Filtros de imagem e padronizações raciais

considerações sobre racismo algorítmico, realidade aumentada e ensino de língua inglesa

Auteurs

DOI :

https://doi.org/10.46230/lef.v17i3.16068

Mots-clés :

filtros de imagem, inteligência artificial, realidade aumentada, racismo algorítmico

Résumé

O uso de filtros de imagem, potencializado por tecnologias de inteligência artificial (IA), tornou-se prática comum em redes sociais. Construídos com tecnologias de Realidade Aumentada (RA), esses filtros sobrepõem elementos digitais ao mundo físico em tempo real (Peddie, 2017) e, ao mesmo tempo em que entretêm, reforçam padrões estéticos excludentes (Noble, 2018). Ao favorecer traços embranquecidos, essas ferramentas podem afetar negativamente a autoestima de pessoas negras, produzindo formas de racismo algorítmico (Silva, 2020). Motivado pelo uso recorrente dessas tecnologias por estudantes negros, este artigo busca compreender como uma educação decolonial (Canagarajah, 1999; Josiowicz et al., 2025; Landulfo; Matos, 2022) pode contribuir para desconstruir estereótipos racistas reproduzidos por esses recursos. Para isso, desenvolvemos um ensaio autoetnográfico (Chang, 2008; Adams; Jones; Ellis, 2015; Silva, 2022), de abordagem qualitativa e natureza descritiva (Paiva, 2019), dialogando com nossas vivências pedagógicas e digitais. A sequência didática construída promoveu o debate sobre identidade racial e imagem, revelando que estudantes negros se sentem invisibilizados ou alterados por filtros que não reconhecem suas feições. Também identificamos que o uso crítico da língua inglesa, aliado à escuta sensível e à análise de códigos visuais, favorece a ressignificação dessas experiências. Concluímos que é por meio do diálogo, da representatividade e da problematização crítica que uma educação decolonial pode transformar a aula de língua inglesa em espaço de resistência, pertencimento e reconstrução identitária (Pinheiro, 2023).

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Bibliographies de l'auteur

Inês Cortes da Silva, Universidade Federal de Sergipe (UFS)

Doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Sergipe (UFS), Brasil, onde também obteve o título de Mestra em Educação. Atualmente, é professora de língua inglesa no ensino médio da rede pública de Sergipe e integrante do grupo de pesquisa TECLA: Tecnologias, Educação e Linguística Aplicada da UFS.

Giulia Pereira Santos, Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS)

Graduada em Letras Português-Inglês pela Universidade Federal de Sergipe (UFS - 2020), mestre em Educação com bolsa CAPES (UFS - 2022) e doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGED-UFS) na linha de pesquisa Tecnologias, Linguagens e Educação, com período sanduíche na Virginia Commonwealth University (VCU), nos Estados Unidos, também com bolsa CAPES. Atualmente, é professora assistente efetiva da Universidade Estadual de Feira de Santana, lotada no Departamento de Letras e Artes. Tem experiência na área de Letras, com ênfase nos seguintes temas: multiletramentos, linguística aplicada, ensino de língua inglesa e tecnologias. É também participante do grupo de estudos e pesquisas TECLA: Tecnologias, Educação e Linguística Aplicada (UFS/CNPq), bem como do projeto de pesquisa Núcleo de Línguas do Idiomas sem Fronteiras na UEFS: políticas de línguas institucionais e a construção de espaços plurilíngues.

Jayne dos Santos Oliveira, Universidade Federal de Sergipe (UFS)

Professora de língua inglesa, graduada em letras português- inglês pela Universidade Federal de Sergipe (UFS) e Mestra em Educação pelo programa de pós-graduação em Educação (PPGED -UFS). Atualmente é integrante do grupo de pesquisa TECLA: Tecnologias, Educação e Linguística Aplicada (UFS/CNPq) e atua na rede privada de ensino.

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Publiée

2025-12-10

Comment citer

SILVA, I. C. da; SANTOS, G. P.; OLIVEIRA, J. dos S. Filtros de imagem e padronizações raciais: considerações sobre racismo algorítmico, realidade aumentada e ensino de língua inglesa. Revista Linguagem em Foco, Fortaleza, v. 17, n. 3, p. 146–167, 2025. DOI: 10.46230/lef.v17i3.16068. Disponível em: https://revistas.uece.br/index.php/linguagememfoco/article/view/16068. Acesso em: 27 janv. 2026.