Cadernos do GPOSSHE On-line
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<p><em>Os Cadernos do GPOSSHE On-line</em> são uma publicação semestral do Grupo de Pesquisa Ontologia do Ser Social, História, Educação e Emancipação Humana – GPOSSHE, que faz parte do Instituto de Estudos e Pesquisas do Movimento Operário – IMO. O GPOSSHE está vinculado ao Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade Estadual do Ceará (PPGE-UECE). Seu objetivo é tornar público artigos resultantes de estudos e pesquisas e abordem temas de ciências humanas, em particular de educação, história e questão social, a partir das coordenadas teóricas do humanismo, do historicismo concreto e da razão dialética. Também compõem o escopo da revista a publicação de resenhas de obras relevantes para os debates nas referidas áreas, sejam elas de autores(as) nacionais ou estrangeiros(as). </p> <p><span style="vertical-align: inherit;"><strong><em>Qualis</em> A4</strong> Educação (CAPES 2021/2024)<br />Prefixo DOI: 10.33241<br />e-ISSN: 2595-7880 | ISSN: 2595-7880</span></p>Universidade Estadual do Cearápt-BRCadernos do GPOSSHE On-line2595-7880<p>Os autores possuem direitos autorais, sem restrição, aos seus textos. Os <em>Cadernos do GPOSSHE On-line</em> permitem ao autor os direitos de publicação. Os conceitos emitidos em artigos assinados são de absoluta e exclusiva responsabilidade de seus autores.<br /><br />Todo o conteúdo da Revista Cadernos <em>Gposshe On-Line</em> é aberto para acesso público, propiciando maior visibilidade, alcance e disseminação dos trabalhos publicados.</p>O projeto de formação de professores da Fundação Lemann
https://revistas.uece.br/index.php/CadernosdoGPOSSHE/article/view/17348
<p>O presente estudo analisa o projeto de formação de professores idealizado pela Fundação Lemann, concebida como um aparelho privado de hegemonia. Para tanto, utilizou-se pesquisa bibliográfica e abordagem qualitativa, bem como análise documental. As parcerias público-privadas, instituídas pela Lei n.º 11.079/2004, configuram-se como um novo mecanismo de privatização e mercantilização da educação, legitimando a atuação de famílias, grupos corporativos, fundações empresariais e organizações não governamentais. Nesse contexto, a Fundação Lemann exerce forte influência sobre políticas públicas de formação docente, currículo e avaliação. Por meio da Associação Nova Escola, promove mecanismos de captação de recursos e controle sobre a subjetividade docente e da nova classe trabalhadora. O projeto de formação docente proposto pela Fundação apresenta-se de forma pragmática, fragmentada e subordinada às demandas mercadológicas, cristalizando a construção de um “professor gerenciado”.</p>Patric Anderson Gomes da SilvaKátia Regina Rodrigues LimaMauricio de Oliveira PaulaEmmanoel Lima Ferreira
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2026-02-152026-02-1510110.33241/cadernosdogposshe.v10i1.17348A resistência dos saberes afro-brasileiros e indígenas como fundamento de uma pedagogia anticolonial
https://revistas.uece.br/index.php/CadernosdoGPOSSHE/article/view/17244
<p>O presente artigo analisa a resistência dos saberes afro-brasileiros e indígenas como fundamento para a constituição de uma pedagogia anticolonial no contexto educacional brasileiro. Partindo do reconhecimento de que a escola moderna se estruturou a partir da matriz colonial, o estudo problematiza as formas de silenciamento epistêmico que historicamente marginalizaram racionalidades negras e indígenas no campo do conhecimento. A investigação mobilizou literatura de caráter crítico e de vertente decolonial, bem como marcos normativos que tratam da inserção das relações étnico-raciais no currículo, com destaque para as Leis nº 10.639/2003 e nº 11.645/2008. Os resultados demonstram que tais saberes constituem não apenas formas de resistência, mas matrizes civilizatórias produtoras de teoria, cultura e modos próprios de existência, capazes de sustentar projetos educativos comprometidos com a justiça cognitiva e com a democratização do currículo. Conclui-se que a pedagogia anticolonial não se realiza pela mera inclusão temática, mas pela reconfiguração dos critérios de validade epistêmica que organizam o sistema escolar. O artigo sugere a ampliação de pesquisas que examinem as implicações dessa perspectiva na formação docente e nas práticas curriculares de escolas públicas e comunitárias.</p>Francisco Renato Silva FerreiraMarlene Menezes de Souza Teixeira
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