Análise do comportamento e cultura: impactos histórico-culturais no reforço de padrões comportamentais racistas no Brasil

Autores

DOI:

https://doi.org/10.52521/enpe.v6i1.15110

Palavras-chave:

Racismo estrutural, Análise do Comportamento, Contingências culturais

Resumo

Este artigo analisa os impactos histórico-culturais no reforço de padrões comportamentais racistas no Brasil, correlacionando o processo de escravidão com as práticas racistas ainda presentes na sociedade. Por meio de uma revisão de literatura narrativa, realizada de forma não sistemática, entre agosto e setembro de 2024, o estudo utiliza a ciência da Análise do Comportamento como ferramenta teórica para compreender como esses padrões são construídos e mantidos. Desta forma, a análise funcional molecular foi empregada para exemplificar agressões racistas por meio da construção de contingências, enquanto o conceito de equivalência de estímulos demonstrou como comportamentos discriminatórios são aprendidos e generalizados. Assim, o artigo destaca que o racismo no Brasil não é uma anomalia social, mas um produto das estruturas históricas e culturais, reforçado por práticas sociais e políticas que perpetuam a exclusão e a marginalização da população negra. Conclui-se que intervenções comportamentais e educativas são necessárias para desconstruir padrões prejudiciais e promover mudanças efetivas na sociedade. Sugere-se a ampliação de pesquisas que integrem a Análise do Comportamento com estratégias educacionais voltadas para questões étnico-raciais.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Biografia do Autor

  • Natanael Franca Souza, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB)

    Graduando em Psicologia pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), membro do Grupo de Estudos e Pesquisas em Análise do Comportamento e Educação (GEPAE/CNPq).

     

  • Gabriel Santana de Souza, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB)

    Graduando em Psicologia pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB).

  • Maria Heloísa Bitencourt de Souza Xavier, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB).

    Graduanda em Psicologia pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB).

  • Bruna Silva Souto, Centro Universitário de Excelência (UNEX).

    Graduanda em Psicologia pelo Centro Universitário de Excelência (UNEX). Membro do Grupo de Estudos e Pesquisas em Análise do Comportamento e Educação (GEPAE/CNPq). Desenvolve pesquisar enquanto pesquisadora de Iniciação Científica (PIBIC/UNIFTC).

     

  • Gênesis Guimarães Soares, Centro Universitário de Excelência (UNEX)

    Mestre em Educação pelo Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (PPGED/UESB). Líder do Grupo de Estudos e Pesquisas em Análise do Comportamento e Educação (GEPAE/CNPq). Especialista em Análise do Comportamento. Especialista em Antropologia Cultural e Social pela Faculdade Focus. Especialista em Didática, Práticas de Ensino e Tecnologias Educacionais pela Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM). Graduado em Psicologia pelo Centro Universitário UNIFTC. Atua como docente no ensino superior, vinculado ao Colegiado de Psicologia do Centro Universitário de Excelência (UNEX) e da Faculdade Maurício de Nassau (UNINASSAU), ambos nos campi de Vitória da Conquista. Além disso, integra o corpo docente do curso de especialização em Gestão em Saúde Mental da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC).

Referências

ALMEIDA, Silvio. Racismo estrutural. São Paulo: Pólen, 2019.

BAUM, W. M. Compreender o Behaviorismo: comportamento, cultura e evolução. Porto Alegre: Artmed, 2019.

CAVALLEIRO, E. S. Do silêncio do lar ao silêncio escolar: Racismo, preconceito e discriminação na educação infantil. Editora Contexto, 2004.

GAZZANIGA, M.; HEATHERTON, T.; HALPERN, D. Ciência psicológica. 5. ed. Porto Alegre: Artmed, 2018.

Guimarães, R. P. Deixando o preconceito de lado e entendendo o Behaviorismo Radical. Psicologia: Ciência e Profissão, 23, 60-67, 2003. Disponível em: https://www.scielo.br/j/pcp/a/Ks87MCpCYbMMNwXtQkB8Mhj/?lang=pt&format=pdf. Acesso em: 18 nov. 2024.

MARTIN, G.; PEAR, J. Modificação do comportamento: o que é e como fazer? São Paulo: Roca, 2018.

MEYER, S. B. O conceito de análise funcional. In: M. DELITTI (org.). Sobre comportamento e cognição: a prática da Análise do Comportamento e da Terapia Cognitivo Comportamental, v. 2, p. 29-34. São Paulo: ESETec, 2001.

MIZAEL, Tahcita Medrado; SANTOS, Silvana Lopes dos; DE ROSE, Julio Cesar Coelho. Contribuições do paradigma de equivalência de estímulos para o estudo das atitudes. Interação em Psicologia, v. 20, n. 2, 2016. Disponível em: https://revistas.ufpr.br/psicologia/article/view/46278. Acesso em: 18 nov. 2024.

MIZAEL, T. M; FARIAS, A. K. C. R. Análise funcional e microagressões. Comportamento em foco, v. 15, pp. 113—128, 2023. Disponível em: https://abpmc.org.br/wp-content/uploads/2023/09/Comportamento-em-foco-V15.pdf. Acesso em: 18 nov. 2024.

MOREIRA, M. B. MEDEIROS, C. A. de. Princípios básicos de Análise do Comportamento. Porto Alegre: Artmed, 2019.

NERY, L. B.; FONSECA, F. N. Análises funcionais moleculares e molares: um passo a passo. In: DE-FARIAS, A. K. C. R;FONSECA, F. N.; NERY, L. B. Nery (Eds.). Teoria e formulação de casos em análise comportamental clínica (p. 434). Artmed, 2018.

NOGUEIRA, Oracy. Preconceito racial de marca e preconceito racial de origem. In: Anais XXXI Congresso Internacional de Americanistas. 1955. São Paulo, vol. I.

PASSARELLI, Denise Aparecida; RICO, Ariane Stamboni; SILVESTRE, Marcello Henrique. Contribuições da Análise do Comportamento para a Compreensão do Racismo. Revista Brasileira de Análise do Comportamento, v. 19, n. 1, jun. 2023. Disponível em: https://periodicos.ufpa.br/index.php/rebac/article/view/14941/10276. Acesso em: 18 nov. 2024.

PINSKY, Jaime. A escravidão no Brasil. São Paulo: Editora Contexto, 1993.

PARKS, N.; KIRBY, B. The function of the police force: A behavior-analytic review of the history of how policing in America came to be. Behavior Analysis in Practice, 15, 1205-1212, 2022. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1007/s40617-021 00568-6. Acesso em: 18 nov. 2024.

RIBEIRO, Darcy. O povo brasileiro: a formação e o sentido do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.

ROTHER, E. T. Revisão sistemática X revisão narrativa. Acta Paulista De Enfermagem, 20(2), v–vi, 2007. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0103-21002007000200001. Acesso em: 18 nov. 2024.

SIDMAN, M. Equivalence relations and behavior: A research story. Boston, MA: Authors Cooperative, 1994.

SIDMAN, M., Tailby, W. Conditional discrimination vs. matching to sample: An expansion of the testing paradigm. Journal of the Experimental Analysis of Behavior, 37, 5-22, 1982. Disponível em: https://psycnet.apa.org/record/1982-25577-001. Acesso em: 18 nov. 2024.

SKINNER, B. F. Verbal Behavior. New York: Appleton-Century-Crofts, 1957.

Publicado

2025-05-12

Como Citar

Análise do comportamento e cultura: impactos histórico-culturais no reforço de padrões comportamentais racistas no Brasil. (2025). Ensino Em Perspectivas, 6(1), 1-18. https://doi.org/10.52521/enpe.v6i1.15110