RITA LEE E A CENSURA DITATORIAL ÀS SUAS LETRAS E PERFORMANCES

SUBVERSÃO E OUSADIA EM TEMPOS SOMBRIOS

Autores

Palavras-chave:

Ditadura Civil-Militar no Brasil, Censura, Rock Nacional, Rita Lee

Resumo

Rita Lee emergiu em um Brasil sob ditadura militar, destacando-se como compositora, instrumentista, cantora e escritora, tornando-se uma das artistas de maior vendagem no país. Apesar da sua popularidade, suas letras foram censuradas por confrontarem “a moral e os bons costumes” vigentes. Em sua obra, apresentou-se sempre como uma mulher em conflito com a normatividade do seu tempo, disputando espaços na sociedade e no cenário musical. Suas canções questionam papéis femininos preestabelecidos, promovendo representações que contribuíram, naquele momento — como atemporalmente —, para a conscientização sobre a condição social da mulher. Mesmo após a abertura política, na década de 1980, continuou sendo alvo de censura. Além disso, foi presa durante o período, enfrentando negligência mesmo estando gestante. Este estudo analisa a sua trajetória e poética musical, enfocando a censura que se teve para com ela e sua arte, a prisão e representações que ela fez do feminino, à luz de Lima (2019), Gohl (2014), Matos (1997) e Paranhos (2019), evidenciando as dificuldades de ser mulher e artista naquele contexto repressivo.

Biografia do Autor

  • Gisele da Silva Souza, PUC-SP

    Possui graduação em Letras - Português e Inglês pela Universidade Ibirapuera (2008), graduação em História pelo Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas (2012), em Pedagogia pela Universidade Virtual do Estado de São Paulo (2022) e Geografia pela Faculdades Integradas Campos Salles (2025), especialista em História, Sociedade e Cultura pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2016), em Filosofia para o Ensino Médio pela Universidade Federal de São Paulo (2022) e em As Áfricas e suas Diásporas (2025). Mestre em História Social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo como bolsista Capes (2018). Atualmente é doutoranda em História Social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo como bolsista CNPq e professora efetiva de História e Língua Portuguesa no ensino fundamental e médio no Governo do Estado de São Paulo. Tem experiência na área de História, Língua Portuguesa e editoração.

  • Ana Luiza Rios Martins, UECE

    Doutora em História - UFPE, com bolsa CNPq. Leciona no curso de Graduação em História da UAB-UECE e nos cursos de Pós-Graduação lato sensu em História do Brasil, da UVA-IDJ e Educação Patrimonial, do IPN-RJ. Participa do Grupo de Pesquisa HISTOR - Núcleo de Estudos sobre Teoria da História e História da Historiografia, da UFRRJ e do CORPUS - Grupo de Estudos e Pesquisas em História dos Corpos e Sensibilidades, da UFRN, ambos vinculados ao CNPq. Coordena o GT de História Cultural da ANPUH-CE. Tem experiência na área de História, com ênfase em Teoria e Metodologia da História, História da Historiografia e História e Música.

Referências

GOHL, M. Tropicalismo e Contracultura no Brasil. São Paulo: UNESP, 2014.

LEE, R. Rita Lee: Autobiografia. Rio de Janeiro: Globo, 2016.

LIMA, A. Censura e Música no Brasil: 1964-1985. São Paulo: Editora UNESP, 2019.

MATOS, C. O Rock Nacional e a Ditadura Militar. Rio de Janeiro: FGV, 1997.

PARANHOS, L. Mulheres e Música Popular Brasileira. São Paulo: Hucitec, 2019.

PEDRO, M. História do Feminismo no Brasil. São Paulo: Contexto, 2012.

PIMENTEL, G. C. de C. Mutações em cena — Rita Lee e a resistência contracultural. Publicatio UEPG: Ciências Sociais Aplicadas, v. 11, n. 2, 2009, p. 7-20. Disponível em: https://revistas.uepg.br/index.php/sociais/article/view/2745. Acesso em: 12 ago. 2025.

NAPOLITANO, M. História do Brasil Contemporâneo. São Paulo: Contexto, 2016.

Arquivos adicionais

Publicado

29/12/2025

Edição

Seção

Ensaios

Como Citar

RITA LEE E A CENSURA DITATORIAL ÀS SUAS LETRAS E PERFORMANCES: SUBVERSÃO E OUSADIA EM TEMPOS SOMBRIOS. (2025). KIXARÁ, 2(3), 120-128. https://revistas.uece.br/index.php/kixara/article/view/16806

Artigos Semelhantes

1-10 de 19

Você também pode iniciar uma pesquisa avançada por similaridade para este artigo.

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)