60 anos depois

os(as) historiadores(as) e o golpe de 1964

Autores

  • Fábio José Cavalcanti de Queiroz Universidade Regional do Cariri (URCA)
  • Eilane Régia Duarte Lourenço Universidade Regional do cariei (URCA)

DOI:

https://doi.org/10.33241/cadernosdogposshe.v8i1.13386

Palavras-chave:

Golpe de 1964, Revisionismo, Crítica historiográfica, Ditadura Militar, História Política

Resumo

O debate proposto neste artigo tem como fio condutor o golpe de Estado de 1964, no Brasil, e, mais especificamente, as controvérsias à sua volta, tendo em conta os 60 anos que nos separam desse acontecimento, no qual os militares, o empresariado e os seus partidários substituíram a democracia política por uma autocracia. Toda discussão repousa em uma reflexão historiográfica na qual um dos anéis da cadeia é a crítica ao revisionismo que se apoderou dos debates e das interpretações acerca desse período. Em suma, trata-se não só de um estudo das responsabilidades dos militares e da burguesia nos fatos históricos de seis décadas atrás, mas de uma crítica teórica e historiográfica aos esbulhos revisionistas.

Métricas

Carregando Métricas ...

Biografia do Autor

Fábio José Cavalcanti de Queiroz, Universidade Regional do Cariri (URCA)

Possui graduação em História pela Universidade Regional do Cariri (1992), Mestrado em Sociologia pela Universidade Federal do Ceará (2002), Doutorado em Sociologia e Pós-Doutorado em Educação pela Universidade Federal do Ceará/UFC (2010 e 2016). É Professor Associado da Universidade Regional do Cariri, atuando na graduação e pós-graduação (ProfHistória) e tem experiência na área de História, com ênfase nos seguintes temas: Governos militares autocráticos na América Latina, Questão Agrária na América Latina, O Impresso e o Ensino de História, Marxismo e Teoria da História, Classes sociais e História do Movimento Sindical. Como Sociólogo, insere-se no âmbito da Sociologia Política. É líder do Grupo de Pesquisa Marx, Classes Sociais, Estado, Ideologia e Revolução (URCA); atua como pesquisador nos seguintes grupos: Ontologia do Ser Social, História, Educação e Emancipação Humana - UECE; Núcleo de Estudos em História Social e Ambiente - NEHSA - URCA; Eixo Marxismo, Teoria Crítica e Filosofia da Educação - Linha Filosofia e Sociologia da Educação-FILOS/UFC, nos grupos de pesquisa Núcleo de Estudos Sociais, Políticos e Econômicos - NESPE, da Universidade Federal do Ceará e Grupo de Estudos Marxistas - GEM, da Universidade Federal do Ceará. (ORCID:https://orcid.org/0000-0002-9851-3423).

Eilane Régia Duarte Lourenço, Universidade Regional do cariei (URCA)

Possui graduação em HISTÓRIA pela Universidade Regional do Cariri (2011). É especialista em Metodologias do Ensino de História pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), e especialista em Avaliação Educacional pela Faculdade Sertão Central - FASEC (2022). É membro da Comunidade Professor Autor, Professora temporária - Secretaria da Educação Básica do Ceará e Historiadora - Secretaria da Cultura do Estado do Ceará, atuando principalmente nos seguintes temas: Avaliação Educacional, Ensino de História, Formação de Professores. Atualmente cursa Mestrado em Ensino de História pela Universidade Estadual do Rio Grande do Norte - UERN.

Referências

BÉDARIDA, François. Tempo presente e presença da história. In: MORAES, Marieta de; AMADO, Janaína (org.). Usos e abusos da história oral. Tradução de Luiz Alberto Monjardim et.al. 3.ed. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2000.

DREIFUSS, René Armand. 1964: a conquista do Estado – ação política, poder e golpe de classe. Tradução de Ayeska Branca de Oliveira Farias. 3.ed. Petrópolis: Vozes, 1981.

DROSDOFF, Daniel. Linha dura no Brasil – o governo Médici (1969-1974). Tradução de Norberto de Paula. São Paulo: Global, 1986.

FIGUEIREDO, Argelina C. Democracia e reformas: a conciliação frustrada. In: Caio Navarro de Toledo (org.). 1964: visões críticas do golpe. Campinas: Editora da Unicamp, 1997.

GASPARI, Elio. A ditadura envergonhada. São Paulo: Companhia das Letras, 2002.

GASPARI, Elio. A ditadura escancarada. São Paulo: Companhia das Letras, 2002.

HOBSBAWM, Eric. Sobre história. Tradução Cid Knipel Moreira. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.

KAKUTANI, Michico. A morte da verdade: notas sobre a mentira na era Trump. Tradução de André Czarnobai e Marcela Duarte. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2018.

MENDES, Fernanda Coelho. A "fiadora do governo”: as crônicas de Rachel de Queiroz na revista O cruzeiro (1960-1975), Dissertação (Mestrado em História). Universidade Federal do Rio de Janeiro (UniRio), Rio de Janeiro: 2017.

QUEIROZ, Fábio José de. 1964: o dezoito de brumário da burguesia brasileira, São Paulo: Sundermann, 2015.

TOLEDO, Caio Navarro de (org.). 1964: visões críticas do golpe. Campinas, SP: Edições da Unicamp, 1997.

TOLEDO, Caio Navarro de. Falácias sobre o golpe de Estado de 1964, Crítica marxista n.19, Campinas: Editora Revan, 2004.

Downloads

Publicado

2024-06-23

Como Citar

QUEIROZ, F. J. C. de; LOURENÇO, E. R. D. 60 anos depois: os(as) historiadores(as) e o golpe de 1964. Cadernos do GPOSSHE On-line, [S. l.], v. 8, n. 1, 2024. DOI: 10.33241/cadernosdogposshe.v8i1.13386. Disponível em: https://revistas.uece.br/index.php/CadernosdoGPOSSHE/article/view/13386. Acesso em: 13 jul. 2024.

Edição

Seção

Fluxo Contínuo