Revista Linguagem em Foco https://revistas.uece.br/index.php/linguagememfoco <p>Linguagem em Foco é um periódico do Programa de Pós-Graduação em Linguística Aplicada da UECE, dirigido a pesquisadores, docentes e estudantes de pós-graduação. A revista divulga trabalhos (de doutores, mestres, doutorandos e mestrandos em coautoria com seus orientadores) sobre a linguagem numa perspectiva interdisciplinar, abordando questões e enfoques teórico-metodológicos no campo da Linguística Aplicada. Trata-se de uma publicação semestral, que admite números especiais (com chamadas ou expedientes específicos). São aceitos artigos e ensaios inéditos; entrevistas; resenhas de livros e teses recém-publicados.&nbsp;</p> pt-BR <p><strong>Declaração de Direito Autoral</strong></p> <p>Os autores que publicam na&nbsp;<strong><em>Linguagem em Foco</em></strong>&nbsp;concordam com os seguintes termos:</p> <ul> <li class="show">Os autores mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação. Os artigos estão simultaneamente licenciados sob a&nbsp;<a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/"><em>Creative Commons Attribution License</em></a>&nbsp;que permite a partilha do trabalho com reconhecimento da sua autoria e da publicação inicial nesta revista.</li> <li class="show">Os conceitos emitidos em artigos assinados são de absoluta e exclusiva responsabilidade de seus autores. Para tanto, solicitamos uma Declaração de Direito Autoral, que deve ser submetido junto ao manuscrito como Documento Suplementar.</li> <li class="show">Os autores têm autorização para disponibilizar a versão do texto publicada na&nbsp;<em>Linguagem em Foco</em>&nbsp;em repositórios institucionais ou outras plataformas de distribuição de trabalhos acadêmicos (ex.&nbsp;<a href="https://www.researchgate.net/"><em><u>ResearchGate</u></em></a><em>, </em><a href="https://www.academia.edu"><em><u>Academia.edu</u></em></a>).</li> </ul> dilamar.araujo@uece.br (Antonia Dilamar Araújo) linguagememfoco@uece.br (Régis de Lima Verde) dom, 24 fev 2019 00:00:00 -0300 OJS 3.1.1.4 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 Revista Linguagem em Foco, Volume 10, Número 2 (2018) https://revistas.uece.br/index.php/linguagememfoco/article/view/1118 Paula Lenz Costa Lima, Maíra Avelar ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 https://revistas.uece.br/index.php/linguagememfoco/article/view/1118 dom, 24 fev 2019 00:00:00 -0300 “A TEACHER IS A GARDENER”: METAPHORIC CONCEPTUALIZATIONS OF “TEACHER/ TEACHING” IN INTERNET MEMES AND METAPHOR NICHES https://revistas.uece.br/index.php/linguagememfoco/article/view/1102 <p>This paper proposes a reflection on the argumentative effects of metaphor, from the overall perspective of Cognitive Linguistics. The focus is on the way in which a given cognitive-discursive orientation can be approached in this area of ​​study, which contemplates the interweaving between the cognitive and discursive dimensions of metaphorical language. To explore this goal, we have analyzed a corpus formed by internet memes and metaphor niches about teaching and education, in which figurative language is characterized by situated metaphors, intertwined with frames and conceptual metaphors. The analysis seeks to identify the elements of the <em>online </em>dimension of cognition (vehicles and situated metaphors) and those of the <em>off-fline </em>dimension: conceptual metaphors and underlying frames. The results seem to corroborate the hypothesis that the cognitive-discursive thread woven by the articulation between stable and unstable instances of cognition conducts, with clear rhetorical force, a certain way of looking at the target domain, according to the intended point-of-view</p> Solange Vereza ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 https://revistas.uece.br/index.php/linguagememfoco/article/view/1102 sáb, 23 fev 2019 00:00:00 -0300 METÁFORA E SUBJETIVIDADE EM DISCURSOS SOBRE O ROMPIMENTO DA BARRAGEM DE REJEITOS DA SAMARCO EM MARIANA: UMA ANÁLISE DO JORNAL “A SIRENE” https://revistas.uece.br/index.php/linguagememfoco/article/view/1103 <p>Neste trabalho, buscamos analisar metáforas produzidas a partir de discursos sobre o rompimento da barragem de rejeitos Fundão, da mineradora Samarco em Mariana (MG). Mais especificamente, focalizamos processos metafóricos presentes em uma das iniciativas da sociedade civil organizada, que se traduz pelo jornal <em>A Sirene</em>, produzido pelos atingidos e colaboradores, como ferramenta de comunicação e de mobilização. Utilizamos como fundamentação teórica noções oriundas da teoria da metáfora conceitual (Lakoff &amp; Johnson, 2002), da teoria da integração conceitual (Fauconnier e Turner, 2002) e da semiótica cognitiva (Brandt, 2004; Brandt &amp; Brandt, 2005; Oakley, 2009), buscando integrá-las organicamente na análise do objeto em questão. Quanto aos procedimentos metodológicos, propomos uma abordagem qualitativa de natureza heurística, com vistas à compreensão e à interpretação do processo de metaforização desse acontecimento, considerado a maior tragédia socioambiental do país, através do ponto de vista das populações atingidas, em termos da (re)construção de sua identidade e de padrões de acesso ao discurso proporcionados pelo jornal pesquisado.</p> Paulo Henrique Aguiar Mendes ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 https://revistas.uece.br/index.php/linguagememfoco/article/view/1103 sáb, 23 fev 2019 00:00:00 -0300 AS CONTRIBUIÇÕES DA METÁFORA PARA A CONSTRUÇÃO DA AUTORIA EM PRODUÇÕES TEXTUAIS https://revistas.uece.br/index.php/linguagememfoco/article/view/1104 <p>Os estudos sobre autoria concordam com a ideia de que, diferentemente do sujeito disperso, afetado por ideologias, o sujeito autor, utilizando a metáfora como recurso, organiza a dispersão que se instaura na língua, está inserido na cultura e assume uma posição na sociedade em relação ao que ele diz e em relação ao como ele diz. Em vista disso, este texto tem o objetivo de analisar a presença da metáfora em produções textuais de alunos do Ensino Médio como um dos meios da manifestação de indícios de autoria, que possibilita ao aluno autor assumir uma posição no espaço social. Foram coletadas 30 produções textuais de alunos da terceira série do Ensino Médio e analisada a presença de metáforas. Os dados revelaram que os alunos de Ensino Médio fazem uso tanto de metáforas automatizadas pelo pensamento, inseridas na cultura e rotinizadas pelo uso, quanto de metáforas metacognitivamente monitoradas no momento da produção do texto. Trabalhos dessa natureza contribuem para se colocar em foco os modos de manifestação da autoria.</p> Leosmar Aparecido da Silva, Guitemberg Marques Santos ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 https://revistas.uece.br/index.php/linguagememfoco/article/view/1104 dom, 24 fev 2019 00:00:00 -0300 SUPER-HERÓIS, SERES INVISÍVEIS E SACERDOTES: A CONCEPTUALIZAÇÃO DO TRABALHO POLICIAL https://revistas.uece.br/index.php/linguagememfoco/article/view/1105 <p>Esta pesquisa supõe as metáforas como um fenômeno de pensamento, de língua(gem) e de ação, que se realiza como processos mentais, socialmente mediados, e discursivamente realizados. Toma-se como referencial teórico a linguística cognitiva e a noção de metáfora como a compreensão e a experiência de um fenômeno em termos de outro (Lakoff &amp; Johnson, 1980, Lakoff, 1987). Explora-se essa perspectiva teórica para investigar como uma subcategoria cultural – <em>os policiais</em> – conceptualiza o seu trabalho, isto é, busca-se identificar, reconstruir e problematizar os conceitos metafóricos que esses sujeitos atualizam para a compreensão de sua prática profissional. Para tanto, toma-se como guia metodológico a Análise Sistemática de Metáforas (Schmitt, 2016, 2017) e inspira-se no protocolo de pesquisa utilizado por Guerrero e Villamil (2000, 2002). Participaram da pesquisa 20 policiais militares do Estado de Pernambuco. Os conceitos metafóricos mais salientes, que emergiram após análises, foram: policial é super-herói; policial é um ser invisível; e policial é sacerdote. Esses conceitos são metáforas concorrentes e têm diferentes implicações cognitivas para a compreensão do trabalho policial.</p> Adriano Dias de Andrade ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 https://revistas.uece.br/index.php/linguagememfoco/article/view/1105 dom, 24 fev 2019 00:00:00 -0300 FRAMING NEGATIVAMENTE ORGANISMOS GENETICAMENTE MODIFICADOS https://revistas.uece.br/index.php/linguagememfoco/article/view/1106 <p>Os organismos geneticamente modificados (OGMs) já estão presentes nos alimentos que consumimos há mais de vinte anos, entretanto, a discussão sobre eles ainda é cheia de controvérsias e, muitas vezes, polarizada entre os que os defendem e os que são contra o seu consumo, mesmo na sociedade americana, a maior produtora de alimentos geneticamente modificados. Investigamos a estrutura linguística e os modelos cognitivos idealizados (MCI) utilizados em notícias veiculadas pela mídia americana, buscando identificar os recursos com impacto nessa polêmica. Utilizando a linguística de <em>corpus</em> como guia metodológico, criamos e tratamos um <em>corpus</em> com 61 notícias sobre OGMs publicadas em quatro portais jornalísticos americanos <em>online</em>, a partir do qual analisamos as ocorrências e naturezas dos termos relativos e associados aos OGMs, bem como os MCIs proposicionais, especificamente <em>frames</em> de caráter negativo, gerados pela linguagem utilizada nas notícias. Verificamos que os artigos, de modo geral, tratam a questão dos OGMs utilizando muitas estruturas linguísticas negativas e evocando principalmente <em>frames</em> de RISCO, mesmo quando o debate tem apreciação positiva sobre os OGMs. Isto pode gerar insegurança para a sociedade e levá-la a não aceitar plenamente o alimento geneticamente modificado.</p> José Edelberto Costa Filho, Paula Lenz Costa Lima ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 https://revistas.uece.br/index.php/linguagememfoco/article/view/1106 dom, 24 fev 2019 00:00:00 -0300 COMO SE TRADUZ METÁFORA? UMA ANÁLISE COM BASE NA TEORIA DA METÁFORA CONCEITUAL https://revistas.uece.br/index.php/linguagememfoco/article/view/1107 <p>Este trabalho é uma aproximação entre os estudos da linguagem figurada na Linguística Cognitiva e os estudos de tradução. Apresentamos uma análise de duas traduções para o português do conto inglês “A Scandal in Bohemia”, de Arthur Conan Doyle. Buscamos investigar como os tradutores agem diante de metáforas e verificar a possível presença de mapeamentos metafóricos nas escolhas feitas pelos tradutores. Nos estudos que lidam com tradução dentro da Linguística Cognitiva, existe certo consenso de que o desafio da tradução está nos casos em que as línguas utilizam domínios conceituais diferentes para expressar ideias parecidas. Com isso em mente, selecionamos expressões dos textos com base no MIPVU, método para a identificação de metáforas linguísticas, e conduzimos a análise. Nossa investigação sugere que as metáforas, primárias na sua grande maioria, foram frequentemente traduzidas por equivalentes literais, sugerindo que as metáforas primárias também tendem a apresentar problemas para a tradução, diferentemente do que se entende na literatura. Nesses casos, percebemos que este problema pode ser explicado por diferenças entre as línguas nas elaborações linguísticas dessas metáforas. Com isso, concluímos que o potencial para a universalidade não isenta metáforas primárias de serem desafios para a tradução.</p> Laura Baiocco, Maity Siqueira ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 https://revistas.uece.br/index.php/linguagememfoco/article/view/1107 dom, 24 fev 2019 00:00:00 -0300 O QUE UM ANGU DE CAROÇO E A KETTLE OF FISH TÊM EM COMUM https://revistas.uece.br/index.php/linguagememfoco/article/view/1108 <p>Tendo como fundamentação teórica a Linguística Cognitiva e os estudos sobre Metáforas Conceituais, analisamos 18 expressões idiomáticas com nomes de alimento, em inglês e suas traduções em português, licenciadas pela metáfora primária dificuldade/facilidade é um alimento difícil/fácil de manusear/ingerir, objetivando identificar como esses alimentos são usados metaforicamente na construção dessas expressões e se há interferência cultural em suas realizações. As expressões foram coletadas em dicionários de expressões idiomáticas, nas duas línguas, e selecionadas conforme suas ocorrências e frequências de uso, obtidas com as ferramentas <em>Webcorp</em> e <em>Google Books N-gram</em>. Observamos que os alimentos que compõem as expressões idiomáticas evidenciam a experiência corpórea do domínio fonte, tais como a dificuldade de manipular um ‘abacaxi’ ou uma ‘batata quente’, e a facilidade de ingerir um pedaço de ‘bolo’ ou ‘mamão’. Verificamos que essa metáfora conceitual licencia expressões idiomáticas mesmo quando elas são originadas de fatos históricos ou associadas a fábulas (<em>e.g.</em> <em>to pull the chestnuts out of/from the fire</em>), e que há evidências de influência cultural também na realização das expressões idiomáticas correspondentes em ambas as línguas contendo alimentos diferentes (<em>e.g. a piece of cake</em> e mamão com mel/açúcar) ou o mesmo alimento (e.g<em>. walk on eggs/eggshells</em> e pisar em/sobre ovos). Nossos resultados mostram que a indagação sobre o papel que a cultura exerce na composição das expressões idiomáticas é relevante, pois embora a geração da metáfora primária em si não envolva aspectos culturais, o léxico gerado por ela contém aspectos culturais que devem ser levados em consideração, principalmente nos estudos que envolvem mais de uma língua.</p> Sarah Virginia Carvalho Ribeiro, Paula Lenz Costa Lima ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 https://revistas.uece.br/index.php/linguagememfoco/article/view/1108 dom, 24 fev 2019 00:00:00 -0300 UMA ABORDAGEM CULTURAL DAS METAFORAS ANIMAIS: A RELAÇÃO ENTRE TEORIA SOCIOBIOLÓGICA E O GÊNERO DA EXPRESSÃO CONVENCIONAL ‘CABRA’ https://revistas.uece.br/index.php/linguagememfoco/article/view/1109 <p>Este artigo aborda a relação entre teorias biológicas acerca da natureza humana e as metáforas animais. Para tanto, promove-se discussão acerca da expressão convencional ‘cabra’, especialmente a sua variação de gênero, tendo em vista que tal expressão é usada, sobretudo, no Nordeste do Brasil, para se referir a animal de gênero feminino e a homem. Nessa perspectiva, analisam-se, à luz dos postulados da Teoria da Metáfora Conceptual, em especial Goatly (2007), dados levantados a partir das definições dos primeiros dicionários gerais de língua portuguesa (BLUTEAU, 1712; SILVA, 1823) e contemporâneos (HOUAISS, 2008; FERREIRA, 2010), além de definições de dicionários etimológicos (MACHADO, 1952). Observa-se a forte influencia da teoria sociobiológica estruturando o conceito de tal expressão bem como a sua variação de gênero.</p> Fernanda Cavalcanti ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 https://revistas.uece.br/index.php/linguagememfoco/article/view/1109 dom, 24 fev 2019 00:00:00 -0300 RELAÇÕES CULTURAIS E SINAIS RELIGIOSOS EM LIBRAS: ESTUDO DE METÁFORAS E DE METONÍMIAS https://revistas.uece.br/index.php/linguagememfoco/article/view/1110 <p>Relações culturais estão presentes na língua e podem ser compreendidas por processos metafóricos e metonímicos, que descrevem como o mundo é conceptualizado. Diante dessa relação entre língua e cultura, analisamos 14 sinais da Língua Brasileira de Sinais (Libras), relacionados à religião. Com base em um estudo qualitativo, os sinais foram coletados do programa “A Vida em Libras”, do Instituto Nacional de Educação – INES. À luz de pressupostos teóricos da Linguística Cognitiva, são tomadas como base as Teorias da Metáfora Conceptual, da Metonímia Conceptual (LAKOFF, JONHSON, 1980) e da Iconicidade Cognitiva (WILCOX, 2004; NUNES, 2014) para análise de sinais da Libras (BRITO, 2010 [1995]). Dentre os sinais religiosos selecionados para estudo, foram observados processos metafóricos e metonímicos na conceptualização proposta. Dessa forma, a análise desses processos linguístico-cognitivos é um caminho nos estudos linguísticos para compreender a produção de sinais em Libras.</p> Valeria Fernandes Nunes, Sandra Pereira Bernardo ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 https://revistas.uece.br/index.php/linguagememfoco/article/view/1110 dom, 24 fev 2019 00:00:00 -0300 TRADUÇÃO ESPECIALIZADA E METÁFORA: A INFLUÊNCIA DOS DIFERENTES MODOS DE SIGNIFICAÇÃO NA CONCEPTUALIZAÇÃO DO CONHECIMENTO ESPECIALIZADO https://revistas.uece.br/index.php/linguagememfoco/article/view/1111 <p>A metáfora, entendida como recurso cognitivo, comunicativo, linguístico (Steen, 2013) e, ainda, multimodal (OJHA; INDURKHYA, 2016), pode ser considerada uma ferramenta heurística para a ciência, dado que está implicada na conceptualização de uma nova teoria, na estruturação semântica de uma área do conhecimento e, ainda, na denominação dessa nova nominata. Nesse sentido, uma de suas principais funções é proporcionar um sistema flexível de conhecimento para a compreensão de um novo fenômeno, agindo como modelo cognitivo não só para a descrição, mas também para a criação, o desenvolvimento e a evolução de uma teoria. No entanto, o elemento linguístico não pode, por si só, ser determinante quando analisamos os processos cognitivos que se ativam para a construção do conhecimento. Considerar o texto em todas as suas dimensões, o que significa conhecer as características do gênero científico, suas formas de expressão e de materialização, e analisar a influência dos diferentes modos de significação presentes no interior do texto especializado – tais como imagens, tabelas e gráficos –, é de vital importância para um amplo entendimento de um discurso especializado, sobretudo aqueles em pleno desenvolvimento, que se apoia fortemente nas metáforas para explicar seus conceitos. Neste trabalho, abordaremos a necessidade de se explorar esta relação entre metáfora terminológica e multimodalidade, e discutiremos as implicações desta vinculação para a tradução especializada.</p> Luciana Pissolato de Oliveira ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 https://revistas.uece.br/index.php/linguagememfoco/article/view/1111 dom, 24 fev 2019 00:00:00 -0300 MULTIMODALITY IN METAPHOR MEANING: A COGNITIVE ANALYSIS OF SCIENTIFIC TEXTS https://revistas.uece.br/index.php/linguagememfoco/article/view/1112 <p>In order to be multimodal, a communication medium needs to combine different modes of expression. In this paper, we claim that even though metaphors are communicated in the verbal mode in scientific texts, the construction of some of them involves multiple perception processes. Our data comprise a set of conventionalized metaphors that are used in scientific papers as pedagogical tools for explaining technical concepts. To access the multimodality of the metaphorical process in the scientific domain, we use the following conceptual constructs: <em>metaphorical mappings</em> (LAKOFF; JOHNSON, 1980), <em>conceptual blending</em> (FAUCONNIER; TURNER, 2002), <em>image-schemas</em> (JOHNSON, 1987; HAMPE, 2005), <em>blended classic joint attention</em> (THOMAS; TURNER, 2011) and <em>narrative thinking</em> (TURNER, 1996). We analyze the scientific metaphors “cognitive filter” and “perceptual filter” that are used to construe the concepts of “cognitive transformation” and “schemata” in the field of cognitive psychology. Specifically, we show how the knowledge network associated with filters and the filtering process (i.e., the image-schematic structure of a filter and the entities and relations involved in the filtering process) helps to frame and construe the scientific concepts. Our results reveal that linguistic resources configured through analogical processes, such as metaphors and narratives, are essentially multimodal. The intended contribution is to think of the metaphor in the scientific text as a trigger to see an abstract scientific construction via image schemas.</p> Rosana Ferrareto Lourenço Rodrigues, Ana Eliza Barbosa de Oliveira Baptista ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 https://revistas.uece.br/index.php/linguagememfoco/article/view/1112 dom, 24 fev 2019 00:00:00 -0300 METAPHOR AND MULTIMODALITY IN MEANING-MAKING https://revistas.uece.br/index.php/linguagememfoco/article/view/1113 <p>When talking with people face to face, we usually complement verbal language with gestures, facial expressions and sometimes images and sounds present in the speech scene, which constitutes multimodality. When we write to absent people, we can recover multimodal resources employing what Greeks called “didaskalía”. We, human beings, are the only creatures in the planet able to refer in absence. We can talk about a horse – which lives in a farm – in our living room. In doing so we trigger pre-existing multimodal senses from our addressee’s long-term memory, related to its shape (image), its whinny (hearing), its strength (touch). When we use a metaphor as my cousin is a horse with his girlfriend, we intend to focus mainly on the horse strength, blending this aspect to the way he acts (physically or psychologically) towards his girlfriend. Our aim is, therefore, to discuss multimodal resources for metaphorical meanings, multimodal constructions in advertising discourse and multimodal metaphors of concepts in embodied mental sense simulation.&nbsp; All these assets have the functional objective of framing the way the audience should build in their minds the world we are talking about according to our conscious or subconscious intentions. Language is part of the way we construct the world within our and our addressee´s minds.</p> Antônio Suárez Abreu, Sarah Barbieri Vieira, Alexandre Bueno Santa Maria ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 https://revistas.uece.br/index.php/linguagememfoco/article/view/1113 dom, 24 fev 2019 00:00:00 -0300 METÁFORA E MESCLAGEM CONCEPTUAIS EM POSTAGENS DA UERJ DA DEPRESSÃO https://revistas.uece.br/index.php/linguagememfoco/article/view/1114 <p>Neste trabalho, analisam-se duas postagens multimodais da página virtual <em>Uerj da depressão </em>(UDD) à luz da Teoria da Metáfora e da Mesclagem Conceptuais (LAKOFF; JOHNSON, 2002[1980]; FAUCONNIER; TURNER, 2002). Objetiva-se demonstrar como as teorias complementares da Metáfora e da Mesclagem Conceptuais podem descrever a interpretação e a significação das postagens dessa página e quais conhecimentos são acessados por seus usuários durante a interpretação das postagens. Assim, selecionaram-se apenas postagens com comentário(s) que evidenciasse(m) uma convergência de interpretação de administradores da página, curtidores e das pesquisadoras. Observaram-se duas estratégias na publicação dos textos multimodais: (i) composição de texto e imagem; e (ii) composição de imagem e legenda, postada pelo moderador no cabeçalho. Nos dois casos, a conceptualização emerge dos elementos dos <em>inputs</em> projetados no espaço-mescla, porém, na segunda estratégia, o sentido do texto é estabelecido por meio do processo de elaboração, a partir da estrutura emergente do espaço-mescla, de modo mais abstrato, mais processual, em razão dos gatilhos para construção de sentido não estarem inicialmente integrados. A análise também corroborou a função social do humor, devido ao caráter jocoso das publicações acerca do cotidiano da universidade, ao retratar dificuldades da comunidade uerjiana, a fim de informar os curtidores da UDD de forma crítica.</p> Tamires Barbosa, Naira Velozo, Sandra Bernardo ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 https://revistas.uece.br/index.php/linguagememfoco/article/view/1114 dom, 24 fev 2019 00:00:00 -0300 INTEGRAÇÃO CONCEPTUAL E MULTIMODALIDADE: ANÁLISE DE UMA CAPA DE REVISTA https://revistas.uece.br/index.php/linguagememfoco/article/view/1115 <p>Este artigo tem como objetivo analisar a Integração Conceptual Multimodal, a partir da consideração de recursos verbo-visuais presentes numa capa da revista brasileira "Superinteressante", revista mensal do domínio discursivo jornalístico. Baseamo-nos teoricamente na teoria dos Modelos Cognitivos Idealizados metafóricos, bem como na Teoria da Integração Conceptual, inicialmente proposta por Fauconnier e Turner (2002) e posteriormente desenvolvida por Dancynger e Sweetser (2014). Analisamos, então, o processo de Integração Conceptual resultante do mapeamento metafórico na capa da revista “Superinteressante”, a partir dos espaços de entrada pictórico e verbal. Conforme demonstrado em nossas análises, a integração desses espaços resulta num espaço emergente, em que a interpretação da manchete, aliada às imagens, apresenta-se metaforicamente relacionada a esquemas básicos advindos da experiência corpórea, a partir das metáforas a mente é um corpo e a mente é um contêiner.</p> Maíra Avelar, Francisco de Assis Brito Benevides ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 https://revistas.uece.br/index.php/linguagememfoco/article/view/1115 dom, 24 fev 2019 00:00:00 -0300 ANÁLISE DA REPETIÇÃO GESTUAL E DE METÁFORAS MULTIMODAIS EM DISCURSOS POLÍTICOS DE DEPUTADOS DE ESQUERDA https://revistas.uece.br/index.php/linguagememfoco/article/view/1116 <p>O presente artigo tem o objetivo de analisar a repetição gestual e emergência de metáforas multimodais no discurso de três diferentes deputados que se autodenominam de Esquerda. A análise dos dados foi feita com base em três vídeos de sessões legislativas com Jean Wyllys, Ivan Valente e Erika Kokay. Este estudo propõe uma análise interdisciplinar entre a Linguística Cognitiva e os Estudos Gestuais. A análise das metáforas multimodais foi embasada na Teoria da Metáfora Conceptual de Lakoff e Johnson (2003), a qual discute os processos metáforicos incorporados na linguagem, no pensamento e na ação. No que diz respeito aos gestos, foram utilizadas as diretrizes para identificação de metáforas nos gestos, propostas por Cienki (2017), em que há uma análise mais abrangente dos gestos metafóricos. Além disso, foram considerados os pressupostos metodológicos apresentados por Bressem (2014), em que as discussões sobre repetição são realizadas a partir de uma perspectiva gestual e multimodal. O foco principal das análises foi dado à comparação entre os vídeos escolhidos, para encontrar as semelhanças e diferenças em relação ao uso dos gestos metafóricos identificados nos discursos.</p> Edilane Teixeira Cotrim, Maíra Avelar, Anderson Alves Chaves ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 https://revistas.uece.br/index.php/linguagememfoco/article/view/1116 dom, 24 fev 2019 00:00:00 -0300 GESTOS DE APONTAR E DÊIXIS: O DÊITICO “AQUI” EM DADOS MULTIMODAIS https://revistas.uece.br/index.php/linguagememfoco/article/view/1117 <p>O objetivo deste artigo é analisar comparativamente ocorrências mais e menos prototípicas dos Gestos de Apontar coocorrentes com o dêitico “aqui” em dados multimodais. Foram selecionadas 3 (três) ocorrências do dêitico “aqui”.&nbsp; A ocorrência 1 está abrigada no <em>Distributed Little Red Hen Lab</em>; a ocorrência 2 foi coletada da Palestra TEDx “Felicidade é aqui e agora”; e a ocorrência 3 foi realizada por Lula em um dos vídeos do “Depoimento de Lula a Moro”. Para tanto, do ponto de vista teórico, recorremos aos estudos sobre Dêixis, ancorando-nos, principalmente, no conceito de Modelos Cognitivos Idealizados (LAKOFF, 1987) e de MCI da dêixis (MARMARIDOU, 2000). Posteriormente, discutimos a respeito dos Gestos de Apontar e dos Modos de Representação Gestual (KENDON, 2004); (CLARK, 2003); (GOODWIN, 2003) e (MÜLLER, 2013). E, por fim, discutimos a relação desses gestos com a dêixis. Do ponto de vista metodológico, desenvolvemos nossas análises baseando-nos no Sistema Linguístico de Notação Gestual (LASG) (BRESSEM <em>et al.</em>, 2013) e nas Orientações para a Análise de Metáforas nos Gestos (MIG-G) (CIENKI, 2017). Os resultados demostraram que o Gesto de Apontar com Dedo Indicador Estendido para Baixo (PDPIF) foi predominante. Foi possível observar este gesto nas ocorrências mais prototípicas, menos prototípicas, e, também, em ocorrências categorizadas como “intermediárias”. Por fim, com as ocorrências menos prototípicas, estabelecemos uma relação explícita entre gestos e fala, e, como resultado, descrevemos as metáforas multimodais que emergiram.</p> Hayat Passos Ferraz Pinheiro ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 https://revistas.uece.br/index.php/linguagememfoco/article/view/1117 dom, 24 fev 2019 00:00:00 -0300