A TRAJETÓRIA RESILIENTE DE UMA LÍDER JUVENIL, GESTORA ESCOLAR E ESTUDIOSA CEARENSE DA ETNIA KANINDÉ
Palavras-chave:
Indigenous Struggles in Brazil, Indigenous Feminist Leaders, Experience Reports of Brazilian Educators and Indigenous LeadersResumo
Neste artigo concebido para o número de debut da Revista Kixará, escrito por uma indígena – com lugar de fala legítimo (Gonzalez, 1988) – e norteado por nossa orientadora no mestrado, evidenciamos nossas contribuições na luta pelos direitos dos povos tradicionais do Ceará, especialmente do povo Kanindé – ao qual pertencemos. À guisa de relato de experiência, aqui expomos nossa trajetória como líder juvenil, gestora escolar e estudiosa de nossa etnia, espelhando o que o título apresenta – mas não sem antes delinear a trajetória dos povos originários do Brasil de 1988 até o presente no que diz respeito à conquista de nossos direitos e lançar luz sobre algumas lideranças indígenas femininas anteriores e contemporâneas a nós e que nos sevem de inspiração. Amalgamando o que Freire (1987), Santos (2018) e outros defendem com a nossa narrativa vivenciada na prática do que aqui concretamos, concluímos que trabalhos como esse advogam, decolonialmente e em primeira pessoa, pelas lutas dos povos ancestrais do Brasil, com destacado enfoque para as mulheres indígenas que, cada vez mais, deixam o chão de suas aldeias para ocupar os espaços fora delas.
Referências
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VERGÈS, F. Um feminismo decolonial. São Paulo: Ubu Editora, 2019.
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- 29/10/2025 (2)
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