Crisis política en Nicaragua:

un análisis para su compresión

Palavras-chave: Nicarágua. Canal interoceânico. Conflito social. Crisis política.

Resumo

O 18 de abril de 2018, o governo nicaraguense anunciou uma reforma da seguridade social que propunha o aumento das contribuições do empregador e do trabalhador, e o estabelecimento de um corte de 5% nas aposentadorias. Como resultado dessa disposição, uma onda de manifestações começou em várias partes do país, questionando tal medida, que teve uma resposta repressiva do governo. Embora as reformas na seguridade social tenham sido revogadas em 22 de abril, essa decisão não impediu o descontentamento popular, e as manifestações e os conflitos sociais se aprofundaram como resultado da violência perpetrada pelo Estado, iniciando uma crise política que há colocado em questionamento a legitimidade e continuidade da administração Ortega – Murillo. Com base nisso, neste artigo pretendemos analisar o pano de fundo da crise política que irrompeu na Nicarágua em 2018, com ênfase no projeto do canal interoceânico e no aprofundamento do conflito social, fenômenos relacionados à dinâmica do capital mundial e a expansão do modelo neoextrativista na América Latina e no Caribe.

 

Biografia do Autor

PAULA DANIELA FERNANDEZ - HELLMUND, UNILA

Possui graduação e doutorado em Ciências Antropológicas - Universidad de Buenos Aires (2012). Atualmente é docente e pesquisadora do curso de Relações Internacionais e Integração e da especialização em Relações Internacionais Contemporâneas da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA). Também integra o Colectivo de Estudios e Investigaciones Sociales (CEISO), coordena o Observatório Social da América Central e o Caribe (OSACC) e co-coordena participa do Grupo Interdisciplinar de Estudos e Pesquisas sobre Capitais Transnacionais, Estado, Classes dominantes e conflitividade na América Latina e Caribe (GIEPTALC). Tem experiência nas áreas de Relaciones Internacionais, Historia de América Latina, com ênfase na América Central e o Caribe, e Sociologia agindo nos seguintes temas: capitais transnacionais, imperialismo, integração regional, movimentos sociais e teorias sociológicas. Foi bolsista doutoral e posdoutoral do Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas (CONICET-Argentina) e docente de sociologia na Universidad Nacional del Sur (Argentina).

FERNANDO GABRIEL ROMERO

Possui graducação (bacharelado  e Licenciatura) em Historia pela Universidad Nacional del Sur (UNS), Argentina, mestrado em "Desarrollo local y Gestión Territoria; (UNS) (2009) e doutorado em HISTORIA pela Universidad de Buenos Aires (2013). Atualmente é integrante do Conselho Coordenador de Investigadores del Movimiento Estudiantil; diretor do Colectivo de Estudios e Investigaciones Sociales (CEISO); pesquisador externo na UBA do Centro Interdisciplinario de Estudios Agrarios (CIEA); membro do colégio de pós-graduação da Fac. de Agronomia da Universidad de la Republica (Uruguai); líder do Grupo Interdisciplinar de Estudos e Pesquisa sobre Capitais Transnacionais (GIEPTALC) e professor de magistério superior da Universidade Federal da Integração Latino-Americana. Tem experiência nas áreas das Relações Internacionais, Historia e Sociologia, com ênfase em Relações do Comércio; lnvestimento Estrangeiro; e Integração Econômica, atuando principalmente nos seguintes temas: imperialismo, capital estrangeiro, América Latina, movimentos sociais e reforma agraria.

Publicado
2019-08-26