v. 34 n. 4 (2024): Revista Ciência Animal
Artigos Originais

OCORRÊNCIA DE MASTITE CLÍNICA E SUBCLÍNICA NO REBANHO LEITEIRO DO INSTITUTO FEDERAL GOIANO CAMPUS CERES

Soraia Santos OLIVEIRA
Instituto Federal Goiano Campus Ceres
Mônica Maria de Almeida BRAINER
Instituto Federal Goiano Campus Ceres
Alan Soares MACHADO
Instituto Federal Goiano Campus Ceres
Ronaildo FABINO NETO
Instituto Federal Goiano Campus Ceres
Sérgio Côrtes PAIVA
Instituto Federal Goiano Campus Ceres

Publicado 2024-12-30

Palavras-chave

  • CMT,
  • diagnóstico,
  • mamite,
  • ordenha,
  • sanidade

Como Citar

OLIVEIRA, S. S.; BRAINER, M. M. de A.; MACHADO, A. S.; NETO, R. F.; PAIVA, S. C. OCORRÊNCIA DE MASTITE CLÍNICA E SUBCLÍNICA NO REBANHO LEITEIRO DO INSTITUTO FEDERAL GOIANO CAMPUS CERES . Ciência Animal, [S. l.], v. 34, n. 4, p. 39–49, 2024. Disponível em: https://revistas.uece.br/index.php/cienciaanimal/article/view/14715. Acesso em: 9 jan. 2026.

Resumo

Este estudo teve como objetivo realizar o levantamento da ocorrência de mastite clínica e subclínica no rebanho bovino leiteiro do Instituto Federal Goiano Campus Ceres, bem como analisar os fatores de risco relacionados à
sua ocorrência. O trabalho foi realizado no período de abril a junho de 2022. Foram realizados testes da Caneca do Fundo Preto e CMT em 22 vacas em lactação da raça Girolanda a cada 15 dias. A prevalência de mastite clínica
nos rebanhos foi de 2,6% e a mastite subclínica foi de 46,2%, sendo 14,5% para o escore leve, 10,8% para escore moderado e 20,9% para escore severo. Quanto à evolução da mastite durante o período, foi verificado um aumento do escore 0 do Teste CMT (ausência de mastite) ao longo do tempo até a penúltima coleta, enquanto o escore severo no CMT apresentou uma redução de sua prevalência ao longo das coletas. Esses resultados podem estar associados à adoção de linha de ordenha e pós-dipping, medidas higiênico-sanitárias que não estavam sendo feitas antes. Desse modo, constatou-se elevada frequência de mastite no rebanho leiteiro avaliado, principalmente na forma subclínica, e que falhas no manejo higiênico-sanitário da ordenha devem ser corrigidas para a prevenção e controle da enfermidade.

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