Revista Linguagem em Foco https://revistas.uece.br/index.php/linguagememfoco <p>A revista<strong> Linguagem em Foco</strong> é um periódico do Programa de Pós-Graduação em Linguística Aplicada da UECE, dirigido a pesquisadores, docentes e estudantes de pós-graduação. A revista divulga trabalhos (de doutores, mestres, doutorandos e mestrandos em coautoria com seus orientadores) sobre a linguagem numa perspectiva interdisciplinar, abordando questões e enfoques teórico-metodológicos no campo da Linguística Aplicada. Trata-se de uma <strong>publicação contínua</strong>, que admite números especiais (com chamadas ou expedientes específicos). São aceitos artigos e ensaios inéditos; entrevistas; resenhas de livros e teses recém-publicados. </p> <p><span style="vertical-align: inherit;">Qualis Capes 2017-2020: A4 Linguística<br />Prefixo DOI: 10.46230<br />e-ISSN: 2674-8266 | ISSN: 2176-7955</span></p> EdUECE pt-BR Revista Linguagem em Foco 2176-7955 <p>Os autores que publicam na <strong><em>Linguagem em Foco</em></strong> concordam com os seguintes termos:</p> <ul> <li class="show">Os autores mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação. Os artigos estão simultaneamente licenciados sob a <a href="https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/"><em>Creative Commons Attribution License</em></a> que permite a partilha do trabalho com reconhecimento da sua autoria e da publicação inicial nesta revista.</li> <li class="show">Os conceitos emitidos em artigos assinados são de absoluta e exclusiva responsabilidade de seus autores. Para tanto, solicitamos uma Declaração de Direito Autoral, que deve ser submetido junto ao manuscrito como Documento Suplementar.</li> <li class="show">Os autores têm autorização para disponibilizar a versão do texto publicada na <em>Linguagem em Foco</em> em repositórios institucionais ou outras plataformas de distribuição de trabalhos acadêmicos (ex. <a href="https://www.researchgate.net/"><em><u>ResearchGate</u></em></a><em>, </em><a href="https://www.academia.edu"><em><u>Academia.edu</u></em></a>).</li> </ul> Expediente https://revistas.uece.br/index.php/linguagememfoco/article/view/15321 Equipe Editorial Linguagem em Foco Copyright (c) 2025 Equipe Editorial Linguagem em Foco https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2025-03-28 2025-03-28 16 3 2 3 Capa https://revistas.uece.br/index.php/linguagememfoco/article/view/15318 Equipe Editorial Linguagem em Foco Copyright (c) 2025 Equipe Editorial Linguagem em Foco https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2025-03-28 2025-03-28 16 3 Resenha https://revistas.uece.br/index.php/linguagememfoco/article/view/13329 <p>A obra A crise da narração do filósofo sul-coreano Byung-Chul Han levanta reflexões sobre como a sociedade contemporânea vem lidando (elaborando ou compreendendo) com as histórias narradas. O autor, assim como em obras anteriores, faz críticas à forma como as pessoas valorizam as informações cada vez mais estimuladas pelo meio digital. Conforme o autor, essa enxurrada de informações inibe a capacidade de criar e de contemplar narrativas significativas.</p> Rosekeyla de Araújo Costa Copyright (c) 2025 Rosekeyla de Araújo Costa https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2025-03-28 2025-03-28 16 3 418 423 10.46230/lef.v16i3.13329 Institucional https://revistas.uece.br/index.php/linguagememfoco/article/view/15320 Equipe Editorial Linguagem em Foco Copyright (c) 2025 Equipe Editorial Linguagem em Foco https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2025-03-28 2025-03-28 16 3 1 1 Ações de letramentos acadêmico-científicos https://revistas.uece.br/index.php/linguagememfoco/article/view/10456 <p>Este manuscrito apresenta e discute o recorte de uma pesquisa que teve por objetivo geral identificar as ações que os cursos de graduação, dos sete <em>campi</em> da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), têm realizado (ou não) para facilitar o desenvolvimento dos graduandos na compreensão e produção dos gêneros textuais recorrentes no domínio acadêmico-científico, em português, inglês e espanhol. Com base nos modelos de letramento propostos por Lea e Street (2014), este estudo exploratório, inserido no paradigma teórico crítico, primeiramente, analisa dados gerados por meio de um questionário – com questões fechadas e abertas sobre práticas de letramento realizadas por meio de disciplinas – respondido por quarenta e nove estudantes de graduação, de vinte e cinco cursos diferentes, nos anos 2019 e 2020. Como segundo movimento investigativo-exploratório, relaciona-se as respostas dos estudantes, em relação às disciplinas, às ementas presentes no projeto pedagógico de seus referidos cursos. Os resultados revelam que: 1) há abordagens de letramentos acadêmico-científicos em língua portuguesa em alguns cursos, a maioria centrada no modelo Socialização Acadêmica; 2) disciplinas citadas como destinadas ao desenvolvimento de práticas de letramentos acadêmico-científicos estão, muitas vezes, relacionadas aos letramentos acadêmico-profissionais; 3) há uma grande lacuna quando se trata de letramentos em inglês e espanhol, estes parecem estar restritos aos cursos cujo estudo desses idiomas é prioritário. Essa pesquisa está vinculada ao Laboratório Integrado de Letramentos Acadêmico-científicos (LILA) que, diante de tais resultados de mapeamento, tem proposto e realizando ações no sentido de contribuir para atender as demandas identificadas. </p> Amábile Piacentine Drogui Vera Lucia Lopes Cristovão Copyright (c) 2025 Amábile Piacentine Drogui, Vera Lucia Lopes Cristovão https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2025-03-28 2025-03-28 16 3 12 34 10.46230/lef.v16i3.10456 Letramento Multimodal Crítico a partir de símbolos de africanidades https://revistas.uece.br/index.php/linguagememfoco/article/view/13697 <p>O objetivo deste artigo é compartilhar uma proposta pedagógica sobre africanidades para promover práticas de letramento multimodal crítico para crianças a partir de 3 anos da Educação Infantil. Como aporte teórico, adotamos as ideias de: Munanga (2007); Mbembe (2018); Pinheiro (2023); Callow (2008) e Kress e van Leeuwen (2021), dentre outros. A metodologia empregada foi de cunho interpretativo com base em Moita Lopes (1994), em que analisamos o caráter informacional multimodal do livro infantil <em>Amoras</em>, do rapper brasileiro Emicida, a partir do <em>Show em framework</em> de Callow (2008) e da Gramática do Design Visual de Kress e van Leeuwen (2021). A principal conclusão a que chegamos é de que o livro <em>Amoras</em> é rico na sua abordagem multimodal dos símbolos de africanidades (com ênfase no feminino negro, na religiosidade e nas personalidades negras), o que pode reverberar em uma sensibilização, ainda na infância, em prol de uma educação antirracista e de uma leitura de palavras e imagens relacionadas às africanidades para crianças por intermédio do professor em sala de aula.</p> Michelle Soares Pinheiro Marcos Alberto Xavier Barros Antonia Dilamar Araújo Copyright (c) 2025 Michelle Soares Pinheiro, Marcos Alberto Xavier Barros, Antonia Dilamar Araújo https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2025-03-28 2025-03-28 16 3 35 59 10.46230/lef.v16i3.13697 Cenografia e ethos discursivo na propaganda fim de ano 2021/ Alice e Fernanda do Itaú Unibanco https://revistas.uece.br/index.php/linguagememfoco/article/view/10827 <p>O presente artigo tem o objetivo de descrever e analisar a cenografia e a construção do <em>ethos</em> discursivo na propaganda <em>Fim de Ano 2021 / Alice e Fernanda</em> do Itaú Unibanco, a partir da Análise do Discurso de Linha Francesa. Essa propaganda tem a participação da pequena Alice, conhecida do público por seus vídeos na internet em que pronuncia palavras difíceis, e da consagrada atriz Fernanda Montenegro. O corpus de análise é composto pelo comercial já referenciado. A fundamentação teórico-metodológica adotada no artigo é da Análise do Discurso em sua vertente enunciativo-discursiva, tal qual preconizada por Maingueneau (2007, 2008a, 2008b, 2013 e 2015), para a utilização do conceito de cenografia e de <em>ethos </em>discursivo. Os resultados do estudo apontam que a propaganda projeta a ideia de que existe uma relação próxima de empatia entre a instituição bancária e seus coenunciadores. A aceitação da campanha é demonstrada pelas marcas expressivas de visualizações nas mídias digitais. Os resultados do estudo atestam que a cenografia se associa ao <em>ethos</em> discursivo e juntos garantem adesão do interlocutor ao discurso, que é elaborado com vistas a alcançar a satisfação, a fidelização e a lealdade dos clientes do Itaú Unibanco.</p> Sirleide de Almeida Lima Sinval Martins de Sousa Filho Copyright (c) 2025 Sirleide de Almeida Lima, Sinval Martins de Sousa Filho https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2025-03-28 2025-03-28 16 3 273 293 10.46230/lef.v16i3.10827 Mudança discursiva https://revistas.uece.br/index.php/linguagememfoco/article/view/13749 <p>Este trabalho objetiva analisar o processo de mudança discursiva em torno da PEC da Transição, que passou a ser caracterizada pelos veículos midiáticos, notadamente pela Folha de São Paulo, como “PEC da gastança”. Para consecução desse objetivo, lançamos mão de constructos teóricos da Análise do Discurso Crítica, com base nos seguintes autores: Fairclough (2001), Wodak (2004), Resende e Ramalho (2006), Van Dijk (2015), Santiago <em>et al</em>. (2020) e Paiva (2019). Para análise, foram selecionados dois textos do jornal em que a expressão “PEC da gastança” foi tematizada: um editorial, datado de 12 de novembro de 2022, e um texto de caráter noticioso, publicado em 16 de dezembro de 2022. Os procedimentos metodológicos basearam-se na abordagem tridimensional faircloughiana (análise de texto, prática discursiva e prática social), a partir do estudo das categorias vocabulário, contexto discursivo e ideologia. Os resultados do trabalho evidenciam um posicionamento do jornal vinculado à ideologia neoliberal, cujos recursos discursivos relacionam-se à construção de um cenário em que a expressão “PEC da gastança” foi normalizada, através do uso de um vocabulário pertencente ao campo semântico da negatividade, direcionado não somente à PEC, mas também ao presidente Luís Inácio Lula da Silva, operacionalizando, assim, a mudança discursiva pretendida pelo jornal: o emprego da expressão “PEC da gastança” para fazer referência à PEC da Transição, assim oficialmente nomeada em documentos do governo.</p> Erivaldo Sales Freitas Leonildo Lima de Farias Copyright (c) 2025 Erivaldo Sales Freitas , Leonildo Lima de Farias https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2025-03-28 2025-03-28 16 3 294 312 10.46230/lef.v16i3.13749 An ELF-Aware Teaching Prototype for Pre-Service English Language Teachers https://revistas.uece.br/index.php/linguagememfoco/article/view/13864 <p>This paper presents a discussion on the development and analysis of an educational prototype focused on teaching English as a Lingua Franca (ELF) at a teacher education program at a university in southern Brazil. The prototype was developed as part of a collaborative research project that aims to integrate theoretical concepts such as language as a social practice (Johnson, 2009; Leffa; Irala, 2014; Zavala, 2018), ELF (Duboc, 2019; Duboc; Siqueira, 2020; Gimenez, 2009; Jenkins, 2015; Seidlhofer, 2001; 2005), and the Multiliteracies Pedagogy (Cope; Kalantzis, 2015; Marson; Jordão, 2022; Zapata, 2022) into the teaching-learning process. The study explores how these guiding principles materialized in the prototype and their pedagogical implications for English teacher education. Data collection included questionnaires, classroom activities, the prototype, support material developed for teacher use, and field notes. The results suggest that the prototype meets its objectives by providing a space for discussing ELF, developing language skills, and implementing teaching strategies. The study suggests that, although some adaptations are necessary, the prototype is a valuable tool for teacher education, fostering critical reflection and ELF-oriented pedagogical practice.</p> Joilse Prestes de Pádua Scalassara Adriana Grade Fiori-Souza Copyright (c) 2025 Joilse Prestes de Pádua Scalassara, Adriana Grade Fiori-Souza https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2025-03-28 2025-03-28 16 3 80 103 10.46230/lef.v16i3.13864 Investigating interlanguage in present perfect acquisition through translation https://revistas.uece.br/index.php/linguagememfoco/article/view/12808 <p>The paper uses the blind translation into English of a youth reader originally written in Portuguese by two Brazilian college students with different proficiency levels – one upper-intermediate, who has never lived in an English-speaking country though visits her mother in the US often, and the other one advanced, who lived in the US with his family from the age 4 to the age 14 – to verify if Selinker’s (1972; 2013, elsewhere) interlanguage hypothesis holds as far as the use of the present perfect goes. The two outcomes are contrasted with the translation of the reader by a Portuguese/English bilingual native speaker. The methodology for the case-study at hand is a quantitative-qualitative analysis of the data we gathered: Taking into consideration not only the number of tokens each of the three translations includes but also the typological nuances the verb tense encompasses in the three outputs, the investigation yields as a result an inference that can be drawn from our here observed <em>continuum</em> upper-intermediate student &gt; advanced student &gt; bilingual speaker for the use of the present perfect, as far as how the verb tense interacts with Selinker`s interlanguage hypothesis, namely, that subsequent surveys shall yield similar conclusions. After all, the 3 participants involved are correspondingly high-performance informants, which renders the current case study outstandingly representative. We deployed Comrie (1976) and McCawley (1971) as benchmark for the shades of meaning the present perfect in English may convey.</p> Vicente Mendes Copyright (c) 2025 Vicente Mendes https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2025-03-28 2025-03-28 16 3 258 272 10.46230/lef.v16i3.12808 #Etarismo (feminino) https://revistas.uece.br/index.php/linguagememfoco/article/view/13686 <p>Este artigo busca, a partir da #etarismo no Instagram, analisar, visto os pressupostos de Bakhtin, os discursos tratados por mulheres famosas na mídia sobre esse tema, no ano de 2023, bem como a valoração expressa nos enunciados respostas, essencialmente os negativos, suscitados por esses discursos. Para isso, utilizamos como fundamentação teórico-metodológica as concepções da Análise Dialógica do Discurso (ADD), principalmente sobre a alteridade entre sujeitos, tal como estudos referentes ao gênero e etarismo. Visto essa questão, colocou-se como hipótese a ideia sobre as plataformas de redes sociais permitirem um surgimento dessa realidade natural feminina, revelando o preconceito contra o envelhecimento. Além disso, pesquisas respeitantes à outrização e sobre as plataformas online também constituem a base teórica desta investigação. A partir dessas pesquisas e análise do <em>corpus </em>realizadas, constatou-se, com base nos projetos de dizer mobilizados nos vídeos e enunciados selecionados, que há a outrização da mulher mais madura, posto que ela é constantemente julgada e considerada inferior à mais jovem. Para mais, observou-se que as plataformas de redes sociais contribuem significativamente para o levantamento de discussões referentes ao etarismo feminino, tendo sido isso melhor vislumbrado a partir da relação de alteridade (negativa) entre sujeitos na plataforma Instagram.</p> Gabriele Valim Vargas Karina Giacomelli Copyright (c) 2025 Gabriele Valim Vargas, Karina Giacomelli https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2025-03-28 2025-03-28 16 3 355 375 10.46230/lef.v16i3.13686 Produção textual colaborativa entre IH e IAG https://revistas.uece.br/index.php/linguagememfoco/article/view/13919 <p>O processo de ensino e aprendizagem na era da cultura digital, com acesso a diferentes plataformas e mídias, tem ampliado formas de interação para além do espaço escolar. Isso é possível porque práticas multimidiáticas de linguagem transpõem limites físicos e estabelecem múltiplas conexões, inclusive entre seres humanos e máquinas. Cientes disso, neste artigo, objetivamos analisar uma experiência de produção textual colaborativa entre Inteligência Humana (IH) e Inteligência Artificial Generativa (IAG) com o uso da plataforma Story.com. Essa experiência foi desenvolvida em uma oficina de multiletramentos com uma turma multisseriada de 4<u><sup>o</sup></u> e 5<u><sup>o</sup></u> anos de uma escola pública na zona rural de Mossoró/Rio Grande do Norte/Brasil. Fundamentado teórico-metodologicamente nos estudos de letramento de vertente sociocultural (Kleiman, 2005; Oliveira, 2008; Tinoco, 2008), na pedagogia de multiletramentos (Kalantzis; Cope; Pinheiro, 2020) e na Linguística Aplicada (Scheifer; Rego, 2020), este artigo de base qualitativa analisa um recorte de dados que focaliza a escrita colaborativa entre dois estudantes, inicialmente, e, depois, entre eles e o Story.com. Os resultados dessa análise sinalizam que a escrita colaborativa entre IH e IAG requer a elaboração de sucessivos <em>prompts</em> para a geração dos contos, o desenvolvimento de práticas de leitura e análise crítica das versões produzidas e o processual refinamento do conto multimodal. Sendo assim, compreendemos que o uso da IAG pode possibilitar o desenvolvimento de artefatos multimidiáticos, como textos multimodais, contribuindo para a ampliação da produção textual na contemporaneidade.</p> Valéria Montenegro Glicia Azevedo Luciana Vieira Copyright (c) 2025 Valéria Montenegro, Glicia Azevedo, Luciana Vieira https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2025-03-28 2025-03-28 16 3 151 171 10.46230/lef.v16i3.13919 Reinterpretação semântica de verbos preposicionados à luz do princípio funcionalista da iconicidade https://revistas.uece.br/index.php/linguagememfoco/article/view/13923 <p>Neste trabalho, apresenta-se uma análise do uso dos verbos <em>assistir</em>, <em>obedecer</em> e <em>responder </em>em textos escritos por universitários a partir de um objetivo: explicar o movimento contrário ao uso normativo da preposição <em>a</em> diante dos complementos desses verbos. Partimos da hipótese de que ocorre uma associação semântica marcada entre forma e função linguística nos textos escritos. Para tanto, apoiamo-nos no referencial teórico funcionalista de vertente norte-americana (Givón, 2001; Oliveira; Votre, 2009), sobretudo no princípio da iconicidade, bem como em gramáticas normativas (Cunha; Cintra, 2001; Bechara, 2005) e descritivas (Perini, 2005; Bagno, 2012). Segundo as gramáticas normativas, os três verbos supracitados funcionam como transitivos indiretos, indicando a necessidade de preposição. Contudo, o arcabouço teórico funcionalista aponta para um caminho no qual a gramática não constitui um conjunto fixo de regras, mas maleável e moldado pelo uso da língua nas situações comunicativas. Para este estudo, os dados foram extraídos da página eletrônica do evento “Semana Integrada de Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão”, da Universidade Federal de Pelotas; um <em>corpus</em> destinado à divulgação de trabalhos acadêmicos. Resultados encontrados apontam para a ausência de preposição diante dos complementos dos três verbos nos textos dos estudantes do ensino superior. Essas ocorrências parecem atestar, a partir de princípios funcionalistas, como o da iconicidade, uma reinterpretação da regência dos verbos analisados, marcada pela relação entre forma (queda de preposição) e função (reinterpretação dos verbos com outros verbos).</p> Gabriel Zardo Tatiana Schwochow Pimpão Copyright (c) 2025 Gabriel Zardo, Tatiana Schwochow Pimpão https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2025-03-28 2025-03-28 16 3 313 331 10.46230/lef.v16i3.13923 Recategorização e orientação argumentativa https://revistas.uece.br/index.php/linguagememfoco/article/view/13530 <p>Considerando que os textos são produzidos para cumprir determinado(s) propósito(s) comunicativo(s) e que são orientados para esse fim, defendemos haver textos com argumentação direta e textos com argumentação indireta, o que implica falar em graus de argumentatividade (Cavalcante <em>et al</em>, 2020), pressuposto defendido pela Linguística Textual. Resultante de uma pesquisa de dissertação, neste artigo, objetivamos analisar a atuação da introdução referencial no desenvolvimento da orientação argumentativa em redações nota mil do ENEM ano 2018. Com respaldo em Amossy (2018) e Silva (2013), mediante abordagem qualitativa, de natureza exploratória e do tipo descritivo-interpretativista, a pesquisa reforça a argumentatividade presente já na inauguração dos referentes, revelando pontos de vista e avaliações que constroem e reforçam uma tese. Para análise, elegemos 2 redações, as quais apresentam maior recorrência de processos referenciais e similaridade quanto ao viés argumentativo de discussão. Como resultados, concluímos que, da função de caracterizar o referente a de encapsular um projeto de dizer que ainda será desenvolvido ao longo da unidade discursiva, a introdução referencial trabalha na construção da orientação argumentativa do texto cumprindo o papel de articulador, dado que a inauguração de um referente resulta uma posterior retomada ou remissão e conduz o leitor a pensar o tema sob determinadas percepções. Com efeito, reconhecemos os efeitos que esta pesquisa traz às aulas de Língua Portuguesa, quanto às funções que a construção da referência cumpre à orientação argumentativa dos textos, à medida que agencia a ampliação dos estudos sobre a interface entre referenciação e argumentação em Linguística Textual.</p> Amanda Mikaelly Nobre de Souza Lidiane de Morais Diógenes Bezerra Copyright (c) 2025 Amanda Mikaelly Nobre de Souza, Lidiane de Morais Diógenes Bezerra https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2025-03-28 2025-03-28 16 3 195 217 10.46230/lef.v16i3.13530 O uso variável do artigo definido diante de antropônimos https://revistas.uece.br/index.php/linguagememfoco/article/view/13655 <p>À luz dos pressupostos teórico-metodológicos da Sociolinguística Variacionista, esta investigação examina a variação no uso do artigo definido diante de antropônimos na fala popular fortalezense. Utilizamos uma amostra do Projeto Norma Oral do Português Popular de Fortaleza – CE, com 24 informantes, do tipo Diálogo entre Informante e Documentador. Para a análise dos dados, foi utilizado o programa <em>GoldVarb X</em>, controlando-se onze variáveis: <em>sexo</em>, <em>escolaridade</em>, <em>faixa etária</em>, <em>proximidade do enunciador com o referido pelo SN</em>, <em>tipo de preposição</em>, <em>status informacional</em>, <em>gênero do antropônimo, quantidade de palavras do SN, tipo de antropônimo</em>, <em>tipo de relato</em> e <em>título</em>. As 599 ocorrências foram processadas, obtendo frequência geral de uso do artigo com 67,8% para a presença e 32,2% para a ausência. Dentre as variáveis testadas, 6 foram selecionadas pelo programa computacional: <em>proximidade do enunciador com o referido pelo SN</em>, <em>tipo de preposição</em>, <em>status informacional</em>, <em>gênero do antropônimo</em>, <em>quantidade de palavras do SN</em> e <em>tipo de antropônimo</em>. Assim, o padrão linguístico da comunidade demonstra preferência pelo uso do artigo definido diante de antropônimos e maior influência dos fatores linguísticos sobre o fenômeno.</p> Dayane Bezerra de Souza Aluiza Alves de Araújo Leticia Freitas Alves Copyright (c) 2025 Dayane Bezerra de Souza, Aluiza Alves de Araújo, Leticia Freitas Alves https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2025-03-28 2025-03-28 16 3 332 354 10.46230/lef.v16i3.13655 "Black is Beautiful" https://revistas.uece.br/index.php/linguagememfoco/article/view/13217 <p>O presente artigo tem como objetivo investigar representações semióticas de bonecos negros infantis – industrializados e artesanais com deficiência – sob o ponto de vista imagético, de suas propriedades materiais e de suas embalagens, como forma de acessar suas configurações corporais, bem como as propriedades do <em>design</em> desses brinquedos contemporâneos. Para isso, essa pesquisa apresenta-se em caráter qualitativo, exploratório e de natureza básica, sendo o <em>corpus</em> constituído por cinco bonecos(as) negros(as) infantis, dos(as) quais três são industrializados, de origem norte-americana, e os outros dois são artesanais, cuja procedência remete ao nordeste brasileiro. Como arcabouço teórico, consideramos, principalmente, as postulações de Kress e van Leeuwen (2021) e os pressupostos sistêmico-funcionais da linguagem discutidos por Halliday e Matthiessen (2014). Os resultados apontam que os aspectos representacionais dos(as) bonecos(as) negros(as) maximizam o sentimento de livre expressão e o de pertencimento a um grupo, os quais podem ser usados tanto para diferentes propósitos comunicativos e de interação social quanto podem superar possíveis situações de preconceito e de novas expectativas sobre as diferenças que nos são intrínsecas.</p> <p><strong>Palavras-chave</strong>: Semiótica Social. Multimodalidade. Bonecos Negros Infantis.</p> Danielle Barbosa Lins de Almeida José Maria de Aguiar Sarinho Júnior Copyright (c) 2025 Danielle Barbosa Lins de Almeida, José Maria de Aguiar Sarinho Júnior https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2025-03-28 2025-03-28 16 3 60 79 10.46230/lef.v16i3.13217 Linguística de Corpus como abordagem para análise de traduções https://revistas.uece.br/index.php/linguagememfoco/article/view/13502 <p>Os Estudos de Tradução têm sido apoiados pela Linguística de Corpus (LC) de diversas maneiras; este artigo pretende ilustrar como a LC pode ser uma abordagem útil para a análise comparativa de traduções. Para isso, serão comparadas duas traduções em português brasileiro de <em>A Sociedade do Anel</em>, a saber, a de Maria Rimoli Esteves (Tolkien, 2001) e a de Ronald Kyrmse (Tolkien, 2019). O objetivo principal da análise das traduções foi identificar e apresentar algumas diferenças significativas entre elas. Para isso, utilizamos a ferramenta gratuita para análise de Corpus <em>AntConc</em> (Anthony, 2022), a partir da exploração de recursos como as <em>collocations</em> e as <em>keywords</em>, que são abordadas e explicadas ao longo deste trabalho. A ferramenta comprovou ser importante para análises desta natureza, uma vez que permite uma simplificação nos processos de pesquisas. Resultados apontam para algumas diferenças entre as traduções no que concerne ao uso de adjetivos, colocações e marcas idiossincráticas de Tolkien presentes nas versões em português brasileiro.</p> Leonardo Soboleswki Flores Sabrina Bonqueves Fadanelli Copyright (c) 2025 Leonardo Soboleswki Flores, Sabrina Bonqueves Fadanelli https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2025-03-28 2025-03-28 16 3 238 257 10.46230/lef.v16i3.13502 Enseñanza de la producción y comprensión oral en español como lengua extranjera en colecciones de libros didácticos para brasileños https://revistas.uece.br/index.php/linguagememfoco/article/view/13885 <p>La enseñanza de español se encuentra actualmente sin el apoyo dado por la evaluación y distribución de libros didácticos por el <em>Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD)</em> que anteriormente existía. En este contexto, los docentes de este componente curricular necesitan crear sus propios materiales didácticos. Como posible alternativa, reconocer las estrategias utilizadas en las actividades de manuales didácticos puede ayudar a estos profesionales a elaborar nuevas actividades. Por lo tanto, nuestro objetivo fue analizar cualitativamente todas las actividades de comprensión auditiva y producción oral en tres colecciones de libros de texto del <em>PNLD</em>. Además, identificamos cómo se tratan los aspectos fonético-fonológicos en estos manuales, basándonos en la enseñanza comunicativa de la pronunciación (Celce-Murcia <em>et al.</em>, 2010). Encontramos que las colecciones, a su manera, optan por proponer actividades con diferentes géneros textuales, con una amplia combinación de campos semánticos y contenidos gramaticales y con diversas estrategias para promover la escucha y el habla. Aún así, hay poco tratamiento de la pronunciación. En cierto modo, todas las colecciones tienen preferencia por desarrollar la escucha, con actividades de "descripción y análisis" y de "discriminación auditiva". Los pasos de práctica oral (“práctica controlada”, “práctica guiada” y “práctica comunicativa”) aparecen en escasos momentos.</p> Amanda Ribeiro Luciene Bassols Brisolara Copyright (c) 2025 Amanda Ribeiro, Luciene Bassols Brisolara https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2025-03-28 2025-03-28 16 3 104 129 10.46230/lef.v16i3.13885 O imaginário em rezas e benzeduras populares https://revistas.uece.br/index.php/linguagememfoco/article/view/13763 <p>Através de uma cosmologia própria, os ritos de benzeção envolvem crenças e práticas que atribuem sentido à experiência humana, orientando ações de cura e transformação. Nesse contexto, a cura é um ato simbólico que funde valores, criando um universo particular onde o sagrado e o profano se entrelaçam, constituindo um sistema de significados próprio. Partindo disso, este artigo tem como objetivo analisar as motivações simbólicas, tanto verbais quanto não verbais, que subjazem às interações complexas da prática da benzeção. Para tanto, este estudo se fundamenta nos pressupostos da Antropologia do Imaginário, &nbsp;conforme Gilbert Durand (2012), Pitta (2017) e Strôngoli (1998), e nas discussões de Oliveira (1983, 1985, 1986) e Pereira e Gomes (2018) acerca da prática de benzer. O <em>corpus</em> desta pesquisa foi constituído a partir de observações participantes em rituais de benzeção e conversas com um benzedor e duas benzedeiras, residentes em Rubiataba (GO). A análise dos rituais revelaram seu rico simbolismo e complexidade, em que fatos, símbolos e imagens se combinam para produzir significados que transcendem a experiência individual. As representações simbólicas, ao se entrelaçarem com o imaginário coletivo, permitem que a comunidade adapte e transmita suas crenças e valores, garantindo a manutenção do ofício de benzer.</p> Natália de Paula Reis Elza Kioko Nakayama Nenoki do Couto Copyright (c) 2025 Natália de Paula Reis, Elza Kioko Nakayama Nenoki do Couto https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2025-03-28 2025-03-28 16 3 376 398 10.46230/lef.v16i3.13763 O ChatGPT e a morte da honestidade criativa na produção textual na sala de aula da Educação Básica https://revistas.uece.br/index.php/linguagememfoco/article/view/13561 <p>O presente artigo surgiu a partir de um estudo de caso (Yin, 2010) de um relato vivenciado em uma escola da rede pública de ensino do estado de Mato Grosso do Sul, com uma turma do primeiro ano do Ensino Médio, durante as aulas de língua portuguesa, em março de 2024. A atividade proposta aos estudantes envolvia a produção de poemas voltados para a temática da mulher. Nos 32 textos entregues pelos alunos foi detectado, pela docente da turma, o uso de ferramentas de Inteligência Artificial (IA), especificamente do ChatGPT, em 13 deles. Tendo isso em vista, este trabalho objetiva analisar algumas das produções de poemas feitas pela IA, de modo a apontar certas regularidades e ocorrências nos textos, além de traçar uma comparação com as produções realizadas, de fato, pelos alunos. Para isso, utilizamos como arcabouço teórico as pesquisas a respeito das concepções de IA (Santaella, 2023), do uso de tecnologias no ensino de línguas (Martins; Moreira, 2012), bem como estudos sobre os gêneros textuais e produção textual na escola (Schneuwly; Dolz, 2004). Como resultado, pontuamos que a IA na produção de texto, sobretudo do cânone literário, possui limitações em alguns aspectos como, por exemplo, a subjetividade do conteúdo produzido e a perpetuação da forma baseada em rimas, apenas - o que exclui outras possibilidades de construção do poema. Sublinhamos a necessidade de os professores serem formados para essas novas tecnologias, e não apenas sobre, visando um olhar crítico e reflexivo acerca das possibilidades e limitações da IA na escola e na educação linguística contemporânea. Reconhecemos, por fim, que muitos docentes já estão em atuação, logo, uma formação continuada também se coloca como uma alternativa viável, pensando nessa realidade exposta.</p> Fernanda Victória Cruz Adegas Luclecia Silva de Almeida Matias Patrícia Graciela da Rocha Copyright (c) 2025 Fernanda Victória Cruz Adegas, Luclecia Silva de Almeida Matias, Patrícia Graciela da Rocha https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2025-03-28 2025-03-28 16 3 172 194 10.46230/lef.v16i3.13561 Poder e escrita criativa com a literatura afro https://revistas.uece.br/index.php/linguagememfoco/article/view/13958 <p>Este artigo apresenta o relato de experiência de curso formativo intitulado Poder e escrita criativa com a Literatura Afro – PECLA - em parceria com o Portal Inter@ge Professor. É também fruto do estágio docente, no Programa de Pós-graduação em Letras da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), no âmbito da disciplina de Literatura Afro-Brasileira, ministrada para alunos do curso de Letras Licenciatura da UEMA, campus Balsas-MA. O curso teve como propósito promover formação inicial e continuada a professores e discentes sobre a escrita criativa com a Literatura Afro, a fim de aprimorarem suas habilidades literárias, pedagógicas e digitais. A metodologia adotada é qualitativa, baseada em uma narrativa autoetnográfica. Os materiais disponibilizados no ambiente virtual de aprendizagem, abordando aspectos teóricos e práticos sobre Literatura Afro e projetos didáticos, estruturam o curso em dois módulos, cada um com 30 horas. Para o embasamento teórico, utilizamos Astigarraga (2018), Passeggi (Passeggi; Souza; Vicentini, 2011) e Sanches (2022), sobre a narrativa autobiográfica; Alves (2022), sobre literaturas afro, além de Schneuwly e Dolz (2010), os quais discutem acerca dos gêneros textuais nas sequências didáticas, bem como Martins (2020), com a perspectiva teórico-formativa dos letramentos didáticodigitais. Como resultados percebemos que, por meio das produções dos cursistas - fanfics, sequências didáticas e relatos pessoais, há interesse constante em dialogar com as recentes pesquisas sobre práticas literárias (in)visibilizadas, como as literaturas afro enquanto instrumento educacional, constituindo-se, também, como um passo importante para o letramento literário desses futuros profissionais de Letras.</p> Welistony Câmara Lima Ana Patrícia Sá Martins Copyright (c) 2025 Welistony Câmara Lima, Ana Patrícia Sá Martins https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2025-03-28 2025-03-28 16 3 218 237 10.46230/lef.v16i3.13958 Construção de concernência https://revistas.uece.br/index.php/linguagememfoco/article/view/13684 <p>A partir do arcabouço teórico da Gramática de Construções Baseada no Uso (Goldberg, 2006; Diessel, 2023), neste artigo, centramo-nos na investigação da construção gramatical representada pelo esquema [[X<sub>(referente construtor)</sub> [Preposição<sub>(em)</sub> + Mostrativo anafórico<sub>(o)</sub>]<sub>NO </sub>Pronome Relativo<sub>(que)</sub> [respeito/se refere/tange/concerne] Y<sub>[SN(referente especificador</sub>]], que denominamos “construção de concernência”. Para tanto, analisamos as microconstruções "no que diz respeito a", "no que se refere a", "no que tange a" e "no que concerne a", no português brasileiro. Os dados são extraídos da Amostra <em>Now</em>, do Corpus do Português, considerando o período de 2012 a 2019 . Os resultados gerais apontam que a construção de concernência ocorre na retomada de um determinado referente entre as duas porções textuais, denominada de “retomada todo-parte especificada”, que envolve a retomada de um referente (X) por meio de outro (Y) para especificá-lo. Essa retomada pode ocorrer de duas formas: (i) retomada todo-parte especificada; e (ii) retomada todo-seleção especificada. O referente retomado e especificado pode variar desde um lexema até um tópico discursivo, ocorrendo principalmente em parágrafos anteriores. A relação especificadora desempenha um papel na coesão do referente Y, indicando um objeto discursivo.</p> Marcos Luiz Wiedemer Maria Eduarda Oliveira da Silva Copyright (c) 2025 Marcos Luiz Wiedemer, Maria Eduarda Oliveira da Silva https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2025-03-28 2025-03-28 16 3 399 417 10.46230/lef.v16i3.13684 Impacto do uso de objetos de aprendizagem no desenvolvimento da competência comunicativa em Libras https://revistas.uece.br/index.php/linguagememfoco/article/view/13795 <p>A disciplina de Libras é obrigatória nos cursos de licenciatura no Brasil e as questões metodológicas relacionadas à prática pedagógica deste contexto são ainda pouco exploradas. Buscando preencher essa lacuna, este trabalho tem o objetivo de verificar o impacto dos Objetos de Aprendizagem (OA), com ênfase nos materiais disponibilizados pelo Canal OBALIBRAS, no desenvolvimento da competência comunicativa dos licenciandos em Libras. Por meio de uma pesquisa-ação, aplicamos uma intervenção pedagógica utilizando OA e coletamos dados por meio de grelhas de avaliação, vídeos, questionários e relatórios. Os resultados indicam que os OA tiveram impacto na atividade de compreensão, produção e interação no nível A1, tal como preconizado no Quadro de Referência de Sousa <em>et al</em> (2020). Observamos progresso no reconhecimento de palavras e expressões simples, ocorrência de dialógos e bom desempenho em tarefas de produção. Também houve impacto significativo na aprendizagem da descrição de locais, características pessoais e objetos e melhoria na sinalização em Libras nas últimas aulas. A interação foi promovida por dinâmica e jogos que decorreram do uso de OA bem como do suporte dado pelo professor e, através desses, os aprendizes demonstraram capacidade de elaborar perguntas e respostas simples sobre temas conhecidos ou de necessidade imediata. Concluímos que quando os OA são combinados com uma abordagem pedagógica adequada e suporte contínuo, mostram-se eficazes no desenvolvimento da competência comunicativa em Libras no nível A1.</p> Lídia da Silva Marcelo Porto Copyright (c) 2025 Lídia da Silva, Marcelo Porto https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2025-03-28 2025-03-28 16 3 130 150 10.46230/lef.v16i3.13795 Editorial v. 16, n. 3, 2024. https://revistas.uece.br/index.php/linguagememfoco/article/view/15117 <p>A pluralidade de questões e temas na produção de conhecimento na Linguística Aplicada contemporânea como um campo de investigação tem sido produtiva, especialmente as que se relacionam às questões sobre a linguagem na vida real. É com bastante satisfação que a Revista Linguagem em Foco divulga essa pluralidade de temas nos artigos que compõem o número 3, do volume 16, fluxo contínuo.&nbsp; Com a colaboração de professores, pesquisadores e alunos de pós-graduação, reunimos dezenove artigos e uma resenha. As principais temáticas que são problematizadas nos artigos versam desde ensino-aprendizagem de línguas; reflexões sobre aplicações de teorias e questões metodológicas nos contextos de ensino-aprendizagem; estudos sobre os letramentos acadêmico e o crítico; estudos sobre produção textual colaborativa e produção criativa na educação básica; tradução; estudos sobre a interlíngua e sobre aspectos gramaticais à luz de uma teoria linguística. Essa diversidade ainda inclui artigos que discutem as mudanças na maneira de olhar o mundo e que questionam posições hegemônicas sociodiscursivas, os avanços das tecnologias e redes sociais que fazem parte de nossa rotina. Passamos a descrever os dezenove artigos científicos e a resenha de uma obra que compõem este número.</p> Equipe Editorial Linguagem em Foco Antonia Dilamar Araújo Débora Liberato Arruda Copyright (c) 2025 Equipe Editorial Linguagem em Foco; Antonia Dilamar Araújo , Débora Liberato Arruda https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2025-03-28 2025-03-28 16 3 4 11 10.46230/lef.v16i3.15117