“O melhor dos mundos possíveis”:
os limites da teoria leibniziana
DOI:
https://doi.org/10.52521/n51wwm82Palavras-chave:
Deus, mundos possíveis, mal, perfeição, otimismo metafísico.Resumo
o presente artigo examina a controversa tese leibniziana segundo a qual vivemos no melhor dos mundos possíveis, explorando suas implicações para o problema do mal e para a filosofia da religião. Partimos do reconhecimento de que a presença do mal constitui um dos desafios centrais à tradição teísta cristã, exigindo respostas que conciliem a perfeição divina com a realidade do sofrimento humano. A partir de uma pesquisa qualitativa e bibliográfica, analisamos como Leibniz compreende que este é melhor dos mundos possíveis, tal como exposta nos Ensaios de Teodiceia (1710) e em textos correlatos. Apresentamos que, longe de propor um otimismo ingênuo ou alheio à experiência humana, Leibniz defende um sistema metafísico altamente estruturado e complexo, no qual a criação do melhor mundo decorre da racionalidade, da sabedoria e da bondade divinas, articuladas por princípios como compossibilidade, razão suficiente e maximização da perfeição total. Ao discutir as principais críticas dirigidas a essa tese e suas respostas, buscamos contribuir tanto para o debate historiográfico em torno da teodiceia quanto para a compreensão contemporânea do problema do mal, oferecendo uma interpretação acessível dessa dimensão essencial do pensamento leibniziano.
Palavras-chave: Deus, mundos possíveis, mal, perfeição, otimismo metafísico.
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