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ALÉM DA TRAGÉDIA

AGÊNCIA FEMININA E SUBVERSÃO DA JORNADA HEROICA EM ÉDIPO REI, DE SÓFOCLES

Autores/as

Palabras clave:

Agência feminina, Jornada da Heroína, Memória, Identidade de Gênero, Subversão do destino

Resumen

Este artigo investiga a agência feminina e a subversão do destino em “Édipo Rei” com um olhar particular para a construção ativa da memória. O suicídio por enforcamento de Jocasta, a rainha de Tebas, sob a lente da filosofia sartriana e da análise de Nicole Loraux (1985), ganha uma dimensão simbólica maior que lhe designa um ato de resistência e afirmação da identidade perante a fatalidade trágica. Ao ressignificar sua história através da memória como um ato de criação constante, Jocasta não apenas desafia o determinismo trágico, mas também estabelece uma nova narrativa, alinhada com as reflexões de Sartre (2005) e Frankl (2021; 2014) sobre a liberdade e o sentido da vida. A morte, em Sófocles, adquire uma dimensão simbólica que ultrapassa o individual, tornando-se um momento de verdade e confronto com a finitude, aliado à perspectiva da Jornada da Heroína para ressignificação. O suicídio da rainha, inscrito na memória da tragédia, revela a complexidade da experiência feminina e a capacidade de agência, mesmo diante das adversidades. A comparação entre as jornadas de Édipo e Jocasta evidencia como a memória, enquanto construção ativa, molda as identidades e as narrativas, tanto masculinas quanto femininas, na tragédia grega de Sófocles, Édipo Rei.

Biografía del autor/a

  • Laura Lucy Dias, Filhas de Avalon

    Possui graduação em Letras Português-Inglês pela Universidade do Grande ABC (2008) e graduação em Pedagogia pela Universidade Nove de Julho (2013). Atualmente é professora titular da Prefeitura do Município de São Paulo. Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Língua Portuguesa, atuando principalmente nos seguintes temas: leitura, produção textual, realidades possíveis, São Paulo, ensino de História e morte. Professora de Língua Portuguesa do Município de São Paulo desde 2011, pesquisa na área de Literatura desde 2009, em sua iniciação científica pela Universidade do Grande ABC. Autora e ilustradora, já ministrou projetos de desenho e HQ; publica de modo independente, multiplicando a prática de leitura e escrita criativa, tendo atuado de 2017 a 2023 como Professora Orientadora da Sala de Leitura na EMEF em que atou. Desde 2023, é graduanda em Literaturas de Língua Portuguesa na Unifesp. Além disso, é Membra do Grupo de Estudos Filhas de Avalon.

  • Rafael Alberto Alves dos Santos, USP

    Doutor em Letras pelo Programa de Semiótica e Linguística Geral da USP-FFLCH. Na pesquisa do doutorado, sob orientação da Profa. Dra. Norma Discini de Campos, investigou o ethos enunciativo do Papa Francisco. No Mestrado em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP, sob orientação da Profa. Dra. Ana Claudia de Oliveira, estudou a construção dos simulacros dos Papas em dois jornais paulistas ao longo de pouco mais de um século (1878-2013). É professor de Língua Portuguesa no ensino médio na rede estadual de São Paulo. Durante 14 anos, coordenou o setor de comunicação institucional da Arquidiocese de São Paulo, acumulando a responsabilidade pela gestão de redes sociais, assessoria de imprensa e relação públicas. Coordena o ateliê "Semiótica das Práticas Urbanas" do Centro de Pesquisas Sociossemióticas (CPS).

Referencias

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Publicado

2024-12-31

Versiones

Número

Sección

Artículos

Cómo citar

ALÉM DA TRAGÉDIA: AGÊNCIA FEMININA E SUBVERSÃO DA JORNADA HEROICA EM ÉDIPO REI, DE SÓFOCLES. (2024). KIXARÁ, 1(1), 77-95. https://revistas.uece.br/index.php/kixara/article/view/14705

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