Alquimias Etílicas em Gaston Bachelard
DOI:
https://doi.org/10.52521/mdn9z370Palavras-chave:
Metafísica do vinho, Alquimia vegetal, Intimidade material.Resumo
O recebimento de uma substância íntima implica uma materialidade do profundo. O vinho, uma matéria-prima e não material, é aberto pela Filosofia do Imaginário de Gaston Bachelard. Uma cosmologia infinita começa pelas essências, os significados e os sentidos que pertencem aos arquétipos absolutos do interior. Dessas categorias, flui uma enorme classificação sobre a imaginação material e os devaneios (rêveries) materiais. O gosto e o sentido do vinho, na perspectiva bachelardiana, são experiências profundas e quase inconscientes. O inconsciente aparece já na cor, entre o vermelho sanguíneo e o líquido dourado; o inconsciente sustenta a alquimia modeladora do sentido. Uma alquimia que não busca a colheita da uva, mas que procura a sonolência do filósofo no brilho da matéria. Neste caso, a concepção do vinho está em uma perspectiva ontológica social que se desenvolve além de banquetes e simpósios. O encontro acontece na matéria íntima, em uma matéria implantada a partir do imaginário. O objeto social torna-se a voz de uma ontologia cósmica, desdobrada por uma dialética do material e do profundo. Nesta leitura, a Fenomenologia e a Metafísica do vinho são, ambas, produtos imaginários de uma visão teórica.
Downloads
Referências
BACHELARD, Gaston. L'Eau et les Rêves: essai sur l'imagination de la matière. Paris: José Corti, 1942.
BACHELARD, Gaston. L'Air et les Songes: essai sur l'imagination du mouvement. Paris: José Corti, 1943.
BACHELARD, Gaston. La Psychanalyse du feu. Paris: Editions Gallimard, 1947.
BACHELARD, Gaston. La Terre et les Rêveries de la volonté. Paris: José Corti, 1948.
BACHELARD, Gaston. La Terre et les Rêveries du repos. Paris: José Corti, 1949.
BACHELARD, Gaston. La Poétique de l'espace. Paris: PUF, 1957.
BACHELARD, Gaston. La Flamme d'une chandelle. Paris: PUF, 1961.
BONICALZI, F. Gli Spazi poetici: Bachelard versus Heidegger. Genova: Il Melangolo, 2006. (Bachelardiana).
BONICALZI, F. Leggere Bachelard: le ragioni del sapere. Milano: Jaca Book, 2007.
DURAND, G. Les structures anthropologiques de l'Imaginaire. Grenoble: Allier, 1960.
FERRARIS, Maurizio. Estetica. Torino: Utet, 1996.
FERRARIS, Maurizio. Ontologia. Napoli: Guida, 2003.
FERRARIS, Maurizio. Storia dell'Ontologia. Milano: Bompiani, 2008.
FERRARIS, Maurizio. Documentalità: perché è necessario lasciar tracce. Roma-Bari: Laterza, 2009.
JOHNSON, Hugh. Life uncorked. London: Weidenfeld & Nicolson, 2006.
PERULLO, Nicola. Per un'estetica del cibo. Palermo: Aestetica Preprint, 2006.
PERULLO, Nicola. L'altro gusto: saggi di estetica gastronomica. Pisa: ETS, 2008.
PERULLO, Nicola. Il gusto come esperienza. Roma: Meltemi Editore, 2010.
SCRUTON, Roger. I drink therefore I am: a philosopher's guide to wine. London: Continuum, 2009.
SERRES, Michel. Les Cinq sens. Paris: Grasset, 1985.
SMITH, Barry C. Questions of taste: the philosophy of wine. Oxford: Signal Books Limited, 2007.
WUNENBURGER, Jean-Jacques. L'Imagination. Paris: PUF, 1991.
WUNENBURGER, Jean-Jacques. L'Imaginaire. Paris: PUF, 2003.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Aurosa Alison

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.














