O NECESSÁRIO RESGATE HISTORIOGRÁFICO DE MARIANA ALCOFORADO, A PRIMEIRA ROMANCISTA LUSÓFONA DO MUNDO

Auteurs

Mots-clés :

Literatura de Autoria Feminina, Epistemicídio, Mariana Alcoforado, Cartas de Amor

Résumé

Este artigo é o resultado de um levantamento bibliográfico advindo de uma pesquisa básica, de abordagem qualitativa e de objetivo exploratório, que apresenta a vida e o Magnum Opus atribuído a Sóror Mariana Alcoforado à luz da teoria sobre epistemicídio, do sociólogo Boaventura de Souza Santos (2016) e dos Críticos Literários René Wellek e Austin Warren (1976), abordando o papel social da mulher dentro do cânone literário português, a importância da escrita feminina e seu resgate historiográfico. Concluímos que à época de nossa escritora, no século XVII, a mulher era vista como um ser extremamente inferiorizado em sua escrita, apresentando dificuldade quanto ao reconhecimento de suas produções literárias e, por mais que tenhamos tido diversos avanços nesse sentido, ainda há resistência para se reconhecer a escrita feminina e seu papel social, assim como a atribuição da autoria d’As Cartas Portuguesas a Mariana Alcoforado, tida como a primeira escritora em Língua Portuguesa. Pioneira, seu legado foi ostracizado, mas vem sendo trazido à luz por intermédio de trabalhos como este e tantos outros que a vêm retirando do limbo ao qual foi jogada.

Biographies des auteurs

  • Larissa Maria Sousa Marques, UECE

    Graduação em Letras - Inglês pela Universidade Estadual do Ceará.

  • Iolanda Raquel Sales Dutra Batista, Universidade Estadual da Paraíba

    Graduação em Letras - Inglês pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB).

  • Cristiane Lima da Silva, Universidade Sorbonne Nouvelle Paris3

    Doutora em Estudos Lusófonos pela Universidade Sorbonne Nouvelle Paris3. Professora de Língua Portuguesa da Rede Estadual de Ensino do Ceará.

Références

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Fichiers supplémentaires

Publiée

2025-12-29

Numéro

Rubrique

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Comment citer

O NECESSÁRIO RESGATE HISTORIOGRÁFICO DE MARIANA ALCOFORADO, A PRIMEIRA ROMANCISTA LUSÓFONA DO MUNDO. (2025). KIXARÁ, 2(3), 31-42. https://revistas.uece.br/index.php/kixara/article/view/16907

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