A fenomenologia heideggeriana e o esquecimento do ser
DOI:
https://doi.org/10.52521/61rg1373Resumo
Nosso objetivo com este estudo é examinar a maneira como Martin Heidegger (1889-1976) se ocupou da história da filosofia e, se quisermos, da história da metafísica, aquela desenvolvida no pensamento ocidental. Ele lhe endereça duras críticas. Ocorre que, para o filósofo alemão, a metafísica e todo seu desdobramento é, de maneira rigorosa, a história do esquecimento progressivo da questão do ser. Significa que o pensamento de Heidegger é, de fato, uma superação da metafísica. Cumpre salientar que, para ele a forma moderna da metafísica é a técnica. A técnica é a realização da vontade de poder que transforma a natureza, inclusive a natureza humana, em objeto disponível para o fazer humano. Esta reificação e manipulação de todos os entes pela produção e consumo tecnológico, acaba transformando o homem da antiga posição de senhor da natureza, em objeto da sua própria atividade técnica. Em consequência disso, o humano acaba por assumir a mesma condição dos aparatos técnicos.
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