 jul. 2020.
HESSE, Konrad. A força normativa da Constituição. Tradução de Gilmar Ferreira Mendes. Porto Alegre: Sérgio Antônio Fabris, 1991.
NOTÍCIAS CAMPINAS. Pérola Negra premia mulheres de destaque na promoção da igualdade racial. Campinas, 3 maio 2019. Disponível em: https://www.noticiascampinas.com.br/perola-negra-premia-mulheres-de-destaque-na-promocao-da-igualdade-racial/. Acesso em: 28 jul. 2020.
NASCIMENTO, Abdias do. Teatro Experimental do Negro: trajetória e reflexões. Estudos Avançados, São Paulo, v. 18, n. 50, p. 209–224, abr. 2004. Disponível em: https://www.scielo.br/j/ea/a/8hPJj6Rm6Q6Vf3h4RMJpQ3g/. Acesso em: 28 jul. 2020.
PEREIRA, Eliane M. C. Manso. O Estado Novo e a Marcha para Oeste. História Revista, Goiânia, v. 2, n. 1, p. 113–129, jan./jun. 1997. Disponível em: https://repositorio.bc.ufg.br/xmlui/handle/ri/14934. Acesso em: 24 jul. 2020.
PINTO, Elisabete Aparecida. Etnicidade, gênero e educação: a trajetória de vida de Laudelina de Campos Melo (1904–1991). 1993. Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 1993. Disponível em: http://www.repositorio.unicamp.br/handle/REPOSIP/253758. Acesso em: 4 jun. 2020.
QUIJANO, Aníbal. Colonialidade do poder, eurocentrismo e América Latina. Revista Internacional de Ciências Sociais, Paris: UNESCO, n. 153, p. 107–130, 2000.
QUEIROZ, Rachel de. Pérola Negra. O Cruzeiro, Rio de Janeiro, n. 2, 26 out. 1957. Disponível em: http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=003581&pagfis=108313. Acesso em: 28 jul. 2020.
SANTOS, Ivair Augusto Pereira dos. O movimento negro e o Estado (1983–1987): o caso do Conselho de Participação da Comunidade Negra no Governo de São Paulo. 2. ed. São Paulo: Imprensa Oficial, 2010.
SILVA, Mário Augusto Medeiros da. Fazer história, fazer sentido: Associação Cultural do Negro (1954–1964). Lua Nova, São Paulo, n. 85, p. 227–273, 2012. Disponível em: https://www.scielo.br/j/ln/a/3r8kLkzLZFx7VnX8P8KJ7pM/. Acesso em: 28 jul. 2020.
SOUZA, Juliana. O XI Congresso Nacional das Trabalhadoras Domésticas e a luta por direitos no Brasil. Revista Mundos do Trabalho, Florianópolis, v. 10, n. 20, p. 61–80, jul./dez. 2018. Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/mundosdotrabalho/article/view/19849222.2018v10n20p61. Acesso em: 27 jul. 2020.
SCHWARTZ, Rosana Maria Pires Barbato. Beijing, muito mais que palavras: a quarta conferência sobre a mulher da Organização das Nações Unidas. Curitiba: Appris, 2017.
Downloads
Published
How to Cite
Issue
Section
License
Copyright (c) 2026 Rosana M.P.B. Schwartz, Lúcia Helena Polleti Bettini , Sheila Cristina Silva Aragão Caetano (Autor)

This work is licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 International License.







