A (im)possibilidade de representação do horror

um enlace entre filosofia, cinema e psicanálise

Autores

DOI:

https://doi.org/10.33241/cadernosdogposshe.v6i1.8447

Palavras-chave:

Biopolítica, Campo, Muçulmano, Shoah, Psicanálise

Resumo

Este trabalho tem como objetivo tensionar a (im)possibilidade da representação do horror, através de um fio condutor que perpassa a filosofia, o cinema e a psicanálise. Para tal, serão abordados, através de revisão bibliográfica, os conceitos de poder soberano e biopolítica, presentes na obra de Foucault. Avançaremos com Agamben e incluiremos na discussão as ideias de estado de exceção, campo, vida nua, muçulmano e testemunho. Priorizando o diálogo e o atravessamento entre os três saberes, abordaremos o real lacaniano e o trauma na psicanálise. O pano de fundo desse movimento será o filme de Claude Lanzmann, Shoah, de 1985. Conclui-se que a obra de Lanzmann é uma das formas de lidar com a im(possibilidade) de representação do horror, a partir da sua escolha em não ficcionalizar a violência absoluta.

Biografia do Autor

Rinália Taís Benini, Universidade do Vale do Rio dos Sinos, UNISINOS

Pós-graduanda em Psicanálise: Prática e Teoria, na Universidade do Vale do Rio dos Sinos - UNISINOS. Graduada em Psicologia pela Universidade de Caxias do Sul - UCS.

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Publicado

2022-07-18

Como Citar

BENINI, R. T. A (im)possibilidade de representação do horror : um enlace entre filosofia, cinema e psicanálise . Cadernos do GPOSSHE On-line, [S. l.], v. 6, n. 1, 2022. DOI: 10.33241/cadernosdogposshe.v6i1.8447. Disponível em: https://revistas.uece.br/index.php/CadernosdoGPOSSHE/article/view/8447. Acesso em: 13 ago. 2022.

Edição

Seção

Fluxo Contínuo