Currículo afrorreferenciado e o selo escola antirracista:
política, limites e disputas
DOI:
https://doi.org/10.33241/cadernosdogposshe.v9i1.16746Parole chiave:
Currículo Afrorreferenciado; Educação Antirracista; Epistemicídio; Selo Escola Antirracista.Abstract
O artigo analisa o currículo afrorreferenciado como estratégia de enfrentamento ao racismo estrutural e ao epistemicídio na educação básica brasileira. A partir do estudo de caso da Escola Municipal Maria Felipa e da implementação do Selo Escola Antirracista no estado do Ceará, a pesquisa discute os limites e possibilidades da política pública voltada à promoção da justiça curricular. Com base em abordagem qualitativa e perspectiva decolonial, examinam-se os dispositivos simbólicos que sustentam a exclusão das epistemologias negras do espaço escolar. Argumenta-se que o currículo é um território de disputa, e sua afrorreferenciação exige a ruptura com paradigmas eurocentrados, reorganizando conteúdos, metodologias, práticas avaliativas e relações pedagógicas. O artigo aponta para a importância da formação docente crítica, do financiamento público e da articulação com movimentos sociais como elementos fundamentais à efetividade da política. Conclui-se que o Selo pode ser um catalisador de transformações estruturais rumo à equidade racial nas escolas.
Riferimenti bibliografici
ALMEIDA, Silvio. Racismo estrutural. São Paulo: Pólen, 2019. 264 p. ISBN 978-85-98349-75-6
ALMEIDA, F. S. DE .; SOUZA, A. M. R. DE .; GIORGI, M. C.. PRÁTICAS ANTIRRACISTAS NA FORMAÇÃO DOCENTE: RUPTURAS EPISTEMOLÓGICAS E PRODUÇÃO DE SUBJETIVIDADES EM DISCURSOS ACADÊMICOS DISCENTES. Linguagem em (Dis)curso, v. 22, n. 2, p. 277–295, maio 2022.
ARROYO, Miguel. Ofício de mestre: imagens e autoimagens. 15. ed. Petrópolis: Vozes, 2013.
APPLE, Michael. Ideologia e currículo. 3. Porto Alegre, Bookman, 2006.
BOGDAN, R.C; BIKLEN, S.K. Investigação qualitativa em educação: uma introdução à teoria dos métodos. Porto: Porto Editora. LDA. 1994.
CARNEIRO, Aparecida Sueli. A construção do outro como não-ser como fundamento do ser. 2005. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2005. . Acesso em: 29 maio 2025.
DENZIN, Norman K.; LINCOLN, Yvonna S. Handbook of Qualitative Research. 3rd ed. Thousand Oaks, CA: Sage Publications, 2005.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
GOMES, Nilma Lino; JESUS, Rodrigo Ednilson de. As práticas pedagógicas de trabalho com relações étnico-raciais na escola na perspectiva da Lei 10.639/2003: desafios para a política educacional e indagações para a pesquisa. Educar em Revista, Curitiba, n. 47, p. 19–33, jan./mar. 2013. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0104-40602013000100003
HOOKS, Bell. Ensinando a transgredir: a educação como prática da liberdade/ bell hooks; tradução de Marcelo Brandão Cipolla. - São Paulo : Editora WMF Martins Fontes, 2013.
KILOMBA, Grada. Memórias da plantação: episódios de racismo cotidiano. Rio de Janeiro: Cobogó, 2019.
MBEMBE, Achille. Critique de la raison nègre. Paris: La Découverte, 2013.
MIGNOLO, Walter D. Histórias locais / projetos globais: colonialidade, saberes subalternos e pensamento liminar. 1. ed. Tradução: Eliana Lorenzetti, Miguel Retondar e Sergio Uribe. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2003. 505 p. ISBN 978-8570413239.
MIGNOLO, Walter D. Desobediência epistêmica: a opção descolonial e o significado de identidade em política. Traduzido por Ângela Lopes Norte. Cadernos de Letras da UFF, v. 34, p. 287-324, 2008. Dossiê: Literatura, língua e identidade.
MOREIRA, Antonio Flávio Barbosa ; SILVA, Tomaz Tadeu da. Currículo, cultura e sociedade. 3. ed. São Paulo: Cortez, 1999. 154 p. ISBN 85-249-0546-8.
SANTOS, B. DE S.. Para além do pensamento abissal: das linhas globais a uma ecologia de saberes. Novos estudos CEBRAP , n. 79, pág. 71–94, nov. 2007.
SANTOS, Elisabete Figueroa dos; PINTO, Eliane Aparecida Toledo; CHIRINÉA, Andréia Melanda. A Lei nº 10.639/03 e o epistemicídio: relações e embates. Educação & Realidade, Porto Alegre, v. 43, n. 3, p. 949-967, jul./set. 2018. Disponível em: https://doi.org/10.1590/2175-623665332. Acesso em: 29 maio 2025
SACRISTÁN, José Gimeno. O currículo: uma reflexão sobre a prática. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.
SANTOS, Boaventura de Sousa. Descolonizar la universidad: El desafío de la justicia cognitiva global. [Tradução de Paula Vasile] Ciudad Autonoma de Buenos Aires: CLACSO, 2021. Disponible em: https://www.clacso.org/wp-content/uploads/2021/09/Descolonizar-universidad.pdf. Acesso em 29 mai. 2025.
YIN, Robert K. Estudo de caso: planejamento e métodos. 2. ed. Porto Alegre: Bookman, 2001.
WALSH, Catherine. (2009). Interculturalidad Crítica y Pedagogía De-Colonial: Apuestas (Des)De El In-Surgir, Re-Existir y Re-Vivir. Educação On-Line, (4). Recuperado de https://educacaoonline.edu.puc-rio.br/index.php/eduonline/article/view/1802
##submission.downloads##
Pubblicato
Come citare
Fascicolo
Sezione
Licenza
Copyright (c) 2025 Taccuini GPOSSHE

TQuesto lavoro è fornito con la licenza Creative Commons Attribuzione 4.0 Internazionale.
Os autores possuem direitos autorais, sem restrição, aos seus textos. Os Cadernos do GPOSSHE On-line permitem ao autor os direitos de publicação. Os conceitos emitidos em artigos assinados são de absoluta e exclusiva responsabilidade de seus autores.
Todo o conteúdo da Revista Cadernos Gposshe On-Line é aberto para acesso público, propiciando maior visibilidade, alcance e disseminação dos trabalhos publicados.















