Memórias de Redenção-CE
idosos como guardiões da história local
DOI:
https://doi.org/10.52521/bilros.v13i27.16661Palabras clave:
Educação não formal, Identidade, Memória, Patrimônio Imaterial, Redenção-CE.Resumen
O presente trabalho busca responder à questão de como a memória coletiva dos idosos contribui para a preservação da história local de Redenção-CE. A hipótese levantada é a de que a escuta atenta e o registro das narrativas orais não apenas resgatam fragmentos da história, mas também fortalecem vínculos de pertencimento e identidade. Em função disso, o objetivo é analisar a oficina “Memórias de Redenção-CE: histórias e vivências da nossa cidade”, realizada no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), como espaço de valorização de vivências comunitárias. O referencial teórico baseou-se em Girão (1984), Ferreira (2006) e Antunes (2000), que permitem compreender a articulação entre memória, identidade e práticas educativas não formais. A metodologia foi qualitativa, de caráter participativo envolvendo rodas de conversa, ativação sensorial e construção de um painel coletivo. Os resultados indicam que os idosos se reafirmaram como guardiões da história e ressaltam a importância da transmissão intergeracional.
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