Alquimias Etílicas em Gaston Bachelard

Autores

DOI:

https://doi.org/10.52521/mdn9z370

Palavras-chave:

Metafísica do vinho, Alquimia vegetal, Intimidade material.

Resumo

O recebimento de uma substância íntima implica uma materialidade do profundo. O vinho, uma matéria-prima e não material, é aberto pela Filosofia do Imaginário de Gaston Bachelard. Uma cosmologia infinita começa pelas essências, os significados e os sentidos que pertencem aos arquétipos absolutos do interior. Dessas categorias, flui uma enorme classificação sobre a imaginação material e os devaneios (rêveries) materiais. O gosto e o sentido do vinho, na perspectiva bachelardiana, são experiências profundas e quase inconscientes. O inconsciente aparece já na cor, entre o vermelho sanguíneo e o líquido dourado; o inconsciente sustenta a alquimia modeladora do sentido. Uma alquimia que não busca a colheita da uva, mas que procura a sonolência do filósofo no brilho da matéria. Neste caso, a concepção do vinho está em uma perspectiva ontológica social que se desenvolve além de banquetes e simpósios. O encontro acontece na matéria íntima, em uma matéria implantada a partir do imaginário. O objeto social torna-se a voz de uma ontologia cósmica, desdobrada por uma dialética do material e do profundo. Nesta leitura, a Fenomenologia e a Metafísica do vinho são, ambas, produtos imaginários de uma visão teórica.

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Publicado

2026-04-13

Edição

Seção

Ensaio

Como Citar

Alquimias Etílicas em Gaston Bachelard. Kalágatos , [S. l.], v. 23, n. 1, p. ek26021, 2026. DOI: 10.52521/mdn9z370. Disponível em: https://revistas.uece.br/index.php/kalagatos/article/view/17796. Acesso em: 20 abr. 2026.

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