Memória e representação

experiências e resistências numa manifestação cultural na cidade de Fortaleza

Autores

DOI:

https://doi.org/10.47149/pemo.v1i1.3599

Palavras-chave:

manifestação, cultura, experiência

Resumo

O objetivo central nesse texto é explicitar a prática do maracatu na cidade de Fortaleza enquanto expressão e manifestação da cultura popular, rica em aspectos simbólicos e espaços de sociabilidade, aprendizado e integração cultural; momentos de liberação e contestação da ordem vigente. A população vive a cidade a seu modo, produzindo lazer e festa. Os rituais que a constituem situam-se entre o universo religioso e profano, o que confere mais autonomia para a população operar nesses espaços. A manifestação popular aqui apresentada possui como característica fundamental a imbricação entre o sagrado e o profano, cujo entendimento implica considerá-los em conjunto. São exatamente as fronteiras pouco definidas desses campos que oferecem margem às práticas, as experiencias, representações, igualmente à diversão e ao lazer constituindo-se em momentos importantes de sociabilidade, mas também de resistências e contestações.

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Biografia do Autor

Carlos Rafael Vieira Caxile, Faculdade Terra Nordeste - FATENE

Pós-Doutor em Fundamentos da Educação Brasileira pela Universidade Federal do Ceará (UFC).Doutor em história social (PUC-SP), Mestre em história Social (PUC-SP). Pesquisador do Núcleo de História e Memoria da Educação (NHIME) da Faculdade de Educação (FACED-UFC).

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Publicado

2019-01-01

Como Citar

CAXILE, C. R. V. Memória e representação: experiências e resistências numa manifestação cultural na cidade de Fortaleza. Práticas Educativas, Memórias e Oralidades - Rev. Pemo, [S. l.], v. 1, n. 1, p. 1–18, 2019. DOI: 10.47149/pemo.v1i1.3599. Disponível em: https://revistas.uece.br/index.php/revpemo/article/view/3599. Acesso em: 17 set. 2021.