O Estado anti-indígena

da colônia ao novo golpe

Palavras-chave: Política indigenista, Povos indígenas, Conflitos étnicos, Estado brasileiro

Resumo

O presente artigo tem por objetivo traçar as linhas gerais do indigenismo no Brasil a partir da percepção do Estado como um ente reprodutor e perpetuador das atuais contradições do capital e da sociedade. Ao mesmo tempo em que são afetados por um modelo de desenvolvimento que os considera como entrave à modernidade e à soberania nacional, os índios fortalecem sua atuação política e participativa nos processos de tomada de decisão.

Biografia do Autor

Luís Gustavo Guerreiro Moreira, UECE

É doutorando do curso de Políticas Públicas na Universidade Estadual do Ceará (UECE). Mestre em Sociologia e bacharel em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Ceará. Ocupa atualmente o cargo de indigenista especializado na Fundação Nacional do Índio - Funai. Tem experiência em docência na área de Ciência Política e Sociologia dos cursos de graduação da Universidade Aberta do Brasil UAB pela Universidade Federal do Ceará. Dedica-se a estudos na área de Sociologia Política, com ênfase em teoria das nacionalidades, em estudos estratégicos e política indigenista, atuando nos seguintes temas: formação das nações, instituições militares, mudanças nos aparatos de defesa, políticas indigenistas e fronteiras nacionais. Atua como pesquisador do Observatório das Nacionalidades e como editor executivo do periódico científico Tensões Mundiais. Também é pesquisador filiado à Associação Brasileira de Estudos da Defesa - ABED.

Maria Augusta Assirati

Graduada em Direito pela Universidade Paulista e mestra em Saúde Pública pela Fundação Oswaldo Cruz. Foi diretora de Promoção ao Desenvolvimento Sustentável e presidente da Fundação Nacional do Índio – Funai nos anos de 2013/2014.

Publicado
2020-01-06