Idiossincrasias Da Educação Bancária Na Era Da Inteligência Artificial: Da Opressão Tradicional À Governamentalidade Algorítmica – Parte 1
DOI:
https://doi.org/10.52521/b7wjqw28Schlagwörter:
Freire, Educação Bancária, Educação Fintechzária, Algoritmização educacional, Governamentabilidade digitalAbstract
O presente artigo é a primeira publicação de um arco investigativo mais amplo que se debruça sobre um exame detalhado das oito idiossincrasias constituintes do conceito de Educação Bancária apresentada por Freire na Pedagogia do Oprimido de 1968. Com o objetivo de demonstrar a atualidade das teses freireanas articular-se-á a análise pormenorizada do primeiro dos corolários desse modelo antieducacional com os desafios contemporâneos em face da apropriação não-reflexiva dos mecanismos de tecnologia informacional e/ou IA nos ambientes educacionais. A partir de uma abordagem exploratória, apresentar-se-á um estudo comparado tomando a Filosofia da Educação freireana como fio condutor investigativo para propor um diagnóstico das formas contemporâneas de educação opressora – aqui denominada, na esteira de um diálogo atualizado com a obra de Freire, de “Educação Fintechzária”. As principais contribuições do presente trabalho que se pretende apresentar são aquelas que apontam para a imprescindível colaboração que o pensamento freireano pode estabelecer ao realizar um diagnóstico das características do atual estado-de-coisas educacional que parece hiperinflacionado com a presença massiva e indiscriminada de mecanismos de IA. Deste modo, assim como havia oito elementos idiossincráticos da educação bancária, no contexto do início do último quarto do Séc. XX, também é possível demonstrar o conjunto de oito pressupostos que denunciam as estratégias de algoritmização educacional e governamentabilidade digital do início deste segundo quarto do Séc. XXI.
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Literaturhinweise
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