https://revistas.uece.br/index.php/bilros/issue/feedRevista de História Bilros: História(s), Sociedade(s) e Cultura(s)2026-02-21T10:46:13-03:00Prof. Dr. Francisco José Gomes Damascenofrancisco.damasceno@uece.brOpen Journal Systems<p>A <strong><em>Revista Bilros: História(s), Sociedade(s) e Cultura(s)</em></strong> é a Revista Eletrônica do Laboratório de Estudos e Pesquisas em História e Culturas - DÍCTIS; associada ao Curso de graduação em História (C.H.); Programa de Pós-Graduação em História, Culturas e Espacialidades (PPGHCE-UECE) e ao Grupo de Trabalho de História Cultural da Associação Nacional de História Secção do Ceará (GTHC/ANPUH-Ce), sendo composta por integrantes dos DÍCTIS, do GTHC da ANPUH-Ce e discentes da Graduação e do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Estadual do Ceará – UECE. Trata-se de um periódico científico semestral que tem como objetivo contribuir e divulgar a produção historiográfica e de áreas afins realizadas por historiadores, pesquisadores, professores, especialistas, mestres, doutores, pós-graduandos e graduandos.</p> <p>Em meio à tessitura do fazer historiográfico, os saberes e as práticas se misturam e se confundem na narração histórica em um processo científico. Aqui compreendido como uma metáfora à renda de Bilros, esse processo constitui-se na medida em que os fios manejados pelas rendeiras, em consonância com o trato dos historiadores com suas fontes, tecem e constroem as histórias de homens, de grupos, de sociedades e de culturas no tempo histórico.</p> <p>Com a demanda da divulgação de conhecimento, da carência de interlocutores e debates e da valorização do ofício do historiador, a Revista Bilros emerge em um contexto em que os recursos digitais afloram na produção do saber científico. Nesse sentido, portanto, através deste periódico, abre-se mais um caminho a ser explorado por graduandos, graduados e pós-graduados da área das ciências humanas. </p> <p><strong><span style="vertical-align: inherit;">Qualis Capes 2021/2024: </span></strong><span style="vertical-align: inherit;"><strong>A</strong>2 </span></p> <p>HISTÓRIA</p> <p>SOCIOLOGIA</p> <p>ANTROPOLOGIA/ARQUEOLOGIA</p> <p>CIÊNCIA POLÍTICA E RELAÇÕES INTERNACIONAIS</p> <p>CIÊNCIAS E HUMANIDADES PARA A EDUCAÇÃO BÁSICA</p> <p>EDUCAÇÃO</p> <p>ENSINO</p> <p><strong><span style="vertical-align: inherit;">e-ISSN: 2357-8556</span></strong></p>https://revistas.uece.br/index.php/bilros/article/view/17372Apresentação e Expediente2026-02-20T10:00:47-03:00Francisco J G Damascenofrancisco.damasceno@uece.br<p>Apresentação e expediente deste número da revista Bilros.</p>2026-02-21T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Francisco J G Damascenohttps://revistas.uece.br/index.php/bilros/article/view/16664Arquivo e memória2025-11-23T02:21:14-03:00Thayana Priscila Domingos da Silvathaypris@gmail.comAbigail Alves Fonsecaabigailalvesfonseca@gmail.com<p>A História da Educação do Brasil é marcada pelo processo de feminização do magistério, a partir de meados do século XIX. Essa identidade profissional configurou mudanças no contexto sociocultural do trabalho docente. No Brasil, os anos de 1980 foram marcados pelos processos de redemocratização, evidenciando os direitos consolidados pela Constituição Federal. Este trabalho tem como objetivo analisar os processos trabalhistas de professoras presentes no Núcleo de Documentação Histórica (NDH/UEPB), refletindo sobre a luta de mulheres docentes pelos direitos trabalhistas nos anos de 1989. O campo teórico-metodológico dialogou com autores como Chartier (2002), Nora (1993), Tardif (2002), Louro (1986-2018). Assim, a pesquisa se constituiu numa análise qualitativa de processos trabalhistas de professoras, sendo selecionados 3 casos de processos trabalhistas que envolveram professoras primárias lotadas na Prefeitura Municipal de Mari-PB, nos de 1989. Os resultados apontam para a violação dos direitos trabalhistas, como redução salarial, não pagamento de férias e 13º salário, além da destituição de cargos. Desse modo, as professoras recorrem à justiça na garantia de exigirem os direitos negados, reivindicando a estabilidade profissional. O contexto revela a precarização do trabalho docente e configura um olhar crítico sobre a vulnerabilidade e desvalorização do trabalho feminino.</p>2026-02-21T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Thayana Priscila Domingos da Silva, Abigail Alves Fonsecahttps://revistas.uece.br/index.php/bilros/article/view/16665“Dito” e “não dito”2025-11-23T02:45:07-03:00Mauricio Santanamsantana.ppge@uesc.br<p>Este artigo tem como objetivo analisar, por meio de uma pesquisa documental, os livros didáticos de História (<em>História de um povo</em>, de Azevedo & Darós), comparando-os com a coleção (<em>Expedições da História</em>, da Editora Moderna, autores Gilberto Cotrim e Jaime Rodrigues), ambos do 8º ano (antiga 7ª série) do Ensino Fundamental. O recorte temporal é o Brasil Império, buscando compreender como é abordada a presença das mulheres nesse contexto histórico, bem como a influência da colonialidade e da lógica eurocêntrica como condicionantes da existência das personagens femininas históricas nestes livros. Para o desenvolvimento deste artigo, foi realizado um levantamento bibliográfico nas principais revistas de História da Educação, com aporte teórico de Chartier (2005), Dominique Julia (2001), Chopin (2004), entre outros. As análises apontam para a necessidade de se incorporar a presença de mulheres negras, quilombolas e indígenas, que protagonizaram a história na luta contra a escravização, nos livros didáticos.</p>2026-02-21T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Mauricio Santanahttps://revistas.uece.br/index.php/bilros/article/view/16663Turismo pedagógico em museus2025-11-23T01:23:58-03:00Vitória Nicolini Nunesvitorianunes@sou.faccat.brDaniel Luciano Gevehrdanielgevehr@faccat.br<p>Este artigo relaciona a prática do turismo pedagógico em museus com o conceito de educação patrimonial. Tem-se como objetivo analisar de que modo as atividades de turismo pedagógico desenvolvidas no Museu Arqueológico do Rio Grande do Sul (Marsul) contribuem para a promoção da educação patrimonial. Para tanto, é utilizado como objeto de estudo o Museu Arqueológico do Rio Grande do Sul (Marsul), instituição museológica localizada em Taquara (RS), e que possui um acervo arqueológico com aproximadamente 1 milhão de peças. Desde sua reabertura, o Marsul tem recebido a visita de inúmeras instituições de ensino, o que o torna um atrativo turístico da modalidade conhecida como “turismo pedagógico”, vale dizer, cujo estudo é bastante recente no Brasil. Para a construção do referencial teórico, foram utilizadas fontes bibliográficas que abordam os conceitos “turismo pedagógico” e “educação patrimonial”, bem como a relação entre patrimônio e arqueologia. Constatou-se que a prática do turismo pedagógico em museus contribui para a educação patrimonial na medida em que proporciona alfabetização cultural e auxilia a formar cidadãos críticos e conscientes, bem como contribui para o desenvolvimento regional.</p>2026-02-21T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Vitória Nicolini Nunes, Daniel Luciano Gevehrhttps://revistas.uece.br/index.php/bilros/article/view/16662Narrativas e memórias do campo2025-11-23T00:51:32-03:00Mariany Santos Macedomaryysantos2004msm@gmail.comGabriela Barbosa Souza Xaviergabrielabsxavier@outlook.com<p>O presente artigo objetiva apresentar e analisar as atividades desenvolvidas por meio do plano de extensão “Narrando as lutas e a resiliência das famílias sertanejas do Território da Bacia do Jacuípe”, vinculado ao Projeto de Extensão Narrativas e Representações, da Universidade Estadual de Feira de Santana. O objetivo do referido plano é registrar as narrativas de comunidades do semiárido baiano, evidenciando suas experiências laborais, estratégias de enfrentamento às secas e resistência cultural. Fundamenta-se em autores como Brandão (2006) e Paulo Freire (1982 e 1983), que orientam a pesquisa participante, destacando a importância do diálogo e da memória coletiva. A metodologia adotada inclui rodas de conversa e entrevistas com famílias camponesas, com registro audiovisual das narrativas. Os resultados demonstram a relevância das experiências narradas para a memória comunitária, a valorização das práticas locais e a denúncia das insuficiências das políticas públicas. Evidencia-se o protagonismo das comunidades na construção de estratégias de sobrevivência e resiliência frente aos desafios do semiárido baiano.</p>2026-02-21T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Mariany Santos Macedo, Gabriela Barbosa Souza Xavierhttps://revistas.uece.br/index.php/bilros/article/view/16661Memórias de Redenção-CE2025-11-23T00:26:14-03:00Édmara Silva de Souzaedmarasouza@aluno.unilab.edu.brLucas da Costa Silvalucas.silva@aluno.unilab.edu.brLuís Ferreiraluisferreira@unilab.edu.br<p>O presente trabalho busca responder à questão de como a memória coletiva dos idosos contribui para a preservação da história local de Redenção-CE. A hipótese levantada é a de que a escuta atenta e o registro das narrativas orais não apenas resgatam fragmentos da história, mas também fortalecem vínculos de pertencimento e identidade. Em função disso, o objetivo é analisar a oficina “Memórias de Redenção-CE: histórias e vivências da nossa cidade”, realizada no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), como espaço de valorização de vivências comunitárias. O referencial teórico baseou-se em Girão (1984), Ferreira (2006) e Antunes (2000), que permitem compreender a articulação entre memória, identidade e práticas educativas não formais. A metodologia foi qualitativa, de caráter participativo envolvendo rodas de conversa, ativação sensorial e construção de um painel coletivo. Os resultados indicam que os idosos se reafirmaram como guardiões da história e ressaltam a importância da transmissão intergeracional.</p>2026-02-21T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Édmara Silva de Souza, Lucas da Costa Silva, Luís Ferreirahttps://revistas.uece.br/index.php/bilros/article/view/16660História e memória da primeira Escola de Serviço Social da Paraíba (1951-1972)2025-11-22T23:35:08-03:00Aline Maria Batista Machadoprof.alinemachado23@yahoo.com.br<p>O objetivo do estudo é resgatar a história e memória da primeira Escola de Serviço Social da Paraíba (ESS/PB). Metodologicamente é uma pesquisa documental, bibliográfica e qualitativa. Principal fonte, o acervo do CCHLA/UFPB. Após dez meses de investigação no arquivo, a equipe fez o levantamento, a identificação, a organização e a tipificação de 4.172 documentos. Desse montante, realizou-se uma triagem e 383 documentos foram selecionados para pesquisa e escaneados, variando entre 72 tipos diferentes. Em três anos de investigação (2022-2025) foi feita a digitalização, a sistematização e a categorização temática dos documentos selecionados. Devido à grande quantidade, as fontes coletadas e digitalizadas foram sistematizadas em 04 grandes Eixos Temáticos, divididos em 43 pastas com temas específicos: (Eixo 01/Escola de Serviço Social, Eixo 02/Incorporação da ESS à UFPB, Eixo 03/Universidade Federal da Paraíba/UFPB e Eixo 04/Temas Transversais), que se encontram organizados em um drive do grupo de pesquisa.</p>2026-02-21T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Aline Maria Batista Machadohttps://revistas.uece.br/index.php/bilros/article/view/16659História da Educação e o transnacional2025-11-22T23:01:47-03:00Joyce Brenna da Silva Lima Rodriguesjoycebrenna2009@hotmail.comLígia Silva Pessoaligiapessoa123@gmail.comMaria Irinilda da Silva Bezerramaria.irinil@ufac.br<p>O artigo analisa como a perspectiva transnacional tem sido incorporada à pesquisa em história da educação brasileira. Metodologicamente, realiza um mapeamento em dois repositórios digitais: Biblioteca Digital de Teses e Dissertações (BDTD) e Catálogo de Teses e Dissertações da CAPES, entre 2019 e 2025. A análise organizou-se em eixos: intelectuais e redes de mediação cultural; impressos e materiais didáticos como vetores de circulação; e reformas pedagógicas em diálogo com experiências estrangeiras. Os resultados esclarecem que a adoção da abordagem transnacional na história da educação é crescente, além disso evidencia múltiplas possibilidades de temáticas e análises, de modo que contribui para renovação do campo ao articular práticas locais a dinâmicas globais.</p>2026-02-21T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Joyce Brenna da Silva Lima Rodrigues, Lígia Silva Pessoa, Maria Irinilda da Silva Bezerrahttps://revistas.uece.br/index.php/bilros/article/view/16658A Educação Profissional e Técnica no Brasil2025-11-22T22:29:40-03:00Geovânia de Souza Andrade Macielgeovania.maciel@ifro.edu.brJussara Santos Pimentajussara.pimenta@unir.br<p>Este artigo apresenta parte da pesquisa “Entre a História, a Memória e a Educação Profissional: Ações pedagógicas no Instituto Federal de Rondônia – IFRO, Campus Ji-Paraná”. O estudo investiga a trajetória histórica do IFRO <em>Campus</em> Ji-Paraná, buscando compreender a constituição da Educação Profissional na instituição. Neste recorte, são apresentados os resultados da revisão bibliográfica, que mapeou 201 teses e dissertações produzidas entre 2001 e 2023, voltadas à História da Educação Profissional nos Institutos Federais, em âmbito nacional e regional, e 143 teses e dissertações, elaboradas entre 1994 e 2023, relacionadas à História da Educação por meio de fotografias escolares. A análise evidenciou a escassez de estudos específicos sobre a História da Educação Profissional, especialmente no contexto rondoniense. Essa lacuna reforça a relevância da nossa pesquisa, ao enfatizar a dimensão local e ao propor o uso de fotografias escolares como fonte histórica para o estudo da Educação Profissional.</p>2026-02-21T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Geovânia de Souza Andrade Maciel, Jussara Santos Pimentahttps://revistas.uece.br/index.php/bilros/article/view/16657O acervo do Colégio Caxiense como fonte para a História da Educação2025-11-22T21:37:54-03:00Julia Karoline Silva dos Santosjuliasilvaacademico@gmail.comSalânia Maria Barbosa Melosalaniamelo@yahoo.com.br<p>Este artigo discute o tratamento destinado aos acervos escolares em instituições de ensino, com ênfase no conjunto documental produzido pelo Colégio Caxiense, fundado em 1935 na cidade de Caxias, Maranhão. Após o fechamento da escola, observou-se o abandono desse acervo, o que evidencia as fragilidades das políticas de preservação da memória educacional. A partir de revisão bibliográfica e do contato com parte do material, o estudo examina a relevância dos acervos escolares como fontes para pesquisas em História da Educação, destacando suas potencialidades e a necessidade de um tratamento adequado. Os resultados indicam que esses acervos se configuram como espaços significativos de preservação da memória educacional, ao mesmo tempo em que revelam fragilidades estruturais e institucionais que comprometem sua conservação e uso.</p>2026-02-21T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Julia Karoline Silva dos Santos, Salânia Maria Barbosa Melohttps://revistas.uece.br/index.php/bilros/article/view/16656“Cinco semanas nos Estados Unidos”: 2025-11-22T19:03:57-03:00Lidemberg Régis Santos Dantaslindemberg.dantas1@gmail.comOlivia Morais de Medeiros Netaolivia.neta@ufrn.br<p>Este estudo objetiva apresentar o relato intitulado “Cinco semanas nos Estados Unidos" de Laura Lacombe após a viagem ocorrida, em 1930, através da Excursão Pedagógica à convite e financiada pela Carnegie Endowment e promovida pela Associação Brasileira de Educação. Utilizamos o método histórico, conforme Rüsen (2015), e usamos as fontes localizadas no Arquivo Carmem Jordão, vinculado à Associação. Identificamos que o itinerário incluiu visitas à diversas escolas, além de instituições inseridas no movimento de internacionalização da educação e da formação. Para Laura, compreendemos que essa viagem representava uma oportunidade de contribuir com a educação nacional a partir da sua formação e legitimação no campo educacional como especialista através da produção de relatos. Como resultados da viagem, a educadora se especializou com o acompanhamento por uma especialista da <em>Junior High School</em> e, através da sua articulação com o <em>Rosemont College</em>, obteve a reserva de vaga na escola para uma aluna brasileira.</p>2026-02-21T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Lidemberg Régis Santos Dantas, Olivia Morais de Medeiros Netahttps://revistas.uece.br/index.php/bilros/article/view/16653Espaço educativo em museus:2025-11-22T17:50:01-03:00Eva Caroline de Sena Castroevacarolsena@gmail.com<p>O presente trabalho buscou refletir a respeito das ações educativas, suas ausências e continuidades a partir do olhar sobre a experiência mediadora no Museu de Arte Sacra Escritor Maximiano Campos, localizado no município de Goiana, Pernambuco, Brasil. Objetivou investigar as ações planejadas e orgânicas com relação a educação dentro do museu em questão, voltadas para o público escolar. Como instrumento de coleta de dados, fez uso de um questionário composto por questões abertas e fechadas. Como procedimento de análise dos dados, empregou a análise de conteúdo pelo estabelecimento de categorias temáticas: perfil socioeconômico do público do Museu de Arte Sacra Escritor Maximiano Campos; motivações, contribuições e percepções da visita; e considerações particulares. Os resultados obtidos dão conta da observação de avanços no aspecto educacional da instituição, bem como da necessidade de novos olhares para uma constante melhoria no processo educacional por meio da visitação.</p>2026-02-21T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Eva Caroline de Sena Castrohttps://revistas.uece.br/index.php/bilros/article/view/16652Vozes femininas na educação da Amazônia belenense do século XX2025-11-22T17:11:17-03:00Estela Regina Marques Limaestelamarques2001@gmail.comCecília Abrahão Nascimento de Santiceciliabrahao2001@gmail.comLivia Sousa da Silvaliviasilva@ufpa.br<p>O artigo trata do protagonismo educacional feminino na cidade de Belém, na primeira metade do século XX, por meio da análise da trajetória da professora Amália Paumgartten. Objetiva evidenciar suas contribuições na docência, na gestão escolar e na produção de conhecimento, a partir de pesquisa qualitativa e histórico-documental realizada no acervo da EMEIF Amália Paumgartten, localizada no bairro do Guamá. Aborda conceitos de memória, identidade e intelectualidade feminina, problematizando o apagamento das contribuições de educadoras nos registros institucionais. Classifica-se como estudo qualitativo e histórico-documental, com técnica de inventário e análise dialógica do discurso. Desenvolve-se a partir de documentos escolares, placas, registros genealógicos e materiais virtuais sobre a família Paumgartten. Os resultados apresentam a escassez de registros sobre a docente e a necessidade de visibilizar sua atuação intelectual. Conclui que esta pesquisa impulsiona a valorização do trabalho feminino e legitima o lugar de Amália Paumgartten na história da educação amazônica.</p>2026-02-21T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Estela Regina Marques Lima, Cecília Abrahão Nascimento de Santi, Livia Sousa da Silvahttps://revistas.uece.br/index.php/bilros/article/view/16651Maria Rita da Silva, professora leiga na década de 1970 em Cariús - Ceará2025-11-22T16:14:32-03:00Francisca Risolene Fernandes Rochaprofarisolenefernandes@gmail.comFrancisca Genifer Andrade de Sousageniferandrade@yahoo.com.brAndreia Lima de Almeidaandreiaviu@hotmail.com<p>A História da Educação se alimenta das experiências docentes ao longo do tempo, para além dos documentos legais. Dessa feita, objetiva-se biografar Maria Rita da Silva centrando foco nas questões educacionais que perpassam a sua vida, no decorrer da década de 1970, quando essa mulher do interior cearense teve acesso à educação básica, na cidade de Cariús-CE. Trata-se de um estudo de abordagem qualitativa, desenvolvido metodologicamente a partir da História Oral, seguindo os pressupostos da História Cultural e da Biografia hermenêutica. Assim, foi realizada entrevista livre com Maria Rita da Silva, que se tornou fonte oral para retratar as condições da educação do interior do Ceará, mais precisamente da região de Cariús, no Centro-Sul do estado. As narrativas demonstram a imagem de uma educação precarizada, que se desenvolvia através da atuação de uma professora leiga, a qual também era responsável por organizar o espaço de ensino em um período em que não havia interesse público na matéria educacional. As práticas educativas eram alinhadas à vertente tradicional, com uso de castigos físicos como a palmatória e adoção da tabuada e da Carta do ABC como materiais didáticos, que eram custeados pelos próprios pais dos alunos. Conclui-se que as experiências educativas de Maria Rita da Silva são ricas fontes que viabilizam alargar o conhecimento acerca das condições educacionais no interior do Ceará, especialmente em Cariús e na região Centro-Sul.</p>2026-02-21T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Francisca Risolene Fernandes Rocha, Francisca Genifer Andrade de Sousa, Andreia Lima de Almeidahttps://revistas.uece.br/index.php/bilros/article/view/15290Ecos de Memória: repressão, resistência e experiências homossexuais nas Umaps (2007 – 2024)2026-02-04T15:21:49-03:00Amanda Gomesamandagomes324@gmail.com<p>Na década de 1960 instituíram-se em Cuba as Unidades Militares de Ajuda à Produção (Umaps). Oficialmente, elas eram centros de trabalho agrícola cujo objetivo consistia em recrutar jovens considerados incapacitados para o serviço militar. No entanto, durante o seu período de vigência surgiram denúncias de que estariam funcionando como prisões para os sexualmente “desviados”, grupos religiosos, hippies e para presos políticos. Levando isso em conta, este artigo busca analisar testemunhos de ex-umapianos, entre 2007 e 2020, acerca das experiências dos homossexuais e contrarrevolucionários que foram confinados nas Umaps e sofreram com a repressão praticada pelo governo cubano implantado em 1959. Para tanto, procuraremos dar ênfase às batalhas de memórias em meio às disputas políticas em curso, tentando averiguar simultaneamente os interesses que impulsionam a ação dos ex- umapianos e sua ideologia.</p>2026-02-21T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Amanda Gomes