bell hooks e Elza Soares

A vez e a voz da resistência

Autores

  • Solange Costa Universidade Estadual do Piauí

Palavras-chave:

bell hooks, Elza Soares, Educação, Gênero, Filosofia

Resumo

O presente trabalho propõe uma possível intersecção entre o pensamento de bell hooks e a música de Elza Soares a partir de uma perspectiva emancipatória para a educação. O texto se concentra na análise de alguns ensinamentos apresentados por bell na obra Pensamento crítico: sabedoria prática e a música Exu nas escolas de Elza. As duas produções permitem pensar a tarefa docente por um viés transgressor e descolonial, que aproxima a concepção libertadora do ensino à valorização dos saberes ancestrais da cultura negra e latino-americana.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

ADICHIE, Chimamanda Ngozi. O perigo de uma história única. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.

ANZALDÚA, Glória. Falando em línguas: uma carta para as mulheres escritoras do terceiro mundo. In Revista Estudos Feministas. Vol. 8, n. 1, 2000, p. 229-235.

BRAH, A. Diferença, diversidade, diferenciação. Cadernos Pagu, v. 26, p. 329-376, jan-jun. 2006.

FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2005

HADDAD, Sérgio. Prefácio à edição brasileira. Paulo Freire e bell hooks: um encontro permanente. In hooks, bell. Ensinando pensamento crítico: sabedoria prática. São Paulo: Elefante, 2020.

hooks, bell. Ensinando a Transgredir: a educação como prática para a liberdade. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2013.

hooks, bell. Ensinando pensamento crítico: sabedoria prática. São Paulo: Elefante, 2020.

MESSIAS, Marcia Biavati. Transgredindo fronteiras através de conversas do mundo: um diálogo entre bell hooks e Boaventura de Sousa Santos para arranjos contra-hegemônicos de (r)existência. 100 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Social) - Centro de Educação e Humanidades , Instituto de Psicologia, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, 2016.

MIRANDA, Claudia; RIASCOS, Fanny Milena Quiñones. Pedagogias decoloniais e interculturalidade: desafios para uma agenda educacional antirracista. Educação em Foco: revista de educação. Universidade Federal de Juiz de Fora, Faculdade de Educação, Centro Pedagógico, v. 21, n. 3, set./dez. 2016, pp. 545-572.

PEREIRA JÚNIOR, Rogério Gomes; FREITAS, Lúcia Gonçalves. Exu nas escolas: por um ensino decolonial e crítico. Revista CORALINA. Cidade de Goiás, vol. 3, n. 1, p. 34-53, jul.,2020.

PINGO, Lisandra Cortes. Uma análise das múltiplas faces de Exu por meio de canções brasileiras: contribuições para reflexões sobre o ensino da cultura e da história africana e afro- brasileira na escola.197 fl. Dissertação (Mestrado em Educação) – Programa de Pós-Graduação em Educação, São Paulo, 2018.

PRANDI, Reginaldo. Exu, de mensageiro a diabo. Sincretismo católico e demonização do orixá Exu. In: Revista USP, São Paulo, n. 50, p. 46-63, julho/agosto, 2001.

SANTOS, Boaventura de Sousa. Para além do pensamento abissal: das linhas globais a uma ecologia de saberes. In Novos Estudos CEBRAP, 79, nov. 2007, pp. 71-94.

SCHUBACK, Márcia Sá Cavalcante. Homenagear é preciso. In SCHUBACK, Márcia Sá Cavalcante. Ensaios de Filosofia. Petrópolis: Editora Vozes, 1999.

SOARES. Elza. Álbum: Do cóccix até o pescoço. 2002.

SOARES. Elza. Álbum: Deus é mulher, 2018.

Downloads

Publicado

2022-05-19

Como Citar

COSTA, S. bell hooks e Elza Soares: A vez e a voz da resistência. Kalagatos , [S. l.], v. 19, n. 1, p. eK22018, 2022. Disponível em: https://revistas.uece.br/index.php/kalagatos/article/view/8307. Acesso em: 28 jun. 2022.