“Respeite meus cabelos, brancos!”
como o racismo algorítmico atua em bancos de imagens digitais
DOI :
https://doi.org/10.46230/lef.v17i3.16028Mots-clés :
racismo algorítmico, colonialidade de dados, banco de imagens, negritude, branquitudeRésumé
O presente trabalho tem como objetivo apontar como o racismo algorítmico se manifesta em bancos de imagens digitais, especialmente nas representações sobre beleza feminina. Trata-se de uma pesquisa quali-quantitativa e exploratória, ancorada no conceito de racismo algorítmico e em sua relação com racismo estrutural, inteligência artificial e colonialidade de dados. Para a análise, escolheram-se os três principais sites de banco de imagens utilizados no Brasil: Shutterstock, Getty Images e Canva, a partir da busca das palavras-chave “beleza”, “skin care” e “beleza cabelo”. Desse universo, foi aplicada a análise de conteúdo sobre os primeiros resultados apresentados pelas próprias plataformas, considerando que tais escolhas são feitas por algoritmos. As análises mostram que a maioria das imagens coletadas são de mulheres brancas e de cabelos lisos, na contramão da realidade miscigenada e de maioria negra no país. Esses achados evidenciam a necessidade de repensar o funcionamento dos algoritmos e suas relações sociais e, principalmente, raciais. Além disso, acredita-se ser indispensável ampliar o debate sobre as representações midiáticas que sustentam apagamentos e violências simbólicas, demonstrados, aqui, pelo racismo algorítmico.
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