Hannah Arendt e os sentidos de ser do mundo - pertencimento e origem

Autores

  • Lucas Barreto Dias

DOI:

https://doi.org/10.52521/kg.v23i1.16828

Palavras-chave:

Ser do mundo, Ser da Terra, Mundo de coisas, Política, Pluralidade

Resumo

Em seu derradeiro livro, A vida do espírito, Hannah Arendt faz uso do conceito de “ser do mundo” como forma de interpretar nossa relação com a realidade, a aparência e sua pluralidade constitutiva. O conceito, contudo, não é ostensivamente desenvolvido. Frente a isso, o objetivo deste texto é examinar o que significa não apenas ser e estar no mundo, mas ser do mundo. O argumento se desenvolve ressaltando o caráter de pertencimento e estranhamento frente à situação de alienação do mundo e da Terra descrita por Arendt em A condição humana. A hipótese é a de que ser do mundo expressa tanto uma relação mais originária entre os seres humanos e a Terra, em sentido natural, quanto ao mundo artificial de coisas; bem como diz respeito a um sentido político de pertencer a uma comunidade e partilhar o mundo intersubjetivamente, assim como se afirma e realiza através da ação política. Por fim, o texto aponta para a tentativa de pensar uma reconciliação com o mundo sob o duplo signo de ser do mundo em uma crítica à alienação do mundo.

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Publicado

2026-01-03

Como Citar

DIAS, L. B. Hannah Arendt e os sentidos de ser do mundo - pertencimento e origem. Kalágatos , [S. l.], v. 23, n. 1, p. eK26011, 2026. DOI: 10.52521/kg.v23i1.16828. Disponível em: https://revistas.uece.br/index.php/kalagatos/article/view/16828. Acesso em: 9 jan. 2026.

Edição

Seção

Hannah Arendt: Política, direito e educação