Polymatheia - Revista de Filosofia https://revistas.uece.br/index.php/revistapolymatheia <p>A<strong> Polymatheia - Revista de Filosofia</strong> foi criada em 2007, segundo a iniciativa de alunos e professores do Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Universidade Estadual do Ceará - PPGFIL-UECE. Desde sua criação, os editores do periódico vêm se empenhando para trazer aos leitores, semestralmente, novas edições com <span style="font-size: 0.875rem;">artigos inéditos, resenhas, ensaios e traduções, visando à divulgação de textos de professores e pesquisadores alunos dos programas de pós-graduação (mestrado e doutorado) </span><span style="font-size: 0.875rem;">em Filosofia e áreas afins, do Brasil e de outros países</span>. </p> <p><span style="vertical-align: inherit;">Qualis Capes 2017-2020: B1 Filosofia; Artes; Ensino<br />e-ISSN: <span data-sheets-value="{&quot;1&quot;:2,&quot;2&quot;:&quot;1808-804X&quot;}" data-sheets-userformat="{&quot;2&quot;:14337,&quot;3&quot;:{&quot;1&quot;:0,&quot;3&quot;:1},&quot;14&quot;:{&quot;1&quot;:3,&quot;3&quot;:1},&quot;15&quot;:&quot;Arial&quot;,&quot;16&quot;:10}">1808-804X</span> | ISSN: <span data-sheets-value="{&quot;1&quot;:2,&quot;2&quot;:&quot;1984-9575&quot;}" data-sheets-userformat="{&quot;2&quot;:14337,&quot;3&quot;:{&quot;1&quot;:0,&quot;3&quot;:1},&quot;14&quot;:{&quot;1&quot;:3,&quot;3&quot;:1},&quot;15&quot;:&quot;Arial&quot;,&quot;16&quot;:10}">1984-9575</span></span></p> EdUECE pt-BR Polymatheia - Revista de Filosofia 1984-9575 <p><a href="http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/" rel="license"><img src="https://i.creativecommons.org/l/by/4.0/88x31.png" alt="Creative Commons License" /></a></p> Apresentação do dossiê filosofia latino-americana https://revistas.uece.br/index.php/revistapolymatheia/article/view/16414 Danilo Rodrigues Pimenta Christian Lindberg Lopes do Nascimento Copyright (c) 2025 Danilo Rodrigues Pimenta, Christian Lindberg Lopes do Nascimento https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2025-10-16 2025-10-16 18 3 e25023 e25023 10.52521/poly.v18i3.16414 Pensar com os pés no chão: Filosofias de corpo, terra e palavra na perspectiva decolonial https://revistas.uece.br/index.php/revistapolymatheia/article/view/15558 <p>A filosofia brasileira deve ser constituída a partir dos nossos problemas. Assim, apresentaremos três perspectivas filosóficas decoloniais provenientes do pensamento de Emicida, Chico Science e Nêgo Bispo. Buscamos evidenciar que a filosofia brasileira pode ser produzida a partir de múltiplas referências, tendo o corpo, a terra e a palavra como fontes de manifestações filosóficas, artísticas e culturais. Como partida, trazemos o pensamento de Roberto Gomes, na obra <em>Crítica da Razão Tupiniquim</em>. O objetivo consiste em evidenciar diferentes filosofias brasileiras por meio da música, literatura oral e poesia. A metodologia utilizada foi a análise do discurso, promovendo inferências e propondo a elaboração de novos conceitos, em meio aos contextos históricos, sociais e ideológicos que os autores vivenciaram.</p> Adaor Marcos Oliveira Erica Cristina Frau Copyright (c) 2025 Adaor Marcos Oliveira, Erica Cristina Frau https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2025-10-16 2025-10-16 18 3 e25025 e25025 10.52521/poly.v18i3.15558 Subjetividade e Crítica ao Sujeito Moderno desde América Latina https://revistas.uece.br/index.php/revistapolymatheia/article/view/16383 <p><strong>&nbsp;</strong><span style="font-weight: 400;">A Época Moderna (1453-1789) na História Universal eurocêntrica – junto com a expressão de sua modernidade filosófica compreendida entre Descartes (1596-1650) e Hegel (1770-1831) – identifica-se, também, com os processos do descobrimento, invasão, conquista e colonização do Continente Americano, a partir do 12 de outubro de 1492. O impacto militante da subjetividade do sujeito moderno europeu no Continente Americano, ao desenvolver-se mediante uma dialética de dominação de caráter colonial, produz, queira-se ou não, uma síntese que se manifesta através da subjetividade própria de um sujeito, neste caso latino-americano, desde a qual nos permitimos construir uma severa e aguda crítica ao orgulhoso sujeito antropocêntrico e racional da modernidade europeia.</span></p> Alberto Vivar Flores Willames Frank Copyright (c) 2025 Alberto Vivar Flores, Willames Frank https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2025-10-16 2025-10-16 18 3 e25026 e25026 10.52521/poly.v18i3.16383 Um ensaio filosófico sobre Macunaíma https://revistas.uece.br/index.php/revistapolymatheia/article/view/15471 <p>Neste ensaio trato do psicologismo e da filosofia presente na obra <em>Macunaíma: o herói sem caráter </em>(1928), de Mario de Andrade. Com quase cem anos desde a publicação, <em>Macunaíma</em> ainda se faz atual para criticar sagazmente um Brasil belo e multicultural, mas ao mesmo tempo amplamente problemático. O texto que se tem em mãos é um <em>ensaio</em> no sentido mais <em>stricto</em> da palavra. Trata-se, portanto, não da tentativa de fundamentar o texto de <em>Macunaíma </em>de maneira estrutural, mas de torná-lo filosófico a partir de pensamentos intuitivos e perspicazes, dando assim, ensejo para fortalecer ainda mais a nossa filosofia latino-americana.</p> Antonio Alves Copyright (c) 2025 Antonio Alves https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2025-10-16 2025-10-16 18 3 e25027 e25027 10.52521/poly.v18i3.15471 A colonização para Paulo Freire e a cultura do silêncio como problema para o pensamento descolonial na América Latina https://revistas.uece.br/index.php/revistapolymatheia/article/view/16390 <p>O presente trabalho traz uma discussão sobre a colonização no pensamento do<br>filósofo brasileiro Paulo Freire, como as suas considerações sobre o tema conversam com<br>pontos críticos levantados por outros filósofos que abordam o tema na América Latina e como<br>a noção de cultura do silêncio expressa características da dominação colonial as quais a<br>filosofia latino-americana deveria particularmente se mostrar preocupada em elucidar e<br>questionar, caso queira transformar a contradição na qual se encontra, ao mesmo tempo, como<br>produto da imposição cultural e produtora ou co-produtora de entendimento sobre a realidade<br>que recupere a voz oprimida pela colonização desde o desembarque dos conquistadores até os<br>meios atuais de difusão do pensamento crítico, inclusive nos meios digitais</p> Bruno Botelho Costa Copyright (c) 2025 Bruno Botelho Costa https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2025-10-16 2025-10-16 18 3 e25028 e25028 10.52521/poly.v18i3.16390 El Lakou: otro nuevo punto de partida anapolítico para la filosofia, teología e historia de la liberación, intercultural y descolonial https://revistas.uece.br/index.php/revistapolymatheia/article/view/15699 <p>Este escrito propone otro nuevo punto de partida para la filosofía nuestro-americana, <em>abyayalense</em>, latinoamericana, etc., desde una realidad histórica desconocida en la actualidad, pero fundante y actuante de una nueva historia de liberación para el continente y para la humanidad. Partimos pensado dicho inicio desde el concepto y realidad del <em>Lakou</em> conociendo que significa y que representa para la filosofía y para la historia. No se trata de una propuesta anecdótica, sino de un profundo desafío para nuestra filosofía y el pensamiento mundial ya que al cambiar el punto de inicio se modifica el desarrollo y la estructura de nuestra tradición.</p> Carlos Bauer Copyright (c) 2025 Carlos Bauer https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2025-10-16 2025-10-16 18 3 e25029 e25029 10.52521/poly.v18i3.15699 Interculturalidade e Ancestralidade na Educação: Convergências Epistemológicas para a Descolonização do Saber https://revistas.uece.br/index.php/revistapolymatheia/article/view/15855 <p>Este artigo propõe uma reflexão crítica sobre os aportes da filosofia intercultural e da filosofia da ancestralidade no campo educacional, com foco na construção de práticas pedagógicas descolonizadoras. Em um contexto de pluralidade cultural e desigualdades históricas, investiga-se como o diálogo entre saberes e o reconhecimento das epistemologias afro-brasileiras podem promover uma educação ética, plural e comprometida com a justiça social. A partir de conceitos como entre-lugar cultural, ancestralidade, cosmovisões africanas e justiça cognitiva, o estudo aponta caminhos teórico-metodológicos que rompem com modelos eurocentrados e valorizam formas alternativas de conhecer, ensinar e conviver.</p> Francisco Henrique Oliveira Moura Karina Mandetta Medeiros Copyright (c) 2025 Francisco Henrique Oliveira Moura, Karina Mandetta Medeiros https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2025-10-16 2025-10-16 18 3 e25030 e25030 10.52521/poly.v18i3.15855 Em defesa do paraíso - A identidade nacional contra o Império https://revistas.uece.br/index.php/revistapolymatheia/article/view/15687 <p class="western" align="justify"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;">Esse artigo busca compreender a crise de identidade sul-americana, não por meio dos agentes responsáveis pela corrosão dessa identidade, mas através da compreensão das táticas culturais, de um lado, com o uso de um identitarismo radical, e por outro, através de uma ideia mítica de “ocidente”, alicerçada por pilares ideológicos fantasmagóricos e importados, que buscam, cada um sem sua medida e com táticas distintas, alimentar o reavivamento de políticas desarrazoadas, fomentar uma polarização disruptiva, reacionária, e em certa medida, subversiva e objetivamente neocolonial, assim como desejamos fornecer alguns elementos capazes de repelir tal intento, com a leitura de alguns historiadores, e principalmente, com a visão de alguns filósofos sul-americanos.</span></span></p> Italo Dant Alves Monteiro Copyright (c) 2025 Italo Dant https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2025-10-16 2025-10-16 18 3 e25031 e25031 10.52521/poly.v18i3.15687 O conceito de filosofia cristã e o problema filosófico da linguagem em Erasmo Bautista https://revistas.uece.br/index.php/revistapolymatheia/article/view/16389 <p data-start="77" data-end="594">Neste artigo, o autor explora a concepção que Erasmo Bautista, filósofo da Universidade Pontifícia do México, sustenta sobre a filosofia cristã e a linguagem. Em sua obra <em data-start="250" data-end="304">Filosofia cristã no horizonte do tríplice ministério</em>, Bautista define a filosofia cristã em quatro acepções: filosofia dos cristãos, da religião cristã, expressa pelo cristianismo e <em data-start="434" data-end="458">naturaliter christiana</em>. Influenciado por Gilson, Coreth e Rahner, ele argumenta que a fé enriquece a razão sem contradizê-la, integrando verdades reveladas. Em <em data-start="602" data-end="615">A linguagem</em>, Bautista concebe a linguagem como um signo humano que transcende o meramente sígnico — um sistema expressivo que ordena o conhecimento e media a autorrealização humana. Sua abordagem, ontológica e antropológica, vincula a linguagem à interação comunicativa, destacando seu caráter reflexivo. Enraizada na tradição tomista e contemporânea, a filosofia de Bautista reafirma a relevância da filosofia cristã no diálogo racional</p> Jacob Bunganza Torio Copyright (c) 2025 Jacob Bunganza https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2025-10-16 2025-10-16 18 3 e25032 e25032 10.52521/poly.v18i3.16389 Imagem, Alteridade e Memória na América Latina - Entre o Reconhecimento e a Desobediência Epistêmica https://revistas.uece.br/index.php/revistapolymatheia/article/view/15535 <p>Este artigo analisa o papel das imagens na constituição da memória coletiva e identidade na América Latina, destacando sua importância nas disputas por reconhecimento e pertencimento simbólico em contextos de colonialidade. Articula contribuições da fenomenologia e debates decoloniais latino-americanos, incluindo autores como Levinas, Dussel, Mignolo e Quijano. Discute colonialidade visual, desobediência epistêmica e alteridade, examinando experiências concretas de insurgência visual. Conclui propondo uma reflexão ética e política sobre a imagem como prática filosófica e situada, ressaltando sua potencialidade crítica para reconfigurar narrativas hegemônicas e restaurar dignidade às representações visuais marginalizadas.</p> Jair Fernando Alves da Silva Copyright (c) 2025 JAIR FERNANDO ALVES DA SILVA https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2025-10-16 2025-10-16 18 3 e25033 e25033 10.52521/poly.v18i3.15535 Os Espíritos da Yãkoana: Ontologias, Fenomenologias e Epistemologias nas Palavras de um Xamã Yanomami https://revistas.uece.br/index.php/revistapolymatheia/article/view/16022 <p>Este artigo tem por meta apresentar uma análise e descrição das ontologias, fenomenologias e epistemologias dos indígenas yanomami a partir das palavras de Davi Kopenawa – transcritas por Bruce Albert e publicadas por ambos em <em>A Queda do Céu</em>. Desde a perspectiva de Kopenawa, a agência, a intencionalidade e a inteligência não são atributos apenas dos seres humanos, mas de todas as formas de vida; além disso, para ele, os fenômenos extáticos e oníricos abrem as portas de acesso à verdadeira realidade, onde as plantas, os animais e os espíritos da floresta podem ser não objetos, mas sujeitos do conhecimento. Nesse sentido, através de uma metodologia analítico-descritiva que coaduna apreciação fenomenológica, ação participativa, investigação bibliográfica, leitura hiperfocada, diálogos interculturais, abordagem hermenêutica, pensamento crítico e escrita criativa sobre as ideias articuladas, nós pretendemos responder a seguinte pergunta: em que medida a <em>yãkoana</em> – planta mestra utilizada por Kopenawa em rituais xamânicos – possibilita o acesso fenomenológico a múltiplos planos de existência, resgata a memória do saber ancestral e salvaguarda a cosmopercepção yanomami? Uma vez colocada a questão-diretriz do trabalho, os resultados esperados a partir desta incursão contra-colonial são: [a] elucidar como a natureza pode ser uma professora; [b]; compreender a pluralidade de criaturas além-humanas que interagem com os xamãs; e [c] justificar a pertinência filosófica da experimentação enteogênica. A título de síntese, nós idealizamos demonstrar, nas próximas linhas, uma parte do que as palavras de Kopenawa têm a dizer de significativo para os estudos decoloniais e filosofias psicodélicas.</p> Jan Clefferson Costa de Freitas Copyright (c) 2025 Jan Clefferson Costa de Freitas https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2025-10-16 2025-10-16 18 3 e25034 e25034 10.52521/poly.v18i3.16022 Ensino de Filosofias Indígenas: contribuições para a implementação da Lei 11.645/08 https://revistas.uece.br/index.php/revistapolymatheia/article/view/16386 <p>Em 2008 foi aprovada a Lei 11.645, tornando obrigatório o ensino da cultura indígena<br>nas escolas de educação básica no Brasil. No entanto, pouco se alterou no cotidiano escolar.<br>Esse cenário reflete o epistemicídio em relação a saberes marginalizados, como os afrobrasileiros e indígenas, e inviabiliza o cumprimento da Lei de Diretrizes e Bases da Educação<br>Nacional por parte dos educadores. O presente artigo oferece uma breve apresentação com o<br>intuito de auxiliar a traçar caminhos para responder à urgente pergunta: como incluir a filosofia<br>indígena brasileira nos currículos de filosofia do ensino médio no Brasil?</p> Letícia da Silva Bello Mariana de Oliveira Neves Copyright (c) 2025 Letícia da Silva Bello, Mariana de Oliveira Neves https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2025-10-16 2025-10-16 18 3 e25035 e25035 10.52521/poly.v18i3.16386 A hermenêutica analógica, proposta filosófica latino-americana https://revistas.uece.br/index.php/revistapolymatheia/article/view/16384 <p>Neste artigo, busca-se apresentar a hermenêutica analógica, que é uma proposta filosófica mexicana e latino-americana. Ela procura aplicar à interpretação o conceito de analogia, a fim de evitar tanto a interpretação unívoca, supostamente rigorosa, quanto a interpretação equívoca, desesperadamente ambígua. Coloca-se no meio virtuoso ou aristotélico, sem pretender a exatidão da interpretação unívoca, mas também sem cair na inexatidão da equívoca.</p> Mauricio Beuchot Copyright (c) 2025 Mauricio Beuchot https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2025-10-16 2025-10-16 18 3 e25036 e25036 10.52521/poly.v18i3.16384 A Filosofia Latino-Americana e aquela Velha Senhora que nos ensinou a pensar https://revistas.uece.br/index.php/revistapolymatheia/article/view/16382 <p>O texto se propõe a afastar duas ficções danosas que dificultam o modo como fazemos <br>filosofia latino-americana. A primeira dessas ficções é a crença no universalismo das questões <br>filosóficas. Para afastá-la, faço uma pequena incursão à propulsão original da filosofia ocidental <br>na Grécia Antiga. A segunda ficção diz respeito à crença equivocada do que seja a identidade <br>latino-americana. Para afastá-la, explico o funcionamento do mecanismo cultural de conjugação <br>não dialética de diferenças que tem nos caracterizado. Por fim, chamo a atenção para o <br>significado comprometedor de praticarmos filosofia tendo como base essas duas ficções <br>nefastas.</p> Ronie Alexsandro Teles da Silveira Copyright (c) 2025 Ronie Alexsandro Teles da Silveira https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2025-10-16 2025-10-16 18 3 e25037 e25037 10.52521/poly.v18i3.16382 Los orígenes del totalitarismo en el Totalitarismo del Mercado https://revistas.uece.br/index.php/revistapolymatheia/article/view/16377 <p>x</p> Yamandú Acosta Copyright (c) 2025 Yamandú Acosta https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2025-10-16 2025-10-16 18 3 e25038 e25038 10.52521/poly.v18i3.16377 Filosofía Andina: principios y contenido de la cosmovivencia andina https://revistas.uece.br/index.php/revistapolymatheia/article/view/16373 <p>x</p> Josef Estermann Copyright (c) 2025 Josef Estermann https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2025-10-16 2025-10-16 18 3 e25039 e25039 10.52521/poly.v18i3.16373 La Filosofía del entendimiento, de Andrés Bello https://revistas.uece.br/index.php/revistapolymatheia/article/view/16375 <p>x</p> Pablo Guadarrama González Copyright (c) 2025 Pablo Guadarrama González https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2025-10-16 2025-10-16 18 3 e25040 e25040 10.52521/poly.v18i3.16375 América Latina: autenticidad, modernidad y teoría crítica https://revistas.uece.br/index.php/revistapolymatheia/article/view/16374 <p>x</p> Maria Luz Mejías Herrera Copyright (c) 2025 Maria Luz Mejías Herrera https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2025-10-16 2025-10-16 18 3 e25041 e25041 10.52521/poly.v18i3.16374 Ecomunitarismo y nuevo modo de vida en Nuestramérica: ideas básicas https://revistas.uece.br/index.php/revistapolymatheia/article/view/16376 <p>x</p> Sirio López Velasco Copyright (c) 2025 Sirio López Velasco https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2025-10-16 2025-10-16 18 3 e25042 e25042 10.52521/poly.v18i3.16376 Resenha: Ecomunitarismo e práxis https://revistas.uece.br/index.php/revistapolymatheia/article/view/15581 Claudinei Aparecido de Freitas da Silva Copyright (c) 2025 Claudinei Aparecido de Freitas da Silva https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2025-10-16 2025-10-16 18 3 e25042 e25042 10.52521/poly.v18i3.15581 Filosofar desde a América Latina: Entrevista com Julio Cabrera https://revistas.uece.br/index.php/revistapolymatheia/article/view/16391 <p>&nbsp;</p> <p><span style="font-weight: 400;">Julio Cabrera nasceu na Argentina, na cidade de Córdoba. Ele fez seus estudos de Graduação (1965-1970) e de Doutorado (1970-1974) em Filosofia na Universidad Nacional de Córdoba. Nessa instituição, ele foi professor assistente de 1975 a 1979. Em 1979, chegou ao Brasil para trabalhar no Departamento de Filosofia da Universidade Federal de Santa Maria, onde ficou até 1987. No ano seguinte, iniciou seus trabalhos como professor no Departamento de Filosofia da Universidade de Brasília, também trabalhou no Programa de Pós-graduação em Filosofia e no Programa de Pós-graduação em Bioética dessa instituição, aposentando-se em 2014 como professor Titular. Julio Cabrera possui uma vasta produção filosófica em que constrói sua filosofia em diálogo com filósofos europeus e latino-americanos dos séculos XIX e XX, nas áreas de filosofias da linguagem, da ética negativa, na interface entre filosofia e cinema e do filosofar desde a América Latina.&nbsp;</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">Nos últimos anos as produções de Julio Cabrera acerca do filosofar desde a América Latina se intensificaram. Dentre seus textos sobre essa temática, destacam-se as seguintes publicações: </span><em><span style="font-weight: 400;">Diário de um filósofo no Brasil</span></em><span style="font-weight: 400;"> (2010. 2. edição de 2013, corrigida e ampliada), ‘Europeu não significa universal. Brasileiro não significa nacional’ (2015), ‘Filosofar acadêmico e pensamento insurgente’ (2017), ‘O projeto institucional da Filosofia no Brasil e a inexistente Escola de Brasília’ (2018), ‘</span><span style="font-weight: 400;">El estudiante de filosofía como ‘víctima académica’. (Una reflexión sobre violencia intelectual desde Enrique Dussel)’ (2020), </span><em><span style="font-weight: 400;">Pátrias e Exílios</span></em><span style="font-weight: 400;">: pensando desde América Latina (2020), </span><em><span style="font-weight: 400;">Devorando Nietzsche</span></em><span style="font-weight: 400;">. Por um niilismo sul-americano (2022), </span><em><span style="font-weight: 400;">The essential Cabrera</span></em><span style="font-weight: 400;">: una antología multilingue (2022) e </span><em><span style="font-weight: 400;">Testamento</span></em><span style="font-weight: 400;">: um libro para 100 personas (2022). É o filosofar desde a América Latina que será abordado nas páginas seguintes.</span></p> Julio Cabrera Danilo Rodrigues Pimenta Copyright (c) 2025 Julio Cabrera, Danilo Rodrigues Pimenta https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2025-10-16 2025-10-16 18 3 e25024 e25024 10.52521/poly.v18i3.16391 Apresentação https://revistas.uece.br/index.php/revistapolymatheia/article/view/16430 <p>x</p> Eliabe Lima Caraúba Michel Platinir Silva Damasceno Copyright (c) 2025 Eliabe Lima Caraúba https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2025-10-16 2025-10-16 18 3 e25043 e25043 Kierkegaard entre os doutores da academia alemã https://revistas.uece.br/index.php/revistapolymatheia/article/view/16357 <p>O presente artigo apresenta uma versão resumida do livro entrementes publicado, pela Editora LiberArs, com 278 páginas, de título homólogo. Antes de sua publicação, o tema foi tratado esquematicamente em palestra para a Universidade do Estado do Ceará. – Kierkegaard, dinamarquês, não escreveu para os alemães, mas previu que seus textos seriam capturados por eles, que o fariam marchar com os pós-hegelianos famosos. Quero mostrar quando, onde e como ele foi penetrando no idioma e no território alemães, para daí se espalhar pelo mundo, e ilustrar uns filosofemas mais bem aproveitados por três pioneiros, Jaspers, Heidegger e Adorno. O ingresso na academia ocorreu em 1919, com um livro de Jaspers. – No início do século XX, o neokantismo dominava as academias, mas foi sendo suplantado por questões ligadas ao sentido da vida, à existência, à história, à facticidade. Jaspers exerceu papel transformador, e os indícios mostram ter sido o responsável pela introdução das obras traduzidas de Kierkegaard na filosofia acadêmica, com a PSICOLOGIA DAS VISÕES DE MUNDO, logo resenhada por Heidegger. Se após 1927 Heidegger busca demarcar-se de Kierkegaard, o caminho de Adorno é o inverso, iniciado com crítica, e terminado em cumplicidade nos elementos críticos.&nbsp;</p> Álvaro Valls Copyright (c) 2025 Álvaro Valls https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2025-10-16 2025-10-16 18 3 e25044 e25044 10.52521/poly.v18i3.16357 O cavaleiro metafísico do negativo: a crítica kierkegaardiana à ironia de Solger https://revistas.uece.br/index.php/revistapolymatheia/article/view/16344 <p>O presente artigo examina a recepção e crítica de Søren Kierkegaard à ironia de Karl Wilhelm Ferdinand Solger no livro <em>O Conceito de Ironia Constantemente Referido a Sócrates </em>(1841). Na primeira parte, partimos da análise prévia que Hegel faz de seu antigo colega, Solger, reconhecendo nele um cientista comprometido com o desenvolvimento do pensamento especulativo legítimo por meio do uso da ironia, embora sem obter um resultado satisfatório em razão da carência de conciliação com uma dimensão positiva, permanecendo estagnado no âmbito do negativo. Na segunda parte, mostramos como Kierkegaard apropria-se de boa parte da interpretação hegeliana, mas acentuando as consequências existenciais dessa estagnação, reconhecendo em Solger uma “ironia contemplativa”, pertencente ao âmbito metafísico, a qual embora procure uma unidade entre finito e infinito, culmina em acosmismo, panteísmo e permanece incapaz de lidar com a efetividade do existir.</p> Guiomar de Grammont Aron Barcelos Vilar Guimarães Copyright (c) 2025 Guiomar de Grammont, Aron Barcelos Vilar Guimarães https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2025-10-16 2025-10-16 18 3 e25045 e25045 10.52521/poly.v18i3.16344 Seria Kierkegaard um pensador medieval? https://revistas.uece.br/index.php/revistapolymatheia/article/view/16358 <p>O objetivo do presente artigo é avaliar, a partir de uma leitura fragmentária da obra de Kierkegaard, a tese de que o pensador dinamarquês, a despeito da cronologia e da sua filiação aos temas filosóficos do século XIX, aproxima-se de vários aspectos do modo medieval de se fazer filosofia. A investigação parte, na realidade, de uma tese afirmada pelo seu próprio pseudônimo Vigilius Haufniensis, autor da obra O Conceito de angústia. Assim, a partir de tal afirmativa ali exposta, o intuito é avançar para outras obras do autor e verificar o quanto sua afirmação da subjetividade é, na realidade, uma compreensão de que, aos seus olhos, o tema da subjetividade e o seu aprofundamento é, por assim dizer, um tema medieval. A tese parece instigante e contrasta com a consagrada afirmação de que a subjetividade teria seu nascedouro e afirmação na modernidade. Para tal investigação iremos nos valer de fragmentos da obra kierkegaardiana e comentários de pesquisadores da temática.</p> Márcio Gimenes de Paula Copyright (c) 2025 Márcio Gimenes de Paula https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2025-10-16 2025-10-16 18 3 e25046 e25046 10.52521/poly.v18i3.16358 Entre Kierkegaard e Highsmith: investigação de uma escrita da liberdade https://revistas.uece.br/index.php/revistapolymatheia/article/view/16356 <p>Como praticar uma escrita da liberdade? Não uma escrita sobre a liberdade, mas uma escrita da liberdade. Fundamentado em pesquisa de pós-doutorado em andamento na Universidade Federal de São Paulo, o presente artigo pretende abordar essa questão, adotando por eixo teórico-crítico aspectos das obras O Conceito de Angústia, do autor dinamarquês Søren Kierkegaard e O Preço do Sal, da autora estadunidense Patricia Highsmith, ambas assinadas por autores-pseudônimos, Vigilius Haufniensis e Claire Morgan, respectivamente. A partir da obra de Kierkegaard, a noção de liberdade será dialeticamente articulada com o fenômeno da angústia e examinada no contexto histórico e literário do romance de Highsmith, ambientado nos Estados Unidos dos anos 1950, década marcada por forte repressão moral e política. Sob este enfoque, ao pensarmos com Kierkegaard e com Highsmith – ela própria leitora do autor dinamarquês – esperamos apontar para duas perspectivas centrais: as implicações do recurso à persona na obra de ambos os autores à luz do conceito de ficcionalidade do autor; e a dimensão artística desse recurso, com base em uma abordagem literária da comunicação, levando em conta as interfaces entre autoria, produção e recepção.</p> Deise Abreu Pacheco Copyright (c) 2025 Deise Abreu Pacheco https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2025-10-16 2025-10-16 18 3 e25047 e25047 10.52521/poly.v18i3.16356 A Filosofia Edificante de Kierkegaard: o tricotar do filosofar kierkegaardiano https://revistas.uece.br/index.php/revistapolymatheia/article/view/16429 <p style="font-weight: 400;">Neste artigo aponto, num primeiro nível de análise, como o edificante aparece expresso na chamada <em>Teoria dos estádios existenciais</em>, no devir espiritual do homem. Num segundo nível de análise interpretei que o edificante aparece e demonstra-se na produção filosófica em dois sentidos. No primeiro sentido (<em>modo temático</em>) o edificante, sendo do âmbito do estádio religioso, situa-se como <em>ponto crítico</em>, entre a pseudonímia e o crístico. Num segundo sentido (<em>modo operativo</em>) o edificante atravessa toda a produção filosófica pro-movendo o movimento existencial da pseudonímia para os <em>Discursos</em>, sejam edificantes, sejam crísticos. Nessa leitura fenomenológica-hermenêutica toda obra pseudônima é inconclusa, em virtude do método da comunicação indireta, conduzindo o leitor (a) para uma <em>complementaridade originária</em> nos <em>Discursos.</em> Os <em>Discursos, </em>pois, complementam e, assim, continuam apropriando-se, numa outra tonalidade afetiva (<em>Stemning</em>), do que foi pensado ou mostrado na pseudonímia. Nessa leitura, com efeito, o edificante não é apenas um momento da produção, mas é o que mobiliza a totalidade da filosofia kierkegaardiana.</p> Marcos Érico de Araújo Silva Copyright (c) 2025 Marcos Érico de Araújo Silva https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2025-10-16 2025-10-16 18 3 e25048 e25048 10.52521/poly.v18i3.16429 A Fé sob o Ponto de Vista do Edificante: Uma Interpretação do Discurso sobre a Expectativa da Fé https://revistas.uece.br/index.php/revistapolymatheia/article/view/16432 <p style="font-weight: 400;">Este artigo interpreta o conceito de fé sob dois pontos de vista distintos, seguindo a preocupação de Kierkegaard em evitar o falseamento de um conceito ao abordá-lo a partir de atmosferas inadequadas. O ponto de vista da autoridade, próprio do sermão, é analisado a partir de Martinho Lutero. Para o reformador, a fé cristã consiste na apropriação de Cristo como dádiva graciosa de Deus, exigindo do indivíduo a crença firme de que o nascimento de Cristo é para o seu benefício individual ("para vós ele nasceu"). Essa fé realiza uma ação no próprio crente, levando à salvação e, consequentemente, a uma ética da imitação de Cristo. O ponto de vista filosófico/edificante é abordado através do discurso de Kierkegaard, que, sem autoridade para pregar, usa categorias éticas da imanência. Para Kierkegaard, a fé é um bem acessível a todos e reside na subjetividade, servindo como critério de igualdade radical. A "expectativa da fé" é a vitória sobre a multiplicidade do porvir (possibilidade indeterminada), que se alcança ao fixar o olhar no "eterno" (a fé). Essa vitória permite ao indivíduo tomar sua subjetividade no presente e alcançar significação existencial. A diferença fundamental reside no conteúdo: enquanto Lutero trata da salvação pela fé em Cristo, Kierkegaard trata da edificação imanente da subjetividade</p> Matheus Maia Schmaelter Copyright (c) 2025 Matheus Maia Schmaelter https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2025-10-16 2025-10-16 18 3 e25049 e25049 10.52521/poly.v18i3.16432