Agricultura familiar e a crise hídrica no Sertão Cearense

Autores

DOI:

https://doi.org/10.47149/pemo.v3i3.7172

Palavras-chave:

Agricultura Familiar, Resiliência, Estresse Hídrico

Resumo

O trabalho teve como objetivo aferir a capacidade de recuperação da agricultura familiar a partir das culturas mais praticadas (milho e feijão) no Sertão dos Inhamuns em resposta ao estresse provocado pela instabilidade hídrica entre os anos de 1977 e 2013. Avaliou-se a evolução do valor da produção, as áreas colhidas e os rendimentos dessas culturas. Para estimar esse índice de resiliência, utiliza-se o método de decomposição em componentes principais da análise fatorial objetivando encontrar os pesos associados aos indicadores empregados na formatação do índice. Os resultados mostraram a grande instabilidade das culturas que, inclusive, supera a instabilidade do regime pluviométrico, isso porque além de essa irregularidade climática, há problemas associados ao atraso tecnológico, que não foi objeto do estudo, e à flutuação dos preços demonstrada na pesquisa.

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Biografia do Autor

Raquel Neris Teixeira, Leo Pallets Indústria e Comércio de Pallets

Mestrado em Economia Agrícola pela Universidade Federal do Ceará – UFC; Graduada em Agricultura pela Universidade Federal do Ceará – UFC a UFC; Responsável Técnico da Leo Pallets Indústria e Comércio de Pallets LTDA, Brasil.

Robério Telmo Campos, Universidade Federal do Ceará

Prof. Titular do Departamento de Economia Agrícola da UFC; Doutor em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco; e, Graduação em Agronomia pela Universidade Federal do Ceará – UFC, Brasil.

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Publicado

2021-10-09

Como Citar

TEIXEIRA, R. N.; CAMPOS, R. T. Agricultura familiar e a crise hídrica no Sertão Cearense . Práticas Educativas, Memórias e Oralidades - Rev. Pemo, [S. l.], v. 3, n. 3, p. e337172, 2021. DOI: 10.47149/pemo.v3i3.7172. Disponível em: https://revistas.uece.br/index.php/revpemo/article/view/7172. Acesso em: 18 out. 2021.