RITA LEE VERSUS A CENSURA DITATORIAL

A RAINHA DO ROCK E O CENÁRIO ARTÍSTICO NACIONAL

Autores

Palavras-chave:

Ditadura Civil-Militar no Brasil, Rock Nacional, Censura, Rita Lee

Resumo

Rita Lee foi uma artista que surgiu no Brasil na ditadura militar, destacando-se como compositora, instrumentista, cantora e escritora. Foi uma das cantoras que mais vendeu discos aqui antes, durante e depois do Regime. Apesar de sua popularidade, foi alvo da censura, especialmente nos “Anos de Chumbo”. Segundo os censores, suas letras não estavam de acordo com a moral da época. A artista, tanto em suas letras como em sua carreira, mostra-nos uma mulher em conflito com a normatividade de seu tempo, em busca de seu espaço. Mesmo com a abertura política, Rita continuou tendo suas letras censuradas e a justificativa continuava sendo a mesma. Buscando o porquê dessa perseguição, que para nós soa como extemporânea, realizamos uma pesquisa cujos resultados aqui cristalizamos. O trabalho se propõe a apresentar a trajetória de Rita Lee durante o período ditatorial, tendo como recorte seus problemas com a censura. Para fundamentar nossas considerações, baseamo-nos em estudos como os de Lima (2020), Gohl (2014) e Paranhos (2019). Concluímos esta análise de cunho bibliográfico afirmando que Rita Lee de Carvalho, apesar de não estar mais entre nós fisicamente, está factualmente: sua influência estende-se até os dias presentes, quando é cultuada como um ícone, uma vanguardista.

Biografia do Autor

  • Gisele da Silva Souza, PUC-SP

    Possui graduação em Letras - Português e Inglês pela Universidade Ibirapuera (2008), graduação em História pelo Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas (2012) e em Pedagogia pela Universidade Virtual do Estado de São Paulo (2022), especialista em História, Sociedade e Cultura pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2016) e em Filosofia para o Ensino Médio pela Universidade Federal de São Paulo (2022). Mestre em História Social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo como bolsista Capes (2018). Atualmente é doutoranda em História Social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo como bolsista CNPq e professora efetiva de História e Língua Portuguesa no ensino fundamental e médio no Governo do Estado de São Paulo. Tem experiência na área de História, Língua Portuguesa e editoração. 

  • Ana Luiza Rios Martins, UECE
    Doutora em História - UFPE, com bolsa CNPq. Leciona no curso de Graduação em História da UAB-UECE e nos cursos de Pós-Graduação lato sensu em História do Brasil, da UVA-IDJ e Educação Patrimonial, do IPN-RJ. Participa do Grupo de Pesquisa HISTOR - Núcleo de Estudos sobre Teoria da História e História da Historiografia, da UFRRJ e do CORPUS - Grupo de Estudos e Pesquisas em História dos Corpos e Sensibilidades, da UFRN, ambos vinculados ao CNPq. Coordena o GT de História Cultural da ANPUH-CE. Tem experiência na área de História, com ênfase em Teoria e Metodologia da História, História da Historiografia e História e Música.   

Referências

ARAS, L. B; PINSKY, C. B.; PEDRO, J. M. (org.). Nova História das Mulheres no Brasil. São Paulo: Contexto, 2012.

GOMES, V. de O. Rita Lee: o querer feminino no rock and roll brasileiro. 2022. 64 f. Monografia (Graduação em Jornalismo) – Instituto de Ciências Sociais e Aplicadas, Universidade Federal de Ouro Preto. Mariana, 2022.

LEE, R. Rita Lee: uma autobiografia. Rio de Janeiro: Editora Globo, 2016.

LIMA, N. Ditadura no Brasil e censura nas canções de Rita Lee. Curitiba: Appris, 2019.

MAURO, A. Humor e deboche: a irreverência na MPB. MPB Especial, ano 5, n. 50, p. 4-15, 1985.

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PIMENTEL, G. C. de C. Mutações em Cena – Rita Lee e a resistência contracultural. Publicatio UEPG: Ciências Sociais Aplicadas, [S. l.], v. 11, n. 2, p. 7-20, 2009. Disponível em: https://revistas.uepg.br/index.php/sociais/article/view/2745. Acesso em: 12 ago. 2024.

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Publicado

31/12/2024 — Atualizado em 29/10/2025

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Artigos

Como Citar

RITA LEE VERSUS A CENSURA DITATORIAL: A RAINHA DO ROCK E O CENÁRIO ARTÍSTICO NACIONAL. (2025). KIXARÁ, 1(1), 127-143. https://revistas.uece.br/index.php/kixara/article/view/14722 (Original work published 2024)

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