Capoeira Angola no Grupo Iuna: conhecimento ancestral africano e formas de relação contracolonial
DOI:
https://doi.org/10.47149/pemo.v8.e16054Palavras-chave:
Ancestralidade, Capoeira, Colonialismo, Corpo, Quilombos.Resumo
Neste artigo, discutimos o conhecimento ancestral africano e formas de relação contracoloniais a partir da experiência do Grupo Iuna de Capoeira Angola. Partimos da ideia de que esta escola preserva a ancestralidade africana na pesquisa e no ensino da Capoeira Angola. Em diálogo com a filosofia latino-americana contemporânea, abordamos os sentidos e a dinâmica do Grupo Iuna, a Capoeira Angola como saber ancestral africano, os impactos do epistemicídio em sua compreensão, a noção de corpo como território e a capoeira como potência de aquilombamento. Traçamos uma analogia entre a dinâmica de defesa e ataque própria da técnica de luta africana e a relação escuta-fala. Trata-se de uma escrita narrativa sustentada por uma pesquisa que acontece no movimento do corpo e no exercício da oralidade. A questão central que orienta este trabalho é: como o conhecimento ancestral africano cultivado no Iuna ensina a conviver, promovendo um modo contracolonial de ser?
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