v. 31 n. 2 (2021): Revista Ciência Animal
Artigos Originais

PREVALÊNCIA DE MASTITE BOVINA NO PLANALTO DE SANTA CATARINA

Thiago Resin Niero
Laboratório Veterinário (VERTA)
Carine Lisete Glienke
Universidade Federal de Santa Catarina
Gabriela Dick
Laboratório Veterinário (VERTA)
Heloisa Maria de Oliveira
Universidade Federal de Santa Catarina

Publicado 2022-11-10

Palavras-chave

  • Pecuária leiteira,
  • sanidade animal,
  • qualidade do leite,
  • produtores familiares

Como Citar

NIERO, T. R.; GLIENKE, C. L. .; DICK, . G.; OLIVEIRA, H. M. de . PREVALÊNCIA DE MASTITE BOVINA NO PLANALTO DE SANTA CATARINA. Ciência Animal, [S. l.], v. 31, n. 2, p. 20–29, 2022. Disponível em: https://revistas.uece.br/index.php/cienciaanimal/article/view/9343. Acesso em: 9 jan. 2026.

Resumo

A mastite bovina é amplamente distribuída nos rebanhos leiteiros, acarretando em perdas econômicas aos produtores. Assim, o objetivo do estudo foi identificar a prevalência de mastite clínica e subclínica nos rebanhos de bovinos leiteiros, na região do Planalto Catarinense. Foram visitadas 44 propriedades leiteiras, onde foram registradas as principais informações sobre o rebanho de fêmeas em lactação. O diagnóstico de mastite clínica foi realizado pelo teste da caneca de fundo preto, enquanto, para mastite subclínica, foi utilizado o CMT (California Mastitis Test). Os dados foram processados no software estatístico R, para cálculo da prevalência, e foi aplicado teste Qui-quadrado ao nível de 5% de significância para as seguintes variáveis: manejos de ordenha, dados individuais dos animais (número e estágio de lactação) e Escore de Limpeza de Úbere (ELU). Foram estimadas, a partir do CMT, as perdas produtivas decorrentes da mastite subclínica. A prevalência média de mastite clínica e subclínica foi, respectivamente, de 4,29% e 76,92% para os animais avaliados. Não foram encontradas associações entre a mastite e o manejo de ordenha, os dados individuais dos animais e o ELU. As perdas produtivas são importantes, com mais de 15.000 litros de leite que deixam de ser produzidos por mês, devido à mastite subclínica no rebanho. Assim, as prevalências encontradas são preocupantes, visto a importância da atividade como fonte de renda aos produtores. Órgãos públicos devem investir na conscientização e em medidas de controle e prevenção da doença para melhorar a rentabilidade desses produtores e para que a atividade tenha crescimento na região.

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