Colaboração, empatia e pró-socialidade entre professores
un análisis en el contexto de la UEMG Campanha
DOI:
https://doi.org/10.32335/2238-0426.2026.16.35.17115Parole chiave:
empatia, comportamento pró-social, colaboração docente, Ensino Superior, universidade públicaAbstract
Este artigo analisa a relação entre empatia, comportamento pró-social e colaboração entre docentes em um campus universitário público do interior de Minas Gerais, buscando compreender como tais dimensões subjetivas sustentam práticas coletivas em contextos institucionais marcados por restrições estruturais. Partindo de uma abordagem teórico-empírica, este estudo dialoga com a literatura contemporânea sobre empatia, reciprocidade e clima organizacional, articulando-a à realidade de um campus de pequeno porte e forte inserção regional. Metodologicamente, adota-se uma estratégia de investigação mista, combinando questionário estruturado com escalas tipo Likert e questões abertas, aplicado a 15 dos 17 docentes elegíveis do campus (taxa de resposta de 88,2%), cujos dados foram examinados por meio de estatística descritiva e análise de conteúdo categorial. Os resultados evidenciam a presença de uma cultura colaborativa robusta, ancorada sobretudo em vínculos interpessoais, afinidades e valores compartilhados, ao mesmo tempo que revelam barreiras persistentes, como sobrecarga de trabalho, falta de tempo e insuficiente institucionalização de práticas de apoio mútuo. Conclui-se que a empatia, em suas dimensões afetiva e cognitiva, atua como fator de resiliência e mecanismo compensatório diante das fragilidades organizacionais, contribuindo para a manutenção do engajamento docente e da qualidade das atividades acadêmicas. Este estudo oferece subsídios para o desenho de políticas institucionais voltadas ao fortalecimento da cooperação entre pares, à valorização de competências socioemocionais e à construção de ambientes universitários mais saudáveis, inclusivos e coerentes com a missão pública da Educação Superior.
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