COGNIÇÕES DE ALUNAS-PROFESSORAS: O TORNAR-SE PROFESSORA DE INGLÊS POR MEIO DE PRÁTICAS REFLEXIVAS

  • Josimayre Novelli Coradim UEM
Palavras-chave: Formação docente inicial, Língua Inglesa, Estágio Supervisionado, Cognição

Resumo

Este artigo tem por objetivo apresentar parte de resultados de uma pesquisa doutoral na área da Linguística Aplicada, no campo de formação docente inicial, tendo como foco cognições de alunas-professoras (AP) durante o desenvolvimento do estágio curricular supervisionado de inglês. O objetivo da pesquisa foi promover reflexões e ações interligadas à prática docente das AP, bem como favorecer a produção de conhecimento teórico e prático acerca do papel do professor e do processo de ensinar e aprender inglês durante o estágio supervisionado (educação inicial), estendendo-se às suas práticas como futuras professoras (educação continuada). Os dados foram gerados com base em orientações realizadas antes e após as aulas ministradas, em uma perspectiva teórico-metodológica da pesquisa-ação, especificamente no engajamento das AP na proposta de ação-reflexão apresentada pelo ciclo ALACT de Korthagen (2001). As cognições comportamentais ou mentais das AP foram analisadas de modo que pudessem vivenciar práticas docentes reflexivas e compreender o processo de ensinar e aprender uma língua estrangeira. Como resultado, evidenciou-se uma prática docente marcada por ações (re)pensadas e por tomadas de decisões altamente conscientes. Além disso, ao adotar a cognição como unidade de análise, percebeu-se que ela está intrinsicamente relacionada ao que os professores pensam, acreditam e sabem, bem como com as relações dessas construções mentais no que se refere à prática do professor em sala de aula.

Publicado
2018-06-09
Seção
Artigos