ENTRE A NORMA URBANA E A RESISTÊNCIA: A ESPACIALIDADE DO COMÉRCIO AMBULANTE DE CONFECÇÃO NO CENTRO DE FORTALEZA – CEARÁ

Autores

  • Luiz Antônio Araújo Gonçalves

Palavras-chave:

Comércio ambulante de confecção, Produção do espaço urbano, Norma urbana, Formas de resistência

Resumo

A expansão do comércio ambulante nas cidades brasileiras produz impactos significativos nas suas dinâmicas, marcadas por uma relação quase sempre conflituosa entre os agentes do Poder Público, imbuídos da norma urbana, e a massa de trabalhadores vendedores ambulantes. Em geral, a ação desses trabalhadores envolve a adaptação de pontos de venda de mercadorias nos espaços públicos como forma de trabalho e sobrevivência na metrópole. O fenômeno da ocupação dos espaços públicos pelo comércio ambulante conduz a se refletir sobre a relação entre o trabalho informal e a cidade, principalmente no que se refere às implicações socioespaciais dessa forma de comércio no urbano. Este artigo pretende focalizar a atividade do comércio ambulante de confecção e sua espacialidade no Centro de Fortaleza à luz dos apontamentos teóricos de Henri Lefebvre, especialmente sob a óptica da dominação e apropriação do espaço público urbano. A relação do trabalho informal e a cidade nos mostra, com base na espacialidade conformada pelo comércio ambulante de confecção, as contradições do espaço urbano, que se originam na produção e estabelecem conflitos inevitáveis, marcados pela lógica segregadora da cidade.

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Publicado

2021-08-29

Como Citar

ARAÚJO GONÇALVES, L. A. . ENTRE A NORMA URBANA E A RESISTÊNCIA: A ESPACIALIDADE DO COMÉRCIO AMBULANTE DE CONFECÇÃO NO CENTRO DE FORTALEZA – CEARÁ. Revista GeoUECE, [S. l.], v. 3, n. 1 Especial, p. 128–148, 2021. Disponível em: https://revistas.uece.br/index.php/GeoUECE/article/view/6955. Acesso em: 16 abr. 2024.

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