Quand le collectif fait ressources

mobilisations de groupes d’habitantes de quartiers populaires et rapport aux institutions

Auteurs

DOI :

https://doi.org/10.46230/lef.v16i4.15233

Mots-clés :

groupes de femmes, mobilisation sociale, récits de résistance

Résumé

L'article analyse les changements intervenus dans la vie des femmes et dans leurs relations avec les institutions sociales à la suite de la confrontation à des exigences telles que leur relation avec l'école, le logement social, l'employabilité et le travail, entre autres. Il s'agit d'une étude qualitative, ethnographique et sociologique qui a été développée en suivant ces collectifs, leurs débats, leurs récits et leurs mobilisations. Les groupes sont constitués de femmes issues des fractions inférieures des classes populaires et vivant dans des quartiers populaires de la périphérie de la ville de Lyon, en France. L'étude de ces groupes révèle la production de ressources qui n'existent pas pour chaque membre pris isolément. Ces ressources constituent aussi une « résistance objective » à la domination. Ce suivi et cette recherche montrent les effets de la socialisation et le développement d'un ensemble de ressources mobilisables par le collectif et par chacune des participantes, notamment dans leurs relations avec les institutions. Ces mobilisations induisent ainsi un processus de (re)qualification symbolique qui s'inscrit d'emblée dans le projet d'annoncer publiquement un autre discours sur la vie des habitants des quartiers populaires.

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Bibliographies de l'auteur

Daniel Thin , Université Lumière Lyon 2

Mestre em Sociologia (1988) e Doutor em Sociologia (1994), ambos pela Université Lumière Lyon 2. Titular de uma habilitation à diriger des recherches HDR (2010). Atualmente é Professeur des Universités (1ère classe) - Université Lumiere Lyon 2. Tem experiência na área de Sociologia, com ênfase em Sociologie générale. Suas pesquisas concentram-se sobre a socialização, os processos e as lógicas de socialização, as confrontações entre lógicas socializadoras, as classes populares e a escolarização, as relações entre os dominados e as instituições, os recursos próprios dos mais dominados e, mais recentemente, as mobilizações sociais e políticas nas frações inferiores das classes populares, notadamente as mobilizações de grupos de mulheres de bairros populares. 

Cláudia Régia Damasceno Chaves, Universidade Estadual do Ceará (UECE)

Atualmente é professora Adjunta I da Faculdade de Educação, Ciências e Letras do Sertão Central - FECLESC da UECE. Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Língua Francesa. É Mestre e Doutora em Linguística Aplicada pela Universidade Estadual do Ceará. 

Sandra Maria Gadelha de Carvalho, Universidade Estadual do Ceará (UECE)

Doutora em Educação pela Universidade Federal do Ceará (2006). Com bolsa do CNPq, fez estágio de pós-doutorado na École des Hautes Études en Sciences Sociales-EHESS / Paris, sob orientação do Prof. Michael Löwy (2012/2013). Professora Associada da Universidade Estadual do Ceará -UECE, no Centro de Educação -CED, campus do Itaperi/UECE, e no Mestrado Acadêmico Intercampi em Educação e Ensino (MAIE/UECE), que a partir de 2025, com aprovação do Curso de Doutorado, passa a denominar-se Programa de Pós Graduação em Educação e Ensino (PPGEEN)/UECE.

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Publiée

2025-03-20

Comment citer

THIN , D.; CHAVES, C. R. D.; CARVALHO, S. M. G. de. Quand le collectif fait ressources: mobilisations de groupes d’habitantes de quartiers populaires et rapport aux institutions . Revista Linguagem em Foco, Fortaleza, v. 16, n. 4, p. 251–270, 2025. DOI: 10.46230/lef.v16i4.15233. Disponível em: https://revistas.uece.br/index.php/linguagememfoco/article/view/15233. Acesso em: 3 avr. 2025.

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