György Lukács e os limites da democratização do socialismo soviético

Autores/as

  • Claudinei Cássio de Rezende Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.33241/cadernosdogposshe.v1i1.413

Resumen

György Lukács, diante da possibilidade de influenciar positivamente nos rumos da democratização do socialismo real, especialmente da União Soviética, nos anos 1960, interrompe seus escritos da Ontologia e redige um ensaio sobre a democratização, que levou o nome de Demokratiesierungschrift [Escrito sobre a democratização], e que foi submetido ao Partido Comunista Húngaro com sua consequente censura e indeferimento para publicação. Não obstante a crítica lukácsiana ao socialismo realmente existente e sua evocação a uma virtual democracia socialista, sua posição em relação à transição socialista no Leste Europeu é demasiada branda e desconsidera a factual não ultrapassagem do modo de produção do capital nas sociedades de transição pós-capitalistas.

Biografía del autor/a

  • Claudinei Cássio de Rezende, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

    Doutor em ciências sociais. Professor de História da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP).

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Publicado

2018-10-11

Número

Sección

Dossiê Lukács

Cómo citar

György Lukács e os limites da democratização do socialismo soviético. Cuadernos de GPOSSHE, [S. l.], v. 1, n. 1, p. 49–92, 2018. DOI: 10.33241/cadernosdogposshe.v1i1.413. Disponível em: https://revistas.uece.br/index.php/CadernosdoGPOSSHE/article/view/521. Acesso em: 22 apr. 2026.